THE DELAGOA BAY REVIEW

23/01/2013

SOBRE O 70º ANIVERSÁRIO DO PRESIDENTE DE MOÇAMBIQUE, ARMANDO EMÍLIO GUEBUZA

Filed under: 70º aniversário de Armando Guebuza, Armando Guebuza — ABM @ 10:52 pm
GUEBUBABUBA702012hehehe22

Aspecto do Salão Nobre do Palácio da Ponta Vermelha em Maputo a semana passada, aquando da celebração do 70º aniversário do actual presidente de Moçambique, Armando E. Guebuza. A enternecedora cerimónia foi visionada pelo maravilhoso (e algo molhado) povo pela Televisão de Moçambique, durante horas e horas.

 

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6 Comentários »

  1. Are you on drugs?????? Because you can not be serious. This picture is not ” Salao Nobre da Ponta Vermelha”. All the people on the picture are all oriental, bowing Chinese style on a stage with Chinese writing with a picture superimposed on a red flag, and, and…… what’s your intent? If you are trying to fool anybody you lack the most basic sense of judgment. I want to believe that this is just an honest mistake and that will be corrected soon.
    I like your BLOG, it has great pictures. I spend hours looking and reliving my youthful years in a town I left behind but, a town that will never leave me.
    I hope you are serious and honest to correct your error.

    Comentário por jorge — 24/01/2013 @ 9:29 am

    • Olá Jorge, which part of “this-is-sa-ti-re” do you not understand? Many regards & look again. ABM

      Comentário por ABM — 26/01/2013 @ 10:58 am

  2. He is not on drugs… he is on satire…

    Satire is a genre of literature, and sometimes graphic and performing arts, in which vices, follies, abuses, and shortcomings are held up to ridicule, ideally with the intent of shaming individuals, and society itself, into improvement.[1] Although satire is usually meant to be funny, its greater purpose is often constructive social criticism, using wit as a weapon.
    A common feature of satire is strong irony or sarcasm—”in satire, irony is militant”[2]—but parody, burlesque, exaggeration,[3] juxtaposition, comparison, analogy, and double entendre are all frequently used in satirical speech and writing. This “militant” irony or sarcasm often professes to approve of (or at least accept as natural) the very things the satirist wishes to attack.
    Satire is nowadays found in many artistic forms of expression, including literature, plays, commentary, and media such as lyric

    http://en.wikipedia.org/wiki/Satire

    Comentário por José Viegas — 26/01/2013 @ 11:48 am

    • That’s it. ABM

      Comentário por ABM — 26/01/2013 @ 1:23 pm

      • Este editorial publicado ontem no principal jornal de referência de Moçambique, o Savana, talvez diga em mais palavras o que tentei satirizar em cima. Talvez assim se perceba melhor. Cito, com vénia solidária:

        Editorial

        As cheias e o aniversário do Senhor Presidente

        Causou comoção o facto do Presidente da República, Armando Guebuza, ter assinalado por transmissão televisiva

        em directo o seu 70º aniversário, numa altura em que o país está a ser assolado por intempéries que

        deixaram sem abrigo milhares de moçambicanos.

        O que está a provocar tamanha indignação não é se Presidente deve ou não comemorar o seu aniversário, mas o timing e sobretudo

        a publicitação da megafesta, que teve honras de um directo na televisão pública, durante cerca de oito horas ininterruptas,

        numa altura em que o país está em alerta vermelho por causas das intensas chuvas, que já engoliram a cidade de Chókwè e

        ameaçam fazer o mesmo com Xai-Xai.

        Festas e celebrações todos as fazem, à medida das suas possibilidades,como aconteceu por todo o país na quadra que se

        assinalou na última semana do ano findo.

        Quem não conhecesse Moçambique e visse a transmissão da TVM da festa de anos do Presidente, era capaz de pensar que

        estivesse numa monarquia absolutista como a Suazilândia, ou no “comunismo patológico” como o da Coreia do Norte, onde a

        idolatria ao líder é compulsiva. Se o banquete dos 70 anos do Presidente Armando Guebuza pode ter sido requintado para quem esteve

        nos jardins da Ponta Vermelha, foi profundamente indigesto para quem a ele assistiu pela televisão, num momento em que o país vive

        o luto provocado por calamidades naturais sistemáticas.

        Sem qualquer atitude farisaica, a exibição consolida a ideia de que os políticos estão cada vez mais alheados do sofrimento

        do povo e que estão no poder para se servir e não para servir.

        As cenas exibidas pela televisão paga pelos impostos dos contribuintes, ajudam a responder à pergunta sobre as causas do

        divórcio entre a população e a classe dirigente, como o atestam os colossais níveis de abstenção.

        O discurso político em Moçambique é de aumentar a produção, melhorar os níveis de poupança dos recursos do Estado e canalizá-

        los para acções de combate à pobreza absoluta. Mas, uma coisa é o discurso e outra coisa são os actos. Geralmente, estes

        últimos falam mais alto. Uma vez lido o discurso, ele é desmentido pelos actos, como ilustra o banquete do passado domingo.

        Não se trata de dizer que o presidente deve viver numa cabana, andar de burro ou não festejar o seu aniversário como achar

        conveniente, porque o país é pobre. Mas, condições de bem estar que devem ser criadas para os nossos dirigentes, nunca devem

        ser vistas como ilimitadas. Elas devem ser comensuráveis com um nível de vida digno, mas feito dentro da modéstia que

        corresponde ao próprio PIB(Produto Interno Bruto) do país.

        Se nada for feito para travar este tipo de ostentação, voltaremos a assistir a episódios comparáveis a 1 e 2 de Setembro de 2010,

        quando populares saíram à rua para protestar contra o agravamento do custo de vida. Revoltas populares encontram terreno

        fértil em situações onde existe uma grande desproporcionalidade entre os que têm e os que não têm.

        Aliás, Moçambique está a conhecer um fenómeno de culto de personalidade em redor de um só homem sem precedentes, desde

        a morte de Samora Machel. É um culto com que Joaquim Chissano havia rompido, de tal sorte que já não nos lembrávamos

        da sua data de anos, mas que os próximos a Armando Guebuza reinstalaram, aniquilando o livre pensamento, mesmo

        entre os círculos do poder.

        À antiga a máxima de que “quando o povo não tem pão, o rei não come bolo”, como dizia um pensador, localmente, a história

        mostra-nos, porém, que não aprendemos nada dela.”

        (fim)

        Estamos entendidos?

        Comentário por ABM — 26/01/2013 @ 3:26 pm

  3. My message to «Jorge» (24/01/2013 @ 9:29 am): this is obviously a satirical photomontage, comparing the current situation in Mozambique to the cult of personality that has been a constant in North Korea since it was created in 1948.

    Comentário por Jotaeme — 27/01/2013 @ 6:24 pm


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