THE DELAGOA BAY REVIEW

07/10/2009

Amália Rodrigues em Moçambique II

Filed under: Amália Rodrigues, Música — ABM @ 1:39 am

(por ABM)

Não querendo tornar este dia num longo registo de Amaliana, pelas razões já explanadas e porque até ontem nem sequer sabia bem que a boa senhora tinha estado em Moçambique, quis a divina providência que esta noite, durante um agradável repasto celebratório num daqueles restaurantes chineses decorados de forma indescritivel numa Cascais chuvosa de outono (boa para apanhar gripe A), abordasse com um amigo o tema en passant, entre um dúbio e oleoso crepe chinês e um magnífico chop-suey de galinha, regados com uma deliciosamente refrigerada Coca Cola Zero.

Aí descobri que em Lourenço Marques, quando os habituais suspeitos colonial-fascisto-racisto-imperialistas não estavam ocupados a oprimir o bom povo nas redondezas, eram uma verdadeira e alegre tertúlia de fadistas e de guitarristas, o que me surpreendeu, pois lá em casa decididamente imperavam o Frank Sinatra, Óscar Peterson, Nat King Cole e o Walter Wanderley, entre outros. Tocava-se uma balada da Hermínia Silva quando o rei fazia anos.

Já no final do jantar, enquanto bebericava a ritual bica com adoçante, tive a surpresa de ouvir do outro lado da mesa qualquer coisa como “mas sabes, eu até acho que tenho qualquer coisa a ver com isso guardado lá em casa”. Desde logo respondi “ai sim? tens email e scanner em casa? então manda lá o scan, please, se faz favor”. Uma hora depois e graças à mais moderna e barata tecnologia, tive a oportunidade de ver, e de agora poder partilhar em primeira mão com os exmos maschambianos, os seguintes mimos, que podem ser analizados em maior detalhe clicando (ou premindo, segundo o novo AO) nas fotos miniatura em baixo:

Vitorino Ribeiro era o guitarrista de que falei antes. Aparentemente fez um pouco mais do que dedilhar a guitarra sózinho, alta noite na Rua da Argélia.

(Thanks George!)

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7 comentários »

  1. Thanks George e ABM.

    Ele há coisas intrigantes!

    Como é que “os habituais suspeitos colonial-fascisto-racisto-imperialistas quando não estavam ocupados a oprimir o bom povo nas redondezas, …, o que me surpreendeu, pois lá em casa decididamente imperavam o …, Óscar Peterson, Nat King Cole e o..- , entre outros.”

    Ele há coisas…

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    Comentar por umBhalane — 07/10/2009 @ 5:44 pm

  2. Bem observado Umbhalane mas é mesmo o que diz. Não descendo da Virgem Maria e do carpinteiro Zé. Chama-se a isto vagamente “guilt by association”. Figura literária assaz comum aqui com um suposto tom irónico (e pelos vistos falhado – mea culpa). Mas é isso e só isso. Aliás acho que o progenitor era um colonialista muitíssimo pouco dextro pois para começar tinha alguma dificuldade em distinguir as raças, o que creio ser um requisito básico do estatuto naqueles tempos. Eu suponho que eu teria sido da geração libertadora não tivesse a libertação ocorrido antes de eu ter a chance de libertar alguma coisa.

    Libertei-me a mim, o que já não é nada mau.

    Já agora, “UmBhalane” é nome ou quer dizer alguma coisa noutra língua que não a camoniana? perdoa a ignorância.

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    Comentar por A B de Melo — 07/10/2009 @ 6:11 pm

  3. Bem perguntado também!

    Só mesmo de um Colono, que nem eu.

    umBhalane, Zulu, quer dizer Xirico, vulgo Canário de Moçambique – Serinus mozambicus – ave canora que bem conhecemos.

    Canta bem, e que se farta.

    E a história começa quando uns energúmenos, no Macua – Moçambique para Todos, falsificaram o meu pseudónimo, e inseriram comentários fora de contexto, e da minha linha de pensamento.

    Denunciei de imediato a fraude, tendo ficado claramente demonstrada.

    Quiseram calar-me, e resolvi “cantar” mais, e ainda mais alto.

    Elegi então o umBhalane.

    Fazer o quê?

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    Comentar por umBhalane — 08/10/2009 @ 1:40 am

  4. Exmo 1B (como refere JPT),

    Pulhas quem fez isso e a resposta à medida. Apesar de até ela ter os seus limites, cercear a violentar a liberdade (considerável) de expressão e diálogo que a internet hoje permite é pulhice se calhar mais ignóbil que nos tempos em que supostamente andavam figuras sinistras escondidas nas esquinas e atrás das portas a espiolharem para controlar e condicionar essa sublime dádiva que é pensarmos pela nossa cabeça e defendermos valores queridos. Do pouco que li de si, ainda mais me surpreende. O tal de blogue de Macua, conheço mal e esta referência não os abona.

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    Comentar por A B de Melo — 09/10/2009 @ 6:31 pm

  5. ABM vai-te preparando, que os comentadores nem sempre são simpáticos como os que tens encontrado aqui. Até no velho ma-schamba (quando era mais lido) houve pancadaria (com algumas responsabilidades, digo-o, de alguns exageros meus). Mas é isso mesmo, há muito proto-polícia por aí, basta deixar-lhes o bastão (ou o “teclão”) que logo ascende o vilão

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    Comentar por jpt — 09/10/2009 @ 6:55 pm

  6. “O tal de blogue de Macua, conheço mal e esta referência não os abona.”

    O Macua, e seu editor Fernado Gil, nada têm a ver com a pulhice.

    Pelo contrário, até ajudaram a desmascarar a pulhice através do IP/localização.

    Mas como diz o JPT, as coisas às vezes aquecem, e noutras fervem, mesmo.

    Aquando da reversão de CBassa, até rangeram dentes…e muito choro também!

    Há, ainda, pessoal, das quinas, muito sensível.

    No meio, uns figurões armados em “liberais-democratas”, à procura de emprego, e a regar com gasolina…

    E imensos pulhas da AK47.

    Às vezes é giro, outras, torna-se bastante inconveniente.

    Fazer o quê?

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    Comentar por umBhalane — 09/10/2009 @ 9:54 pm

  7. JPT e Sr 1B

    É preciso paciência e algum desportivismo, mas no fim creio que este exercício de escrever é, devia ser, sobre a troca e confrontação de ideias e informação, não de insultos e impropérios.

    Quanto aos comentadores serem mais ou menos “nice”, escrevo e publico com regularidade há 29 anos seguidos, não sendo esta actividade uma profissão. Já vi um pouco de tudo.

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    Comentar por A B de Melo — 12/10/2009 @ 1:30 pm


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