THE DELAGOA BAY REVIEW

09/10/2009

Sobre os Impérios e as Independências

Filed under: História — ABM @ 10:27 pm

caixa dso tempos

por ABM

Em alegre cavaqueira noutro ponto deste excelente blogue há dois dias, um ilustre visitante Maschambiano (Umbhalane, ou, em JPTguês, 1B), a propósito de eu ter referido ver com naturalidade as independências, fez a seguinte interpelação – que agradeço.

Como corolário das conquistas, colonizações e formações de impérios, 1B referiu, beliscantemente, o porquê de não se ter promovido também a independência das (cito)”colónias da Madeira e dos Açores”. Sendo que numa tal de Escola Filipa de Vilhena, lá para os lados do Poârto, os respectivos educandos de geografia, obviamente alheios às particularidades do presente contorno nacional, quando desafiados para esboçar Portugal em folhas de papel, terão omitido as doze ilhas que compõem os arquipélagos supracitados.

Donde se poderia deduzir ser esse o verdadeiro estado mental do povo português em relação às mesmas: que não existem ou que não interessam.

Uma versão alternativa é que os meninos e meninas da F de Vilhena são burros que nem portas ou então- coitados- tiveram professores tão bons, tão bons, que atempadamente não lhes meteram isso na cabeça. Na presente Escola 4 de Fevereiro em Maputo, em tenra idade e a dez mil kms da “Metrópole”, tive que apreender os nomes das províncias de Portugal continental e os seus rios, o que absolutamente odiei – mas aprendi e não morri.

Presumo que, entre brincar com o Twitter às escondidas e gerir a juvenil acumulação de hormonas desestabilizadoras, controlada por doses certeiras de Xanax, os jovens terão também omitido a plataforma continental atlântica que Portugal clama ser sua e aquele um por centozinho do território continental português que foi gamado pela monarquia espanhola depois da Guerra das Laranjas em Abril de 1801 (durou duas semanas) quando começaram os problemas napoleónicos e que inclui Olivença e terras circundantes. Aliás, em relação à outrora mui leal Vila de Olivença, para além da omissão da linha da fronteira nesse local nos mapas de estradas publicados pelo Automóvel Club de Portugal e uns aficionados do assunto que alimentam um blogue, nem entendo bem se as instituições que respondem pela soberania portuguesa estes dias dão pelo assunto. Parece-me que não, pois agora com negociatas e TGVs, este não é assunto sexy.

Para que me entendesse melhor e a minha posição, descorri no essencial o que se segue, com alguns retoques e que agora partilho.

Ok, então aqui vai a versão curta re-editada de ABM de “Sobre os Impérios e as Independências”:

1. Verdadeiramente, Portugal na sua fascinante história de nove séculos colonizou apenas os Açores (de onde descendo directamente), a Madeira, Cabo Verde, partes do Brasil e partes de Angola. Isto principalmente porque a) Portugal nunca teve população suficiente para “colonizar”, nem alguma vez fora esse o plano, b) se se analisar os últimos cem anos antes de 1974, incluindo a vigência do longo mandato do Prof Dr Oliveira Salazar, a esmagadora maioria dos portugueses que havia emigrou do mato português para o Brasil, a França, Venezuela, África do Sul, Alemanha, Suíça, Canadá e Estados Unidos da América; e c) sendo uma colónia (ou, se se quiser ser simpático, um “estado-cliente” do Império Britânico) Portugal não tinha nem dinheiro, nem poder militar, nem diplomático, nem económico, para se meter em grandes aventuras. Já o que fez foi o que foi possível negociar-se entre as manhozices de Leopoldo I, a cumplicidade paternalista dos franceses, o relutante imperialismo de Bismarck e o patrocínio envenenado dos súbditos de Vitória, Rainha dos Britânicos e (por invenção e afectos desse expoente do imperialismo que foi Benjamin Disraeli) Imperatriz da Índia.

2. Sendo o projecto colonial um suposto desígnio nacional desde uns 20 anos antes da Formação da Sociedade de Geografia de Lisboa (em 1875) há aqui um paradoxo entre desígnio nacional e a exequibilidade do que era essencial para o concretizar; aliás, analisem-se todos os eventos desde a questão de Lourenço Marques em 1869, o Ultimato inglês em 10 de Janeiro de 1890 e subsequentes manobras diplomáticas e poder-se-á concluir que a esse desígnio, soberba e quase milagrosamente preservado pelos sucessivos governos, diplomatas e um absolutamente excepcional punhado de militares portugueses, quer na Monarquia, quer na I República, não correspondeu na prática a mais do que um esforço tépido de demarcação territorial, a umas “campanhas de pacificação” e algum, magro, investimento. No caso de Moçambique (que conheço melhor), de investimento britânico travestido e sempre em redor da greater South Africa de Cecil Rhodes, que tinha as repúblicas holandesas e o sul de Moçambique na mira – especialmente Lourenço Marques. No caso de Angola a negociação foi com os franceses, os belgas e os alemães. Houve um maior esforço e outra atitude, veja-se o que escreveu sobre o tema o grande Paiva Couceiro (que considerava, como muitos, e apesar de ser um dos notáveis da luta pela preservação de um Sul de Moçambique português, que este território devia ser sumariamente despachado em prol de uma colonização mais séria de Angola, pois Portugal não tinha capacidade de gerir ambas colónias).

3. O relógio das (des)colonizações começou a contar quando, no final da I Guerra Mundial, desfeitos os impérios multinacionais europeus, na Sala dos Espelhos em Versailles, se estabeleceu o princípio – doutrinário a partir de então nas Relações Internacionais – do “direito dos povos à sua auto-determinação”. Na altura um mimo algo quimérico de Woodrow Wilson que ficou no papel (e não só: os EUA recusaram entrar na “sua” Liga das Nações e Wilson logo de seguida teve uma tromboze e pouco depois morreu. A América fechou-se a dançar o Charleston e a beber chá). Mesmo assim, toda a gente pensava que este direito era só para brancos europeus, japoneses e etíopes …

4. …até que, no fim da II Guerra Mundial e assumido de uma vez por todas o papel internacional dos Estados Unidos da Amércia, reúnem-se os poderes vitoriosos na cidade californiana de São Francisco e não só é aprovada a Declaração dos Direitos Humanos (pela mão da viúva de Roosevelt, Eleanor) como criada a Organização das Nações Unidas (posterior e convenientemente instalada num terreno oferecido pela família Rockfeller em Manhattan) e, pela mão dos americanos, nomeadamente Ralph Johnson Bunche, é estabelecida e formalizada a doutrina subjacente á descolonização e são criados os mecanismos formais de como proceder….

5. …e à qual provavelmente ninguém ligaria pevide não fosse o facto de que a) o Reino Unido começou a preparar activamente as suas colónias para a independência (as principais já se governavam a si próprias há muito tempo, a Índia/Paquistão ascenderam a este estatuto no último dia de Agosto de 1947), b) o palco da Guerra Fria moveu-se para o chamado 3º Mundo durante os anos 50, c) a crescente onda de independências, que culminou no ano em que nasci, 1960 (e a famosa Resolução 1514 da ONU), e que determinara, uns anos antes – visível na conferência de Bandung em 1955 – o surgimento de um movimento internacional coordenado – um “bloco” – activamente a favor dessas independências (quase a qualquer custo), d) o surgimento de elites locais que articulavam todo este processo muito bem (às vezes bem demais) e de países que dos dois lados (norte-americanos e soviéticos, mais tarde chineses) lhes davam apoio diplomático, logístico, moral e militar.

6. No seu pressuposto da “sagrada herança dos egrégios avós”, de que “os pretos não estavam prontos” e que o projecto era “criar novos Brasis em África”, o que duraria mais uns cem ou duzentos anos, pressume-se, Oliveira Salazar e, por extensão, Portugal, lidou e marchou com marcado sucesso contra esta hecatombe, com cinco factores críticos que eu assinalaria: a) a tomada de posse em 1961, nos EUA, de John F Kennedy, que muito activamente conspirou contra os interesses de Portugal (veja-se um livrinho do Freire Antunes que se dedica só a isso); b) nessa tónica, a tomada do Estado da Índia por Jawaharlal Nehru no Natal de 1961, explicitamente apoiada por Kennedy via o seu amigo e embaixador em Delhi, o economista John Kenneth Galbraith; c) o gradual envolvimento dos EUA e da União Soviética no conflito, via estados clientes como a Argélia, a Coreia do Norte e os países da Cortina de Ferro; d) as dificuldades próprias do regime em Portugal, um país notoriamente subdesenvolvido, com recursos limitados, que era na prática uma ditadura uninominal com a mesma pessoa no poder há trinta anos consecutivos, e) aquilo que eu chamaria “a puta da idade”: quando em 28 de Abril de 1961 a batalha pelas colónias se desenhava, o principal arquitecto da sua defesa perfazia 72 anos de idade e não tinha nem sucessor, nem sucessor à sua medida (peço desculpa aos fãs de Marcello Caetano) …

7. …o que quer dizer que, a partir do fim dos anos 50 já tudo era uma questão de tempo, não de “se” as independências deviam ou podiam ser feitas. Charles de Gaulle assinalou isso contundentemente na Argélia, um trauma que sacudiu a uma França também pressionada na Ásia e a Bélgica saiu a sete pés do Congo. Os próprios boers sul africanos, cujo país saíra da Commonwealth em 1961 pela mão de um Hendrik Verwoerd que inventou o apartheid e a doutrina dos Bantustões, e onde a questão não era a independência mas o governo eleito por voto da maioria (negra), jogaram pacientemente pelo tempo e tiveram sorte, pois matando e semeando o caos em seu redor, conseguiram aguentar o seu regime até Ronald Reagan acabar com o imperialismo soviético e assim negociar uma evolução mantendo algum poder negocial e, mais importante, livres das interferências da Guerra Fria (e ainda com a sorte de terem num lado da mesa um Frederik de Klerk realista e no outro lado o grande Nelson Mandela – ambos galardoados com um Nobel em 1993)…

8. …mas como bem se sabe, nada disto aconteceu com os cinco territórios que Portugal detinha em África. Não fossem velhas cumplicidades e aquela basesinha aérea americana nas Lajes da açoriana Ilha Terceira, Portugal agia em considerável mas não debilitante isolamento. Salazar ficou incapacitado a partir de Setembro de 1968. Caetano não estava nem de perto nem de longe à medida do desafio (há um livro velhinho do Jaime Nogueira Pinto onde até dói ler sobre isso) e a sociedade portuguesa estava minada pela ditadura, pela corrupção, por uma espécie de decadência de valores, e por um crescente desalento em relação ao projecto colonial, para o qual, pelo menos publicamente, não se aceitava mais do que uma vaga, nominal, autonomia administrativa (note-se que até o Presidente da Câmara Municipal de Lourenço Marques era nomeado). Os movimentos a lutar pela independência em três teatros de guerra radicalizaram-se cada vez mais e estavam quase exclusivamente dependentes das armas e dinheiro do bloco Soviético (com uns importantes contributos escandinavos). E da sua execranda ideologia. Do que li, a tropa portuguesa estava a dar muito bem conta do recado até finais de 1973, com uma guerra barata, bem focada no terreno e uma média anual de mil mortos durante os dez anos que durou, o que é peanuts comparado com outros conflitos ou o que veio a seguir (menos para os visados, claro, a quem defendo dever ser prestada respeitosa homenagem – bem como os guerrilheiros. Morreram pelo seu país).

9. Para a maioria dos nativos desses territórios a independência política era obviamente e pelas opostas razões indiscutível, fosse quando fosse e fosse como fosse – como infelizmente se viu. O mesmo se pode dizer dos portugueses metropolitanos – como também se viu.

10. Era pois uma questão de tempo. E quando aconteceu, quase ninguém o esperava. Quase ninguém estava preparado. Ninguém excepto os capitães de Abril e aparentemente os 9.8 milhões de “antifascistas” portugueses que subitamente surgiram nas ruas na manhã do dia 25 de Abril de 1974. O assunto da descolonização foi desde o primeiro momento preterido, mal gerido e apropriado pela então esquerda radical (PCP et al) e a esquerda soft (PS e PPD) e as tomadas de posição internacionais (EUA em knock out pós demissão de Nixon, URSS e Cuba na fase “para África e em força”, os boers a tomar posição contra o comunismo nas suas fronteiras, etc).

Um nota final sobre os Açores, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Se Portugal tivesse resvalado para o comunismo em 1975 e a Assembleia Constituinte não tivesse forjado o estatuto da Autonomia, provavelmente os Açores teriam ou ficado independentes ou então, como aconteceu em 1828 aquando da contenda entre Dom Miguel e o seu irmão Dom Pedro, sido a base para uma resistência anti-comunista e posterior reconquista. Por acaso sei umas coisinhas giras sobre o assunto.

É minha opinião pessoal que, como os Açores e a Madeira, Cabo Verde e São Tomé muito mais teriam beneficiado em terem mantido um estatuto, nem que somente formal, de territórios portugueses, especialmente à luz dos dias que correm, em que Portugal integra a União Europeia. Um Alberto João Jardim em São Tomé ou em Cabo Verde seria uma festa.

Mas aconteceu o que aconteceu e o mundo de hoje é o que é. Os Açorianos e Madeirenses são portugueses e os restantes (incluo os brasileiros e os timorenses) são cidadãos de países soberanos e independentes que com os portugueses partilham um percurso histórico, traços culturais e uma língua. Países e povos que deviam ter entre si uma relação especial – mas sem aquela irritante bullshit que se vê tanta vez.

Com um bocado de sorte – e mais tempo -estes povos se relacionarão e talvez um dia os seus netos e bisnetos se possam sentar à mesa para beber um copito e vislumbrar algumas coisas que temos em comum, como valores e aspirações, mas nem que seja para comer um bacalhau, beber um tintol, sofrer quando o Sporting, o Porto ou o Benfica perdem, ou ler um bom livro escrito por um deles sem precisar de tradução e grande interpretação.

O sangue derramado, as lágrimas vertidas, os enormes custos materiais, o passar do tempo e da oportunidades, a estonteante alegria de ver as independências, perder-se-ão também na poeira do tempo, com estas gerações que já estão a morrer, mas também, espero, perante a enorme tarefa de, todos e cada um, procurar construir um futuro melhor.

Pronto.

Agora só falta ver se Portugal ganha à Hungria sábado à noite.

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28 comentários »

  1. E tudo por causa de

    Uma pitada de sal.

    Valeu a pena.

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    Comentar por umBhalane — 09/10/2009 @ 11:21 pm

  2. Nem mais. É o ABM!

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    Comentar por jpt — 10/10/2009 @ 12:15 am

  3. E que a Dinamarca venca a Suecia sem o que a coisa continuara’ apertada.

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    Comentar por Miguel — 10/10/2009 @ 5:34 pm

  4. 3-0

    gostei

    e só vi parte do jogo

    amanhã leio o resumo

    hoje li aqui, 3-0, parte do jogo

    e gostei

    grande “aquisição” para o Ma-schamba.

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    Comentar por cg — 11/10/2009 @ 12:31 am

  5. Aproposito da Figura de Lourenço Marques e das diversas estatuas, que para lá ficaram ” com todo o respeito” alguem saberá onde se encontrarão, tão belas estátuas dos nossos ex. colonos, que, pós independência, para não deixar vestígios,em lado nenhum ficaram. ” será que exportaram” !!!

    JS

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    Comentar por jaime — 11/10/2009 @ 12:23 pm

  6. na fortaleza-museu junto à ex-praça 7 de Março.

    há 33 anos que não ponhos os pés de facto em LM/Maputo, mas virtualmente calcorreio-a esquina a esquina. mesmo que não me cansasse tanto: “esta é fácil”. querendo mesmo saber, claro.

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    Comentar por cg — 11/10/2009 @ 1:13 pm

  7. E continua sem falar do Desportivo

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    Comentar por espinhoso — 11/10/2009 @ 5:04 pm

  8. (comentário alterado) Jaime, sobre a localização da estatuária oficial portuguesa em Lourenço Marques está respondido sobre a sua localização em Maputo. Na fortaleza, reabilitada há um década, e local cultural de relevo na cidade a cargo da Universidade Eduardo Mondlane. Outra parte está nas reservas do Museu Nacional de Arte, com obras de restauro e preservação feitas durante a última década, em acção de técnicos do Instituto José Figueiredo, de Lisboa.
    No restante país a situação varia, na Beira ainda está armazenada, em Nampula está exposta, em Inhambane arrumada, na Ilha exposta ou colocada nos museus locais, etc.

    Outra coisa é em relação ao tom (que é o realmente significativo) da sua pergunta, que culmina com o pobre “será que exportaram” com que, no fundo, expressa a sua opinião. Vamos a ver: a) na sua esmagadora maioria os exemplares monumentais oficiais do regime não têm grande valor artístico (há um livro sobre o assunto, Imagens da Arte Colonial, publicado por Fernando Couto na editora Ndjira), não seriam propriamente grandes bens a exportar; b) não teria nenhum sentido que o país independente marcasse simbolicamente o seu espaço com os monumentos -ideologicamente constituídos – do regime colonial (o qual era, diga-se pois parece que às vezes há gente que se esquece, de ocupação estrangeira). Assim mal comparado: em Portugal nem há monumentos aos generais Soult, Massena ou Junot, nem tampouco aos reis “espanhóis”. Imagine, que eu saiba, nem ao grande Cervantes, autor imortal das letras ibéricas aquando da junção dos dois países sob a mesma monarquia, se levantam monumentos.

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    Comentar por jpt — 11/10/2009 @ 6:38 pm

  9. isso

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    Comentar por cg — 11/10/2009 @ 6:43 pm

  10. (o Desportivo…)

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    Comentar por cg — 11/10/2009 @ 6:43 pm

  11. Não me digam que tenho de esperar pelos meus bisnetos para ir comer um bacalhau. Eu que nascida em lisboa sempre me ouvi a perguntar,”mas que é isso da pátria?”,com bisavós colonizados e colonizadores,um quarto com vista para o tejo hoje, para o índico ou em cima do equador amanhã.Gostei do seu artigo , gosto sempre de aprender, e sabe que mais, também gosto do agualusa e quando não percebo , vou à net.

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    Comentar por mjc — 13/10/2009 @ 1:38 pm

  12. Exmos Senhores

    1. O passado já lá vai. Interessante é tentar entendê-lo e por vezes não é fácil.

    2. Da saga deste fim de semana, em que Santo Crespindo apareceu ao Carlos Queirós no seu quarto de hotel em Lisboa e lhe disse, etéreo, “tratarás, Carlos, da Hungria, que eu trato da Suécia”, passámos para o Portugal -Malta na próxima 4ª feira, em que, prevejo, desta vez a figura de Afonso Henriques (nome do estádio em que se vai jogar a partida) vai dizer ao Queirós, num sonho às 3 da manhã, “ide, Carlos, e conquistai como eu hei feito, eles nõ sõ mouros pero que aparentan. Nõ te preocupes com o ilhéu Ronalde, Deus está com tigo”.

    3. Dona MJC, esqueça a história. Goze a vida. Aquilo ali em cima é estilo literário e não enche a barriga. Absolutamente, deve comer bacalhau o mais possível antes que fechem de vez a pesca ao bicho, pois já não há e os portugueses já comem 75% de todo o que é apanhado no mundo e mais do que 90% vem da Noruega.

    3. Espinhoso e JC – Desportivo…. nem sei por onde começar … mas vou começar. Sugestões é enviar para o email indicado algures neste repositório.

    “Ciao”

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    Comentar por ABM — 13/10/2009 @ 4:19 pm

  13. “Desportivo…. nem sei por onde começar … ” – eu acho obrigatório falar-se na Lídia Gouveia e na Conceição Ferreira, que eram tão somente a carinha mais laroca da cidade e as milengas mais bonitas da mesma.

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    Comentar por cg — 13/10/2009 @ 4:45 pm

  14. a claque dirigida pelo ‘Tubarão’, e o célebre refrão “olé olá, o Desportivo tá jogando pra ganhar!”, com as variantes conforme o adversário e recorda-me, para o nacional, o grito anti-angolnos: “olé olá, o Desportivo está batendo o BCA”, hóquei, jogava o Chalupa no BCA, mas tínhamos a equipa do Desportivo como base da selecção: Amílcar, Cirilo, Flores Cardoso, Abílo, Fernando António… e o báskett? o Frank Martiniuk, e aquela anedota do Ray Buebb… lol… o Arruda, o Lima, o Paulinho… tantos, tantos… no atletismo o Eduardo Costa no sprint, e os femininos era chuva de stars… e lindas… na natação idem, e mais tu e um ou outro mangusso… mas femininos é que era, a tua irmã Clo, as manas Gouveia, etc etc… e os jogos de badminton, lá no salão do bar, na sede… o ir-se para o capo de treino pelas barreiras, que até lá tinham os lagartos campo e pavilhão… os juniores, equipa de caraças, com o magrinho Roberto Morgado, ainda juvenil e já a espreitar praí 1,90… o Sá, o Humberto…

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    Comentar por cg — 13/10/2009 @ 5:19 pm

  15. (na selecção, só se intrometia por mérito na “nossa equipa” um dos Adriões, Malhanga, aletrnadamente e conforme o jogo jogado. que Carrelos e Silvas, Ferroviário, só jogavam se houvesse sarrafada)

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    Comentar por cg — 13/10/2009 @ 5:22 pm

  16. (informação a corrigir, que fará o prazer ao jpt: em bákett, juniores, a melhor equipe que lá se viu era a do CCLM; com o Tómané Alves e o Rog´ério de Carvalho: uma máquina de cilindar os adversários: contra o Indo-Português, os tristes levaram uma abada no paviçlhão do Malhanga, que até tenho receio em pôr o nº que a memória diz, que deve falhar pois é demais. mas vi o jogo, e foi mesmo para assassinar”: homem-a-homem todo o campo e todo o tempo, ainda 2×20 minutos. foi impressionantes, e no melhor registo que concedo o resultado é de 132-19. porque a memória inicial dá-me com mais cem em cima, que pela lógica matemática parece ser nº impssível: é que nem havia então a mariquice dos ‘3 pontos’….

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    Comentar por cg — 13/10/2009 @ 5:37 pm

  17. SCLM, Sporting Club de Lourenço Marques, se faz favor

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    Comentar por cg — 13/10/2009 @ 5:38 pm

  18. Ó mangusso, com tantas memórias por que é que náo fazes tu um texto sobre o tal clube? e depois a gente aqui faz a ligação (aka, elo)

    e quanto a esse basket não foi o que depois foi para o Sporting ao saudoso tempo do Senhor João Rocha ser campeão?

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    Comentar por jpt — 13/10/2009 @ 5:53 pm

  19. para o SCP vieo meia equipa, ou mais: até o Quim Neves, que aí foi mais Académica e não Sporting. aliás, arqui inimigos, que o SCLM era tb conhecido como “o clube dos polícias”, predadores naturais e de bloco na mão da raça jovem incluindo a estudantil. O Mário Albuquerque, que terá sido mais “o melhor jogador português de sempre” que o – aí era do Real Sociedade – Carlos Lisboa. e o Nelson Serra. até o Leonel Santos, que foi do Malhanga. grande equipa que tiveram, e depois o Queluz herdou em parte. ao mesmo tempo o Ginásio Figueirense também brilhava, com o Eustácio, o Sousita, o Sérgio de Carvalho. e mais.
    tou a escrever aqui ehehe dá mais ‘gozo’ assim. agora fazer de novo… não era o mesmo que sair assim… mas, caramba!…, como me lembro do Desportivo… e das miúdas do Desportivo, um show um show… palavra: não tou nada a exagerar! só quem viu, porra, quem as viu…. 🙂

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    Comentar por cg — 13/10/2009 @ 6:16 pm

  20. num chat onde arrumo autom´veis e mais umas coisinhas, acabei de escrever assim:
    “http://ma-schamba.com/historia/sobre-os-imperios-e-as-independencias/comment-page-1/#comment-10345 tou mesmo a picar o gajo… eheheh na volta, ainda mete umas fotos com as pernocas das miúdas! ”
    :-)) :-)) :-))

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    Comentar por cg — 13/10/2009 @ 6:21 pm

  21. “mim: faz reciclar à página, e vê o último comentário que meti! :-)) :-)) :-)) se mesmo assim ele não meter fotos… porra, que bringdown… ele foi lá atelta, o pai dirigente, a mana atleta… há-de ter fotos das miúdas, ai há-de… e uma ajudinha à memória, a estas boas memórias… 😉 “

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    Comentar por cg — 13/10/2009 @ 6:24 pm

  22. Caro CG

    Li o que acima descreve, óptimo quanto aos inesquecíveis talentos e as miúdas e as memórias, mas…”o pai dirigente”? deve haver aqui alguma confusão.

    Tenha calma que se há-de fazer alguma coisa.

    De facto, custa-me a crer que não haja um sítio na internet só para o velho GDLM, que nada tem que ver com o actual GDM, especialmente depois do velho José Craveirinha morrer e entrar a parelha BIM-Grispos. Há um bom sobre o desporto em Moçambique nos tempos da outra senhora mas é fraco na natação.

    O Desportivo de Lourenço Marques que eu conheci e me lembro era primariamente sobre as pessoas e a sua atitude de insistir em gozarem a vida e serem os melhores naquilo que faziam. Que lição para a vida foi. Como quase tudo o resto, acabou em 1975 com a revolução e “saída” de muitos dali. Ficaram as instalações para outros.

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    Comentar por ABM — 14/10/2009 @ 3:32 am

  23. …pois então aí baralhei-me!

    O Roger, Rogério Carreira, tinha um Grupo MSN só para o desporto moçambicano: o ‘Roger Tutinegra’. Depois os Grupos MSN acabaram. Agora tem um Multiply mas já não é a mesma coisa. E há o Mundo Slam, do Paulo de Carvalho, só do básket. Organizam encontros anuais que são um must. Vale a pena a visita ao site. Qualquer dia aparece lá até o Vassilius Goumas, de muletas.

    Sim, o sr. Craveirinha. Lembro-me bem dele, ó se lembro! o Stélio fazia triplo e salto em comprimento. Eu andava só nos treinos, e esfalfava-me a correr atrás das milengas da São Ferreira, mas nem com uma ‘lebre’ assim. Nem com os ‘spites’ que o sr. Craveirinha me arranjou. O Desportivo era isso mesmo. E desde a manhã que estou com um amargo na boca por lembrar-me que a São já cá não anda.

    Em ’75 quase tudo se modificou. Já não conheci o novo Desportivo, nem nenhum dos outros ‘pós’. Os jogos que ainda vi até Jan’76 eram com os velhos emblemas, velhas rivalidades, velho élan.

    …e descobri o Pinduca no ‘Jugular’. Como visita, tá claro. Ando lá a moer-lhe o juízo :-))

    abraço do c

    (fotitas? 🙂

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    Comentar por cg — 14/10/2009 @ 3:52 am

  24. http://jugular.blogs.sapo.pt/1210029.html

    🙂 🙂 🙂

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    Comentar por cg — 14/10/2009 @ 3:55 am

  25. só tu Gil para humanizares o instrumento Jugular …

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    Comentar por jpt — 14/10/2009 @ 8:32 am

  26. a idade é o caraças! Conceição Vilhena, e não Ferreira. Mantendo a coroa!

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    Comentar por cg — 14/10/2009 @ 6:35 pm

  27. Ah bom, eu não estava a dizer nada pois a única Ferreira que eu (não) conheci era a Elsa, que foi uma nadadora de destaque mas muito antes dos anos 60. Da Conceição Vilhena quem não se lembra, grande atleta do atletismo, com a Helena Relvas e as Manas Alves. Não faço ideia dela, a debandada geral a partir de Setembro de 1974 não permitiu os preciocismos de saber-se quem foi para onde fazer o quê e como. Mas acho que o Carreira tem uma velha foto dela.

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    Comentar por A B de Melo — 14/10/2009 @ 6:43 pm

  28. que eu esteja enganado, mas ouvi dizer, e já há uns anos, que faleceu 😦

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    Comentar por cg — 14/10/2009 @ 7:31 pm


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