THE DELAGOA BAY REVIEW

07/11/2009

Flight Over Africa

Filed under: Música — ABM @ 2:59 pm

http://www.youtube.com/v/q_fAEdw7ts0&hl=en&fs=1&

por ABM (Cascais, 5 de Novembro de 2009)

A minha humilde homenagem à entronização maschambiana de AL: o tema musical do filme Out of Africa, uma adaptação da memorável obra de Karen von Blixen-Finecke (ou o pseudónimo, Isak Dinesen) Den Afrikanske Farm (Uma Fazenda Africana) primeiro publicado em 1937.

Música de John Barry, filme de Sidney Pollack estreado em 1985, com Merryl Streep e Robert Redford nos papéis principais.

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10 comentários »

  1. Pronto! Ja estou comovida… Romatica encapotada? Quem? eu? Naaaaa 🙂

    Tenho pena de ainda nao ter visto o filme. O livro achei-o soberbo pela nostalgia que o permeia e com que tanto me identifico quando longe de Africa. Gosto particularmente do capitulo em que ela fala do ar em Africa; a forma como ele molda formas e distancias, distorce os sons e aviva cheiros …

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    Comentar por AL — 07/11/2009 @ 3:20 pm

  2. Ó JPT, eu sei que és um defensor acérrimo da verdadeira democracia, mas isto não está a seguir um caminho lá muito interessante…eheheh

    A.L.
    Também não perdeu grande coisa, para além de uma estopada de nostalgia colonialista, com passagens (ou fotogramas) de tribos quenianas a serem objecto do “civilizar” britânico e uma interpretação de Meryl Streep que tentava mostrar a grandeza do império através do respeito pelos ‘usos e costumes’ alheios.
    Restam os flamingos…

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    Comentar por Vera Azevedo — 07/11/2009 @ 7:41 pm

  3. VA sou defensor da democracia, sim. E das caneladas que ela comporta.

    E sim, também acho isso do “África Minha” filme, uma pepineira de hollywood, do pior, tanto na taratara épico-amoroso como no “olhar sobre África”. Funcionou muito bem, como uma panaceia para o remorso do homem branco do após-colonialismo (vê bem o cuidado com que evito o imbecil epíteto “pós-colonial”, em busca de uma mera datação histórica), um beijo no exotismo, um afago do “fardo do homem branco”, um coito com a nostalgia colonial. E tudo isso com excelente fotografia, muitos louros (o redford não vai mal, a streep naquele seu ar também não – gosto dela apenas neste recente dos Abba, anca já larga). E os flamingos.

    Mas nao se bata na Blixen (ou Dinesen). Não só porque escritor de tempo mas competente. Gosto muito da Festa de Babette (que deu também bom filme). E tem contos porreiros

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    Comentar por jpt — 07/11/2009 @ 9:01 pm

  4. Oh VA agora deixou-me curiosa. O seu comentario, sempre bem vindo, parece apontar para um filme que retrata uma epoca e a mentalidade entao prevalente. Podemos hoje julga-la, mas importante mesmo seria talvez conhece-la melhor. Existem textos deliciosos de antigos oficiais coloniais britanicos em que toda essa mentalidade se encontra espelhada. Lembro-me particularmente do livro “Gezira: A Story of Development in the Sudan” escrito por um oficial colonial ingles. E talvez, de todos os livros que eu ja li, o que melhor espelha o que deve ter sido a mentalidade vigente e que deixa perceber quao longe chegamos hoje, em termos do aceitavel ou nao em relacao a outras culturas. Recomendo vivamente a sua leitura por este motivo.

    Aqui ha meses, pesquisando coisas sobre o Quenia, encontrei tambem esta perola na internet:
    http://www.graf-tek.com/graves/Christina%20Graves.htm

    Sao as memorias de uma contemporanea desta geracao aristocratica do Rift Valley que o Out of Africa parece retratar.
    AL

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    Comentar por Ana Leao — 07/11/2009 @ 9:16 pm

  5. Exmos

    Gostava se ser mais simpático em relação ao que foi referido pelos exmos mas permitam-me uma nota de discórdia e de alguma irritação. Pois, ademais, transparece que a D. Vera é, quiçá meritoriamente, subscritora da visão anti-colonialista e vê alarmantes sinais disso na minha mais inocente troca de galhardetes. Mas neste caso a todo o custo, e tudo pinta nessa sua accepção da realidade. Logo, peca pela parcialidade, por alguma ignorância e por ler no que escrevi acima (sugiro que leia outra vez) algo que simplesmente não está lá.

    Principalmente, peca pela sinédoque, essa bela figura da linguagem inventada pelos antigos portugueses que no entanto, quando mal usada ou mal interpretada, trai desconhecimento, tendência ou tentação. E, no extremo, estupidez, oportunismo barato e uma visão de túnel do mundo e das coisas.

    Eu explico – até porque a D Vera não aponta o que refere directamente. Alude com um simpático “hehehe” à mediocridade do agregado dos escribas agora aqui presentes, no que sugiro que proponha o que quer discutir aqui explicitamente – talvez os contributos de um ferrenho comunista gay negro anti-colonialista, preferencialmente racista e ressabiado – ou um despedimento colectivo, o que estes dias está na moda.

    Afinal, o JPT, sustentáculo e grande fundador do Maschamba propôs, e eu aceitei, que os limites do discurso aqui fossem a apologia de uma religião, a apologia de clubes de futebol portugueses que não o Sporting Club de Portugal e falar directamente da política moçambicana actual.

    Quanto aos três, é para o lado que durmo melhor. Há sítios que só falam disso.

    Portanto veja-se que este manifesto editorial deixa larga margem de inclusão de perspectivas, nomeadamente a que atrás referi. Para quem está deste lado, e para quem – como a Vera – nos honra com a sua atenção.

    Atalhe-se que, dos três presentes bardos escribães deste exercício mental posto na internet, o único que tem alguma, pouca, exposição concreta ao “colonialismo” sou eu, que alimento uma curiosidade particular em relação à história de Moçambique e em particular de Maputo, onde nasci e cresci e de que retenho excelentes memórias. Faço-o adulta e descomplexadamente. Aliás, se fosse rico amanhã se calhar não comprava uma fazenda no Quénia. Ia viver para a cidadezinha de Carmel by-the-Sea, na costa californiana (é que, sabe, entre outras coisas sou cidadão norte-americano. Pois é). E se calhar um dia escrevia um livro que começava “um dia eu vivi em África…”. E aí lá viria a Vera bater-me na corneta.

    Ora, o comentário que que “isto está a ficar chato” e de que “isto está-se a tornar uma balada de colonialistas saudosistas” é feito a propósito de eu ontem, um sábado de manhã meio solarento em Cascais, ter conseguido meter, à laia de boas vindas à AL (aka Baronesa de Lioness, afectuosamente) uma invulgarmente bela canção do compositor britânico John Barry (http://en.wikipedia.org/wiki/John_Barry_%28composer%29) para um fime estreado em 1985 e o qual foi, nos anos que se seguiram, nomeado para 17 Óscares, ganho 7 Óscares em 1986 e ainda mais 22 prémios de excelência (vide http://www.imdb.com/title/tt0089755/awards).

    Portanto, concordemos, o filme, merda, não é.

    E o filme, que já vi, nem sequer é sobre África per se. É patentemente biográfico e sobre uma mulher – Karen Blixen – uma dinamarquesa obviamente infeliz e muito, muito mal fornicada, que em 1913 dá-lhe na cabeça para fazer uma machamba na colónia britânica do Quénia, onde durante uns anitos vive e em que tem uma tórrida e marcante mas no fim muito infeliz aventura amorosa com um inglês aventureiro. O filme acaba com ela a achar que aquilo tudo não fazia sentido nenhum, a tal de machamba era um buraco, portanto fez as malas e voltou para o seu palacete na Dinamarca (que chatice, ela era rica e em África só perdeu dinheiro, o que se pensar bem é muito pouco…colonial).

    Dinamarca onde muitos anos mais tarde, talvez farta de ver a neve da janela do seu quarto, e depois de dois livros inconsequentes, escreveu um doce livro sobre esse percurso, não sobre África e dos bons tempos de andar a dar de chicote no preto (pelo contrário) mas sim do que deve ter sido para ela o ponto alto emocional da sua vida.

    Colonialismo dinamarquês não era e seria um pouco difícil pois das colónias da Dinamarca sobraram as Faroe, as Ilhas Virgens, que a Dinamarca vendeu aos EUA em 1917, e a Groenlândia, que é um gigantesco cubo de gelo ao lado do Canadá. Se a Karen fosse para lá ficava a falar sozinha com os pinguins no gelo.

    No livro de Blixen, que foi um best seller e que perspassa nostalgia desse período de felicidade para ela, África, ou melhor a Quénia rural, bucólica, intocada, tribal, com a sua quase insustentável beleza física e especificidade, é o pano de fundo, o exuberante contexto, desse seu affair com o tal inglês impenitente e arruaceiro (que, estúpido como parece ter sido, terá morrido em 1931, estampando-se alegremente com o aviãozinho que comprara).

    A sua obra foi publicada na Europa em 1937, quando, salvo a palhaçada do Mussolini na Etiópia, as ideias hoje quase universavelmente aceites nem sequer eram murmúrios de corredor na altura e muito menos para ela, que naturalmente pode ser acusada de não escrever um libelo anti-colonial mas em vez disso sobre as quecas que deu a um inglês durante a sua aventura de farmeira branca falhada no Quénia.

    Para perceber o contexto, repare que menos de cinquenta anos antes desse ano a escravatura era legal no Brasil, quase dois terços da população do planeta vivia sob alguma forma de regime colonial e 99.7 por cento da população africana vivia no mato – não nas cidades (que basicamente não existiam) onde se começaram a fermentar as gerações de africanos que mais tarde articularam e dirigiram as suas aspirações de que resultou a África independente actual.

    Portanto mesmo esse “pano de fundo” do livro de Blixen tem um valor que a meu ver só marginalmente espelha o “colonialismo” cuja denúncia, pelos vistos seja qual for a circunstância, aparenta ser uma predilecção sua. Neste caso, acredito, extemporâneo.

    Se leu o livro e viu o filme, e conhece a história, perceberá que peca em duas frentes.

    Peca pela sinédoque, pois vê na parte o todo e, pior, vai mais longe pois parece achar que esse todo que vê na parte acessória relega o tema central da história para o papel marginal. Quanto a isso creio que está errada, mas o exmos leitores deste sítio podem ir ler o livro e dizer o que acharem melhor.

    Peca, ainda, pelo facto de que o que vim oferecer foi a música de John Barry e a algumas imagens esplêndidas do meio rural africano, vistas de avião. Música de que havia falado a AL e que ela referira ter gostado. Nada mais. Ou estamos ainda nos tempos dos “crimes ideológicos” e dos “crimes da burguesia” do Jorge Rebelo e do Marcelino?

    Verdade que se o filme fosse com a mesma música mas se se chamasse “Out of Alcabideche” e tivesse imagens aéreas dos miseráveis bairros sociais dessa dúbia freguesia de Cascais, hum, talvez eu não tivesse tido a mesma inspiração.

    Mas, como eu, o Maschamba é parcial a África, a Portugal e a Moçambique, com enormes cumplicidades, ódios de estimação e afectos quase impronunciáveis. Creio que este espaço acarinha um diálogo que se pretende de cavalheiros (e de senhoras, em igualdade imparcial) com o ocasional vestir das luvas de boxe. É um diálogo, um encontro de mentes, o procurar de beleza, arte, literatura, ideias, entender o passado, o presente, vislumbrar o futuro, nada mais. Este sítio não é um partido político, uma causa, e muito menos um bando de “closet colonialistas” empenhados em passar a mensagem.

    Se fosse isso, não estava aqui a escrever. E, antes disso, a ler.

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    Comentar por ABM — 08/11/2009 @ 5:48 pm

  6. Ouve lá, bem-vindo, que isto de blogar sem irritações não tem piada nenhuma …

    E, no âmbito da relativa liberdade e estreito individualismo deste nosso blog – ou seja não tutelando nada -, permito-me lembrar alguns posts deste blog em que fez veementes defesas do direito ao insulto.

    Bem, isto não vai para a Vera, que é uma colega recém-conhecida e ainda bem. Mas acho que sim, porrada faz falta.

    Quanto ao que dizes. Penso que é um pouco diferente “julgar” o livro da Blixen, que casa com o que apontas (colonos semi-pobres, não ingleses, sem marido, no início do povoamento do Quénia), de muito mais complexa leitura interpretativa do que o vade retro colono dirá. [Ainda assim é um documento de um tempo, e por isso pode ser visto, mas eu nesse campo insisto, então vamos cuspir na campa do Shakespeare que desvalorizou os “mouros” via Otelo. Pode-se ler sem repudiar, fruir sem repudiar] Mas se o livro é uma coisa já outra coisa é o filme, e eu aí é que acho que a Vera terá disparado – é uma hollywoodesca pepineira. Não me vou por para aqui tipo semiólogo cinéfilo mas parece-me que tanto o tom do filme como o da sua recepção provém de uma visão “naturalizada” de África, meramente exotizadora (e muito paternalista). Comparo de repente com outros filmes sobre África (que nao abundam em hollywood) que são obviamente filmes de época e de contexto mas que não poderiam nunca ser vistos como pepineiras exotizadoras – o multissémico Mogambo (que está por aí no ma-schamba), onde um fantástico Clark Gable prescinde da vestal Grace Kelly para ficar com a telúrica Ava Gardner, feito óbvio alter-ego de qualquer tipo com um mínimo de pelo na venta. O genial African Queen, onde a diva K. Hepburn está e o Bogart acompanha. E, vi-o há tão pouco outra vez, o White Hunter, Black Heart do Clint.

    Todos eles ecoam um estar e um relacionar particular, em contexto colonial, um “homem branco em África” nesse tempo. Mas estão a anos-luz (mesmo o Mogambo, mais passível de ser lido apenas na primeira camada) deste cor-de-rosa flamingo do Pollack.

    Quanto ao mais profundo, ao hehehe – pois: a) eu continuo a insistir numa coisa que aprendi no bloganço (e tu terás aprendido nas décadas de colunista de imprensa), a interpretação é acima de tudo uma decisão. Não só, mas fundamentalmente muitas vezes, e também parcas vezes; b) nestas questões a rapaziada bem-intencionada se do sul de Tanger está sempre disposta a disparar diante de um tipo que não faz as suas abluções diárias de “Mea culpa, mea maxima culpa”. E a do norte de Ceuta também. Não viria mal ao mundo se não fossem acompanhados pela rapaziada mal-intencionada, de sul e de norte.

    Talvez por isso continue a dizer que o melhor livro sobre Africa ainda é o Viagem ao fim da noite do Celine, que parodiou os imbecis nativos que para ali andavam, os imbecis colonos que idem, os imbecis colonos da metropole, os imbecis pro-colonos lá das Américas, e quejandas, e só lhe restou um bocadinho de ternura para a puta que cruzou (certo é que se fosse vivo teria o maior dos desprezos por este jpt, e quiçá por seus co-bloguistas e até visitantes. Uma cruz que tenho que carregar, essa triste consciència).

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    Comentar por jpt — 08/11/2009 @ 8:54 pm

  7. Caro ABM,
    Só agora me dei conta do seu comentário.
    Uma vez que fiquei estupefacta e ainda não recuperei do chorrilho de “misinterpretations” que profere, gostaria que ficasse claro que frases como “isto está a ficar chato” ou “isto está-se a tornar uma balada de colonialistas saudosistas” foram proferidas por si, não por mim.
    Pelo contrário, isto começa a ficar verdadeiramente interessante quando um dos escribas de serviço se exalta ao primeiro comentário que coloca em causa o seu bom gosto cinematográfico e até musical, sem conhecer a autora que o profere. Mais, desata a contextualizar a escritora do livro e não as circunstâncias históricas que levaram Pollack a realizar o filme do qual, entretanto, ‘postou’ um fragmento.
    Meu caro, não está em causa a qualidade de Karen Blixen, de quem aliás possuo dois livros (não o Out of Africa – título bem mais feliz em inglês do que a tradução portuguesa), nem o colonialismo africano enquanto facto histórico, mas sim o filme.
    Assim, agradeço-lhe o enquadramento histórico sobre Blixen, sobre o parco colonialismo dinamarquês e sobre a abolição da escravatura, com que me presenteou. Sem dúvida que foram argumentos de peso na construção da pessoalíssima perspectiva que imprimiu ao seu contra-comentário.
    Por razões que a razão desconhece, o que parece ressaltar do seu comentário é a alegação que o facto de ter nascido e crescido em África, em pleno colonialismo português, não é condição para o epíteto de colonialista, muito menos saudoso ou nostálgico. Uma justificação que provavelmente teve de efectuar por diversas vezes ao longo da sua vida, mas que não me interessa absolutamente nada, dado que nem sabia desse episódio.
    Aqui falava-se de filmes. Mas também de colonialismo. Mas jamais de escribas medíocres.
    Isso são interpretações que, à luz da psicologia, terão outros significados que não sei nomear.
    Atentamente,

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    Comentar por Vera Azevedo — 09/11/2009 @ 3:01 am

  8. não sei porque raio terei escrito “multissémico” que é coisa que não existe. Leia-se polissémico, por favor

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    Comentar por jpt — 09/11/2009 @ 9:14 am

  9. Há dias um jovem “ídolo”, essa anestesia com que a TV nos brinda, bi-repetente disse:

    – Cantei, dancei, e agora…

    – Vais de vela, eh, eh, eh,…(literal) – o troglodita do sítio.

    Já eu li, e aprendi MUITO, e agora, não vou de vela, vou voltar sempre, mesmo de mansinho…

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    Comentar por umBhalane — 09/11/2009 @ 11:13 am

  10. Vera

    Espero que esteja bem.

    Tem toda a razão.

    Eu não me devia mesmo chatear com estas coisas e muitio menos incomodar a Vera. No fundo, o que é que interessa se eu acho que uma musiqueta do filme Out of Africa é gira para presentear a alguém que vagamente conhece África e a Sra acha que a mesma obra é uma estopada saudosista pré-colonial politicamente incorrecta e ainda sugere que foi propositadamente assim feita por um ou mais pulhas de Hollywood? Tudo isto é totalmente irrelevante. Daqui a mil anos ninguém saberá o que foi o colonialismo afro-asiático do séx. XX e o que escreveu Karen Blixen. E muito menos o que quer que seja que eu possa dizer neste blogue esta noite.

    Lembra-me o poema daquela balada americana:

    I close my eyes, only for a moment, and the moment’s gone
    All my dreams, pass before my eyes, a curiosity
    Dust in the wind, all they are is dust in the wind.

    Same old song, just a drop of water in an endless sea
    All we do, crumbles to the ground, though we refuse to see
    Dust in the wind, all we are is dust in the wind

    [Now] Don’t hang on, nothing lasts forever but the earth and sky
    It slips away, and all your money won’t another minute buy.
    Dust in the wind, all we are is dust in the wind

    Dust in the wind, everything is dust in the wind.

    ( Se quiser acompanhamento musical, clique em http://www.youtube.com/watch?v=koBWtYVRf-0 )

    Quanto mais sei, mais as coisas não fazem sentido.

    Da próxima vez, mando flores à AL.

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    Comentar por ABM — 09/11/2009 @ 11:44 pm


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