THE DELAGOA BAY REVIEW

02/12/2009

Sportingofilia

Filed under: Desporto, Sporting — ABM @ 2:52 pm

sportinguistas no estádio

por ABM (Cascais, 3 de Dezembro de 2009)

Não sei como esta escapou à atenção do JPT. Deve ter sido a absorvente questão dos minaretes suíços.

Há dois dias, na televisão, fiquei a conhecer que os chefes do Sporting Clube de Portugal, munidos de um manancial de estatísticas, proclamaram que havia poucas mulheres entre as suas hostes de adeptos – cerca de 30% da lotasção dos estádios. Então uma solução para ajudar a encher o seu estádio com um maior número de mulheres foi criar uma promoção em que um sócio podia trazer, ou de graça ou com desconto, uma mulher para um jogo.

Claro que imediato apareceram aquelas questões difíceis de responder. Pode uma mulher que não é sócia trazer um homem? (sim) Pode uma mulher trazer outra mulher para ver um jogo ? (sim, “retiradas as devidas ilações”, foi a misteriosa resposta) mas se for assim isso não é descriminar contra um homem que queira trazer outro homem para um jogo e ter acesso ao mesmo benefício? (de acordo com o Sporting, não).

A conclusão é:

Lésbicas sportinguistas de todo o mundo, uni-vos!

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1 Comentário »

  1. 1. A imagem comove-me …
    2. estás adiantado um dia … ainda é o dia 2.12.2009 (ou, privilegiado, habitas o futuro?)
    3. não me escapou, não. Apenas … olha, se há texto passível de resmungos alheios é este comentário a que me impeles:
    o Sporting lançou uma campanha para captar público feminino (tipo “traga a sua mulher ao futebol”), vendendo bilhetes para casais. Duplos, mas para – repito – incrementar o público (“alvo”, se se quiser em publicidade) feminino [que é um mercado a explorar, em crescendo na Europa, em Portugal nascido no Mundial de juniores em 1991 e exponenciado desde o Euro-2004, acompanhando as mudanças sociais, de equilibrio de genero, de práticas de consumo. E, claro, da “futebolização” do país]. Pois bem, o Sporting lançou a campanha e um associado do clube queixou-se, dado que se trata de discriminação aos homossexuais.

    Claro que se pode analisar isto como “sinal dos tempos”, Trova do Vento Que Passa; também pode ser visto como sinal do “integrismo” homossexual; ou pode ser ridicularizado, como histerismo. Mas – e talvez por estar no seio da família sportinguista – não me ocorreu nenhuma dessas abordagens. Apenas, e porventura proveniente de uma caridade proveniente deste fundo cultural cristão, um enorme dó por esse co-sportinguista. Como é deve ser difícil viver assim, que peso sofrido, para levar a este tipo de atitude. Quem, não sendo de semelhante forma (auto)oprimido, poderá criticar? Incompreender? Des-solidarizar-se?

    Lembrei-me de uma das últimas entrevistas de Alvaro Cunhal, político muito pouco dado a “causas fracturantes” (e será muito interessante assistir â retórica do PCP neste momento legislativo, partido que é muito pouco dado a “revisões” do seu património ideológico-moral. E que, como nenhum outro, terá que revisitar a sua história, profunda e dramaticamente homofóbica). Quando a Cunhal – eram os tempos iniciais das “fracturas” – lhe perguntaram o que pensava da homossexualidade ele devolveu com o sacrossanto “nós” (o colectivo, claro) “achamos que é uma coisa triste”.

    E eu ao ler a notícia do associado muito ciente dos seus “direitos” também achei, qual Cunhal. Que é muito triste …

    Gostar

    Comentar por jpt — 02/12/2009 @ 3:43 pm


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