THE DELAGOA BAY REVIEW

19/03/2010

O LANÇAMENTO DO NOVO LIVRO DE JOÃO PAULO BORGES COELHO

Filed under: João Paulo Borges Coelho — ABM @ 9:50 am

Da esq. para a dta: gen Custer, Fernando Rosas, JPBC e o Senhor da Leya. Em primeiro plano e de costas à esquerda, o embaixador de Moçambique em Lisboa

por ABM (Lisboa, 19 de Março de 2010)

A partir do anúncio e desafio da exma Sra Baronesa, e como referi, dirigi-me ontem ao fim da tarde para a cerimónia que marca o lançamento do mais recente livro de João Paulo Borges Coelho, O Olho de Hertzog.

Típico dela, a exma Sra Baronesa acabou por não aparecer, tendo gravações ilegais de telefonemas pela Judiciária e divulgadas nos vespertinos revelado que ela teve que ficar em casa a tomar conta do neto recém-nascido ( o Maschambinha) pois a filha tem um emprego etc e tal.

Uma pena.

Mas felizmente que o contingente Maschambiano presente estava presente, para dar conta dos eventos.

Apesar do escarcel feito no piso superior por um alegre grupo de convivas da Sociedade de Geografia de Lisboa, a cerimónia foi leve e interessante.

Na mesa, em frente à audiência que me parecia ser composta por fãs e caçadores de autógrafos, entre alguns distintos como Kok Nam, Luis Patraquim, Stewart Sukuma e S.Exa Miguel Mkaima, Embaixador de Moçambique em Portugal, estavam o autor, o historiador e político (Bloco da Esquerda?) Fernando Rosas, um representante da editora Leya e um senhor que não sei quem era mas que tinha a cara chapada do general americano Custer (news flash: JPT precisa que é Zeferino Coelho, ilustre editor da Caminho).

A cerimónia começou pouco depois das sete da noite com um discurso preparado pelo senhor da Leya, que fez uma simpática prelecção sobre quem era a Leya, quando começou a Leya, o que fazia a Leya, que a Leya era fantástica, que a Leya estava em toda a parte, que a Leya era porreira, e que a Leya marcava mais um ponto com o livro de JPBC. Breve, previsível e dentro da praxe, até porque, do pouco que sei, este cavalo já ganhou a corrida. Tudo indica que o livro é bom, lê-se bem e vão ganhar dinheiro.

A seguir falou Fernando Rosas, que referiu ter andado já por Moçambique, que conhece JPBC o historiador e agora tinha a surpresa de o conhecer como ficcionista, ainda que um ficcionista com mira de historiador. Para nervosismo do senhor da Leya, que pela postura parecia que lhe queria dar com uma cópia do livro na cabeça, Rosas ia revelando quase todo o enredo da obra (mas assim ninguém compra o livro, ò Fernando!) mas no último segundo lá se conteve e sugeriu que quem quisesse saber o desfecho que lesse a obra (uf!!!) e teceu umas considerações sobre a velha Lourenço Marques e Maputo, sobre o João Albasini (uma conhecida figura de então e presente na obra) e sentou-se.

Na sua curta intervenção, JPBC, que falou baixinho (resultando que, com o escarcel dos senhores da Sociedade de Geografia de Lisboa que estavam a jantar lá em cima, mal se ouviu metade do que dizia) referiu alguns aspectos da sua obra e revelou que a sua curiosidade sobre o passado de Maputo era adquirida, dado que ele crescera na Beira (ninguém é perfeito, JP).

Quando terminou, todos bateram palmas e logo se formou uma longa bicha para JPBC autografar os livros comprados ali. Eu decidi esperar e fui comer umas bolachas (realmente, a Leya podia ter metido na mesa mais que umas meras bolachinhas, eu então que estava esfomeado, mas enfim) e cumprimentar e falar com algum pessoal ali presente, de que destaco a ilustre Maschambiana VA, que, descobri, vai visitar Moçambique pela primeira vez na vida daqui a uns dias.

No fim, comprei uma cópia de O Olho de Hertzog e fui com VA ter com JPBC.

Eu não conheço o protocolo dos autógrafos. Pensava que, dado que eu é que comprei o livro, que o autor assinava a contracapa e mais nada. Quando avancei a minha cópia, JPBC olhou para mim sorridente e disse “sim?”. “Sim o quê?”, respondi. “Qual é o seu nome?”. Respondi “ABM”. E ele, com a sua caneta de filtro preto, escreveu “ao ABM com a amizade do JPBC”. Agradeci.

Portanto daqui a uns anos poderei dizer aos mais incautos (que não lêem o Maschamba, claro) que conheço perfeitamente o JPBC e até poderei mostrar o livro com a dedicatória e dizer “ora vês, ele até me ofereceu este livro, pá!”. E daqui a 50 anos, um alfarrabista velhaco qualquer em Lisboa vai tentar revender o livro mais caro anotando em letra pequena: “O Olho de Hertzog, por JPBC, 1ª edição, cópia em bom estado com alguma traça e marcas de Coca-Cola,  com dedicatória assinada pelo Autor no dia de lançamento em Lisboa no ano de 2010. 250 euros”.

Feitas as contas (um livro 15.00 euros, 1 chip de memória para a máquina 19.00 euros, estacionamento 6.30 euros, 2.50 euros de portagens de e para Cascais, gasolina entre Cascais e Lisboa, total uns 50.00 euros) a festa custou uma nota.

Mas enquanto houver dinheiro, quem corre por gosto não cansa.

Agora já só falta ler a obra.

Em baixo, algumas fotografias do evento.

O Dr. Fernando Rosas comenta a obra

JPBC tece umas considerações

O embaixador de Moçambique fala com VA sobre a sua próxima viagem

JPBC autografa a cópia de VA do livro que escreveu

O Senhor Kok Nam, sempre bem disposto

A. Coelho, Parcídio e Luis Carlos Patraquim

Stewart Sukuma, Luis Carlos Patraquim, Lucrécia Paco da Cia de Teatro Mutumbela Gogo e a Maschambiana VA

17 comentários »

  1. Lucrécia Paco. Actriz moçambicana da companhia Mutumbela Gogo.🙂

    Comentar por VA — 19/03/2010 @ 10:00 am

  2. Bom dia VA!! obrigado, já dei a martelada na fotografia… mais algum comentário sobre o evento? dois maschambianos pensam mais do que um só…

    Comentar por ABM — 19/03/2010 @ 10:26 am

  3. Bom dia ABM,

    Gostava de falar das chamuças (ou chamussas) que estavam divinais.🙂
    Creio que apesar do ruído de fundo dos srs. de fato da Sociedade de Geografia e algum cheiro a mofo que a sala daquela institução exala, o evento correu muito bem.
    O Fernando Rosas foi eloquente na apresentação do livro e referiu a vertente antropológica do autor. Referiu-a pelo menos cinco vezes (eu contei-as), o que me deu logo vontade de começar a ler o livro.
    De resto, grande reportagem, ABM. Sinto-me lisongeada com tanta foto. O ambiente estava muito agradável, o Exmo. Sr. Embaixador fez questão de me dar preciosos conselhos gastronómicos e finalmente…foi um prazer conhecer-te.

    Comentar por VA — 19/03/2010 @ 10:40 am

  4. Eu não vi nenhuma chamuça.

    Comentar por ABM — 19/03/2010 @ 10:54 am

  5. Mera metáfora do evento, ABM.🙂

    Comentar por VA — 19/03/2010 @ 10:56 am

  6. Ma-schamba, secção “Caras”!
    A ausência de chamussas (ou será chamuças?) terá tirado brilho ao evento …
    Quem é o tipo que está ao lado do Kok Nam?

    Comentar por jpt — 19/03/2010 @ 11:16 am

  7. JPT

    Há dias assim não é? isto é um pouco como um baptizado, muitos sorrisos, muitas fotografias – ainda que acho que ninguém mais tirou fotos para além de dois chatos que estavam sempre à frente da mesa…

    Quanto a esse, não sei, era um que insistia em entrar na fotografia, o que é que se há-de fazer…

    Comentar por ABM — 19/03/2010 @ 11:24 am

  8. Já agora, adenda do correspondente austral: o embaixador de Moçambique chama-se Miguel Mkaima e o General Custer (fantástico, mouche) é Zeferino Coelho, editor da Caminho

    Comentar por jpt — 19/03/2010 @ 11:30 am

  9. Eh pá sabes mais tu aí que eu aqui. Vou “adendar”… o Gen Custer tinha-se apresentado mas não tinha papel para tomar notas e passou-me.

    Comentar por ABM — 19/03/2010 @ 11:37 am

  10. So eu sei a pena que tenho por nao ter ido; deve ter sido um evento fantastico. Tanta gente conhecido que nao vejo ha tanto tempo… Boa cronica ABM. Gen Custer…🙂

    Comentar por AL — 19/03/2010 @ 11:50 am

  11. Sobre o post há uma coisa que eu não percebo: então tu não metes uma nota de despesas à administração do blog? Eu faço-o sempre, é um direito nosso!

    Comentar por jpt — 19/03/2010 @ 12:32 pm

  12. Infelizmente eu faço parte da administração e já o fiz. E ela (eu) já a pagou – e refilou. Disse que eu tivesse apanhado o comboio e não tivesse esquecido o chip da memória.

    Mas já nates não autorizou a viagenzita a Los Angeles para cobrir a cerimónia dos Óscares, quando eu SEI que pagou a viagem da Baronesa para ir ver vacas na praia em Goa…. que é que eu hei-de fazer? greve de zelo? punham-me logo na rua.

    Acho que vou escrever ao Sócrates a pedir para dizer à Ongoing comprar o Maschamba. A ver se pinga algum. Que se lixe essa coisa da liberdade da expressão. Eu sei que manteria a total liberdade de dizer o que eles gostariam de ler.

    Comentar por ABM — 19/03/2010 @ 12:58 pm

  13. ABM nao sei se terao sido os efeitos do monoxido de carbono, mas tu hoje em ironia estas imbativel! A liberdade de dizer o que eles gostariam de ler… ahhhhh imbativel!
    Quanto as despesas de viagem, digo-te, inveja! E o que e! Inveja!

    Comentar por AL — 19/03/2010 @ 1:05 pm

  14. AL

    Ah, agora a culpa é do monóxido de carbono….

    Não sofro de inveja activa. Só da passiva, o que é uma grande chatice nesta terra. Só este tema dava um livro. Hum, será que o General Custer e a Leya….?

    Comentar por ABM — 19/03/2010 @ 1:31 pm

  15. Só eu sei a pena que tenho de não ter ido….
    Na mesma hora estava na escolinha dos meus filhos em reunião de pais/professores!!! É assim a vida.

    Lá vou ter que investir um pouco mais que o ABM e ir a Maputo recolher o “meu” autografo…..quem sabe não levo os outros livros que tenho do JPBC e, recolhendo 5 ou 6 autografos, um dia mais tarde ficarei com a viagem paga pelo mesmo alfarrabista!!!

    Parabéns JPBC!

    Comentar por catarina — 19/03/2010 @ 1:39 pm

  16. Parabéns pela reportagem do evento. Um grande abraço para o Kok Nam e o Patraquim.

    Comentar por vera belo marques — 19/03/2010 @ 2:32 pm

  17. 🙂 agora fizeste-me rir jpt.
    kixes da mc

    Comentar por candida — 19/03/2010 @ 7:35 pm


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