THE DELAGOA BAY REVIEW

08/07/2010

BOLETIM DO MUNDIAL Nº38: FALTA A FINAL

Filed under: Mundial de Futebol 2010 — ABM @ 3:49 am

por George Ribéro, editado por ABM (Quinta-feira, 8 de Julho de 2010)

Os jogos de ontem e de hoje, na óptica do George.

A sinagoga portuguesa de Amsterdão, por Emanuel de Witte

Holanda 3 – Uruguai 2

A Holanda está na final, e vai discutir o título na final. Mais uma oportunidade para a Holanda poder finalmente sagrar-se Campeã do Mundo.

Neste jogo, ganhou a melhor equipa. Esta Holanda tem excelentes executantes e pratica de facto um bom futebol. Foi com naturalidade que aos 17 minutios abriu o activo com um grande golo do capitão Bronckhorst, um remate ainda longe da grande área que apanhou os uruguaios desprevenidos. Afinal, a Holanda estava a trocar bem a bola e jogava pela certa. Quem iria esperar um remate com aquela força e àquela distância?

No entanto a Celeste nunca baixou os braços e o seu trunfo foi sempre a vontade, a garra e o querer dos seus jogadores. Faltou Lugano, o patrão da defesa, faltou Fucile, que todos conhecemos, e faltou sobretudo o Suarez, o melhor ponta de lança uruguaio que tanta falta fez ao avançado Forlan. Juntos são temíveis. Acabou por ser Forlan a empatar a partida com um remate do meio da rua, sendo claro que a bola fez uma curva no seu trajecto para a baliza, traindo o guarda redes holandês, que ainda tocou na bola, Jabulani de seu nome, a tal bola feita pela Adidas e que mostrou ser falsa para muitos guarda redes. Acho que nem mesmo dormindo com ela, como muitos guarda redes já o fizeram mas com outras bolas (para alguns, faz parte do treino) iria mudar o que quer que fosse.

A maior classe dos holandeses veio então ao de cima e, a meio da segunda parte, já venciam por 3-1, com golos de Sneijder e Robben, duas laranjas muito doces..

Os uruguaios ainda reduziram para 3-2 e acabaram o jogo a tentar o golo do empate e respectivo prolongamento. Venderam cara a derrota e foi a última selecção não europeia a ser eliminada. Afinal, um país com pouco mais de três milhões de habitantes vai ficar entre as quatro melhores selecções deste mundial africano. É obra. Mostra que sejamos pequeninos ou grandes, pobres ou ricos, com querer e vontade, podemos vencer na vida, e acima de tudo e talvez o mais importante, sentirmos orgulho e satisfação em nós próprios. Quem dá tudo o que tem a mais não é obrigado. O Uruguai deu tudo e não se pode apontar um dedo seja a que for, nem mesmo o mindinho. A sua participação neste Mundial foi excelente. Muito bem. Voltou a fazer história, depois de em 1930 e 1950 se ter sagrado Campeã do Mundo.

Não conheço bem este meu “colega” holandês, mas tenho que lhe tirar o chapéu, não só pelo futebol que a Holanda pratica, mas também por não entrar em grandes euforias após cada golo laranja. Aliás, após a vitória sobre o Brasil, pediu calma e contenção a todos os holandeses porque ainda não tinham ganho nada. Não disse que iam à final e iriam ganhar por 15-0, não foi fanfarrão, não se pôs em bicos de pés. Só os grandes homens pensam e agem assim. Murros no ar, correrias ao longo da linha lateral e aos saltos, e outro tipo de teatro faz parte do espectáculo mas eu aprecio muito o respeito que se pode ter para com o adversário. Gosto de ganhar porque me dá prazer e não para chatear os adversários. Afinal a nossa vitória tem muito mais valor quando o adversário é um digno vencido, não estão de acordo?

O espanhol, sem o gato

Espanha 1 – Alemanha 0

Está apurada a outra selecção que vai disputar a final com a Holanda. Chama-se Espanha, os nuestros hermanos. Não foi um grande jogo e a Alemanha desiludiu. Não jogou tão bem como contra a Argentina mas por dois motivos. Primeiro, porque a Argentina não defende bem; e segundo, porque a Espanha sabe atacar e sabe defender bem. Os alemães pareciam um pouco os nossos defuntos Adamastores, nunca arriscando muito e sempre à espera que um lance de bola parada pudesse resolver o assunto, e só acordaram quando já estavam a perder.

A sorte deles foi também que os espanholes não sabem jogar em contra ataque, senão o resultado poderia ter sido outro.

Neste jogo, o herói foi o defesa Puyol ao marcar um grande golo, de cabeça. David Villa esteve aquém das expectativas ou pelo menos não jogou ao nível daquilo a que nos habituou. Tem dias e não se pode estar sempre “lá” em cima.

A Alemanha pode-se queixar de uma grande penalidade que ficou por marcar mas não foi assim tão óbvia. Concordo que num mundial e num jogo tão decisivo, os árbitros tenham alguma dificuldade em apitar este tipo de lances e marcar penalty. Como se viu, um golo é a morte do artista mas também os alemães não protestaram muito ou quase nada.

Engraçada é a história do polvo (que está num aquário dum restaurante qualquer) que acerta sempre no vencedor do jogo em que a Alemanha joga. Nunca falhou e desta vez, o polvo previu uma vitória da Espanha. Até já teve direito a alguns segundos na televisão. Estou a pensar seriamente em comprar um familiar deste polvo, talvez possa acertar nos números do euromilhões.

O derradeiro e grande jogo deste mundial será entre a Holanda e a Espanha. Duas excelentes equipas que de certo irão proporcionar um belo espectáculo. Ambas as equipas têm excelentes jogadores nas suas fileiras e praticam um futebol de alto nível. Penso que o melhor está de facto, guardado para o fim.

Umas horas antes deste jogo, teremos o Grande Prémio de Inglaterra, em Silverstone. Gosto de velocidade e até já dei uns toques nos karts. Quanto a Fórmula 1, sou um grande piloto de … sofá.

Homo Madeiriensis

Pari um filho em Vez de Um Golo

Esta não é do George.

Antes que o nosso favorito João César das Neves dispare com mais uma invectiva contra o casamento dos geys e a cultura do orgasmo e essa treta toda, quero ver como é que ele encaixa esta relativamente nova forma de descendência familiar anunciada pelo milionário jogador português acima retratado que, ao que tudo indica, antes de se juntar aos Adamastores naquela cidadezinha chamada Magaliesburgo, arranjou uma barriga de aluguer por um preço de saldo e trouxe ao mundo um filho, enquanto se reputa que dá uma queca a uma beldade em cada esquina e em cada noite. Como no Portugal dos Pequeninos essas coisas são aberrações modernas e ainda um bocadinho complicadas de entender do ponto de vista ético-teológico, quanto mais de legislar (isto ainda não é a Califórnia, não é João? é só Portugal sob o Pê Ésse do JS) especialmente quando se vive com um pé fora e um pé dentro, e como se trata de uma personalidade famosa e com muito dinheiro, suspeito que as senhoras lá da segurança social portuguesa e da ASAE vão coçar a cabeça e muito maturamente pensar sobre o assunto e a abordagem a dar ao tópico, antes de marcharem porta dentro no compound Ronaldo no Algarve para tomar posse do bebé e assim provocar a mãe de todos os escarcéís.

É que esta nem na legislação do tal casamento, que não permite a adopção (credo cruzes) e que agora já beneficiou um assustador total de 18 casais (vade retro) está contemplada. Nem é uma adopção. Nem é perfilhar na posição horizontal entre os lençóis.

É qualquer coisa lá no meio.

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