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29/09/2010

COMO APROVAR O ORÇAMENTO DO GOVERNO PORTUGUÊS PARA 2011

Filed under: Economia Portuguesa, Politica Portuguesa — ABM @ 5:29 pm

O Brande Buraco Orçamental Português de 2011. Visto de Cima.

por ABM (29 de Setembro de 2010)

A receita em 14 simples passos:

1º) Dois anos antes, ocorrendo uma crise de liquidez e financeira, dizer a toda a gente que vai tomar conta dela e que não se preocupem que está lá para ajudar. Manter o aumento de 3.5% a todos os funcionários públicos.

2º) Abrir generosamente as mãos à bolsa pública para ganhar as eleições se as houver.

3º) Um ano antes, dizer que está a tomar medidas dentro do possível, mas que é preciso aumentar os impostos para resolver a coisa.

4º) Aumentar os impostos e dizer que as coisas estão controladas, invocando a necessidade de tomar conta dos afectados pela crise.

5º) Entreter, directamente e através de interpostas pessoas, debate esotérico sobre o papel do Estado na Sociedade e que é preciso “manter o Estado Social” (tradução: continuar a gastar como se o dinheiro não acabasse) e acusar a oposição de o querer destruir.

6º) Continuar a gastar como se não faltasse dinheiro e descontar quaisquer opiniões divergentes, especialmente se vierem dos mercados ou do FMI, chamando-lhes nomes como “neo-liberais” e “capitalistas de direita”.

7º) Esperar que a oposição e adjacências se espalhem ao quadrado com agendas estranhas como revisões constitucionais, noções de cortes, debates sobre austeridade.

8º) Esperar que passem todos os prazos constitucionais que permitam que o seu governo possa ser sumariamente destituído e marcadas novas eleições.

9º) À última hora antes de começar a negociar um novo orçamento, ir a Nova Iorque e, de passagem, dizer qualquer coisa como “hum, cheguei à súbita conclusão que é menos pior para o povo aumentar os impostos do que reduzir as despesas”.

10º) Deixar uns dias em banho Maria no parlamento, debates televisivos e blogues dos amigos.

11º) Esperar que o presidente da República se habitue ao sabor e assuma a postura de neutralidade moderadora, ou seja que esteja quieto e não mexa na mistura.

12º) Encostar a oposição à parede, invocando o interesse nacional e a ameaça de danos irreversíveis o se não houver orçamento para o ano que se segue.

13º) Aumentar nova e massivamente os impostos.

14º) Servir frio.

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