por ABM (9 de Outubro de 2010)
A atribuição dos prémios Nobel (que são uma coutada dos noruegueses, para quem não se recorda) está-se a tornar um pouco como os Óscares de Hollywood: nunca se sabe bem o que dali vai sair.
A julgar pelo que refere uma peça que o Economist divulgou hoje, escolheram oportunamente atribuir o seu prémio da Paz ao Sr. Xiaobo. É um gesto simpático para com ele, ajuda a obviar a ditadura que impera na China desde os tempos do Sr. Mao e ao mesmo tempo obriga a ditadura chinesa a fazer daqueles truques divertidos de desligar a CNN, de bloquear os sítios todos na internet e de rosnar para todos lados, enquanto que nós todos, que lhes compramos tudo e mais alguma coisa, fazemos de parvos, a fingir que eles não são o que são: a maior ditadura que este planeta jamais viu.
Para quem tiver uns minutos, basta ler aqui.
Mas eles hão-de mudar.
Pessoalmente, estimo e gosto de estar com os chineses que conheci toda a minha vida, menos aquela gaja dos passaportes na fronteira entre Macau e a China, quando lá estive, e que era uma cabra do piorio.

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