THE DELAGOA BAY REVIEW

14/10/2010

O SEGREDO ATERRADOR DE JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS

Filed under: José Rodrigues dos Santos — ABM @ 12:37 am

José Rodrigues dos Santos

por ABM (13 de Outubro de 2010)

Cito do sítio da editora Gradiva:

Chama-se O Anjo Branco, o novo romance de José Rodrigues dos Santos que a Gradiva, em parceria com as Livrarias Bertrand, irá lançar no mercado daqui a duas semanas.

Baseando-se em factos reais, José Rodrigues dos Santos traz-nos desta vez uma obra inesquecível sobre Moçambique, os portugueses e a guerra colonial e, sobretudo, acerca do mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar.

A apresentação da obra, que estará a cargo do jornalista Joaquim Furtado, está marcada para sábado, dia 23 de Outubro de 2010, às 17h00 na Sociedade de Geografia de Lisboa, (Rua das Portas de Santo Antão, n.º 100, ao lado do Coliseu dos Recreios), à qual se seguirá uma sessão de autógrafos.

A capa da obra a ser publicitada no dia 23 de Outubro.

É um sábado. Então, quem vai lá ver o cerimonial? a coisa promete, especialmente se se trata do “mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar”. Não imagino o que será.

SOBRE JRS

José Rodrigues dos Santos nasceu em Moçambique. O pai dele, nome de guerra Dr. Paz (o nome completo é José da Paz Brandão Rodrigues dos Santos), uma pessoa excepcional, era médico na zona de Tete nos anos 60 e 70.

Em Tete, JRS à direita, com o pai e o irmão João.

Adorava voar e era piloto dum pequeno avião tipo “teco-teco”(matrícula 493-CR-AKS), que voava por toda a região com uma ou mais enfermeiras, para tratar as populações locais, num programa conjuntamente patrocinado pela Fundação Gulbenkian e pela Cruz Vermelha Internacional, denominado Serviço Médico Aéreo. A mãe dele era farmacêutica em Tete. Em 1973, na sequência da entrega, pelo Dr. Paz, de um relatório de um comité de averiguação do chamado Massacre de Wiryamu para o qual fora convidado a presidir, a família mudou-se (JRS terá dito que fora “convidado” a mudar-se) para Lourenço Marques. Entre 1974 e 1977, na sequência do que lá estava a acontecer, todos foram viver para Portugal, o pai de JRS primeiro para Penafiel (onde nasceu, tendo-se formado em medicina no Porto) e mais tarde para Macau. Entre vários cargos de relevo, foi Vice-Presidente da Organização Mundial da Saúde para a região da Ásia. Morreu em princípios de 1986, tendo então JRS apenas 22 anos de idade.

O pai de JRS em acção: o Dr. Paz e a sua equipa a transportar um doente em Tete

4 comentários »

  1. Só pode ser ficção!

    Verdade!!!, só a da autora do electricista da Matola, cujo grande crime foi tê-la gerado, ou não a ter electrocutado, atempadamente.

    Variações é que tinha razão: “qualquer coisa entre Nova Iorque e a Sé de Braga”

    Mas nasceu antes do tempo.

    Comentar por umBhalane — 14/10/2010 @ 1:06 am

  2. Nunca li nada de JRS e não vou elaborar sobre a sua obra (parece evidente mas não é, estou farto de ler relatórios sobre obras que não foram lidas). Sobre o autor um ponto e sobre esta nota também. Sobre o autor acho inadmissível os tiques de familiaridade que ele tem, aquele piscar de olho no final aos telespectadores no final das sessões. Até porque aquilo é estatal alguém deveria dizer ao homem que é inadmissível aquela encenação.

    A segunda é sobre a nota da editora que tu decidiste aqui repetir. Diz o vendedor de livros que esta é uma “obra inesquecível”. Será? Não será isso uma característica que os leitores e o tempo poderão afirmar a posteriori. Ou é o publicitário a definir aprioristicamente a inesquecibilidade da obra. E se a Gradiva (que eu conheci publicando bem) fosse ….

    Comentar por jpt — 14/10/2010 @ 8:30 am

  3. […] Parace que “afenal” o livro de José Rodrigues dos Santos, que tem como pano de fundo Moçambique e a guerra de nove anos que acabou em Setembro de 1974, foi inspirado no seu pai, o Dr Paz (sobre o qual fiz uma nota no dia 14 p.p.). […]

    Pingback por O PAI FICCIONADO | ma-schamba — 22/10/2010 @ 5:10 pm

  4. Li o livro Anjo Branco do JRS e adorei. Vivi no distrito de Tete nos anos 50 e 60 e foi bom recordar aquela terra. O meu pai foi enfermeiro no Furancungo durante esse período ,trabalhou na Missão Fomento e Povoamento do Zambeze, agora só espero que seja feito um filme. Força.

    Comentar por Armando Mouro — 23/10/2011 @ 3:20 pm


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