THE DELAGOA BAY REVIEW

16/10/2010

A ÁFRICA IMAGINADA – E A INVENTADA

por ABM (16 de Outubro de 2010)

Esta nota a propósito de uma conhecida música pop creio que dos anos 80, bastante popular quando eu vivia nos Estados Unidos, chamada I bless the rains down in Africa, tocada por alguém ou uma banda chamada Toto. Acho que foi um êxito mundial.

Eu não sei se o exmo Leitor conhece a música. Fica aqui uma versão não cantada, aptamente tocada pelo Senhor Andy Mcgee:

http://www.youtube.com/v/Z-XYjK1HQ-M?fs=1&hl=pt_PT

Linda, não é?

Pois.

O que eu não sei é se o exmo. Leitor sabe o que é que diz e o que significa a letra da música.

Essa tarefa deixarei nas capazes mãos de um senhor chamado Steve Almond, infelizmente em inglês, porque acho que o Steve não ainda não fala português, ainda menos a versão rebeldemente desortografiada falada aqui do Maschamba.

Mas alinho com o que diz, com apenas um comentário meu:

Como em Moçambique há alguns que se lembram dos saudosos tempos do idealismo revolucionário vivido após a Independência, quando as maiores barbaridades foram feitas com a mais entusiástica, deslumbrada estupidez e empenho ideológico, há também alguns aqui nas Europas, onde há muitos brancos e (ainda) alguns que viveram em África, que ficam exasperados com as suas menções das Áfricas Minhas, os saudosismos dos bons velhos tempos em África (aqui num contexto pejorativo, pois suspeitam logo insidiosamente de terem sido do branco colonial andar de cacete a dar na cabeça do negro), essa coisa toda.

Por inerência ao meu passado e estatuto, eu passo a vida a ouvir disso.

Confesso que não me aquece nem arrefece minimamente.

Eu acho que cada um de nós tem as memórias que tem e deve gozá-las. Às vezes é a única coisa que nos sobra, num mundo cada vez mais plastificado, globalizado, estilizado, desfigurado – socratizado?

Mas o que me exaspera mais é a África inventada, pura e simplesmente.

Como aquela balada meio doce-da-treta de nada menos que do “revolucionário” endeusado do rock americano, o Bob Dylan, ainda por cima composta em plena guerra colonial:

I like to spend some time in Mozambique
The sunny sky is aqua blue
And all the couples dancing cheek to cheek.
It’s very nice to stay a week or two.
There’s lots of pretty girls in Mozambique
And plenty time for good romance
And everybody likes to stop and speak
To give the special one you seek a chance
Or maybe say hello with just a glance.
Lying next to her by the ocean
Reaching out and touching her hand,
Whispering your secret emotion
Magic in a magical land.
And when it’s time for leaving Mozambique,
To say goodbye to sand and sea,
You turn around to take a final peek
And you see why it’s so unique to be
Among the lovely people living free
Upon the beach of sunny Mozambique.

Que eu saiba, o nosso Bob na altura nem sequer meteu os pés em Moçambique, e suspeito que os nossos Libertadores em Dar devem ter dado sete saltos de fúria quando ouviram a letras. Aquilo parece uma cançoneta de segunda categoria  feita para um anúncio turístico de Moçambique nos anos 60.

Aqui, cantada por um japonês que não percebi quem era mas que até não é mau de todo.

http://www.youtube.com/v/md4gbjjRX3o?fs=1&hl=pt_PT

Por minha parte, quando eu dizia a alguém dos Estados Unidos que era de Moçambique (tirando o Chester Crocker, que conheci uma vez, ninguém suspeitava onde ficava) vinham sempre com algum comentário estúpido sobre a canção do Bob Dylan, que na altura nem conhecia, nem ele nem a canção.

Mas, voltando à vaca fria, em I bless the rains down in Africa , cuja letra foi escrita por um tal David Page, atinge-se um novo nível de surrealismo.

É que não há pachorra para aturar este liricismo tipo porno-chachada sobre África. Não é que isto não seja a minha África. É que isto nem sequer existe. Não faz sentido nenhum.

Num curto discurso proferido em 16 de Julho de 2009, o Steve Almond, cujas afinidades africanas parecem ser poucas, mas que aparenta ter bom senso, explica porquê. Sublimemente, ainda que um pouco virado para uma audiência norte-americana, para quem esta canção recorda os tempos de engate namoradeiro dos meninos e meninas de liceu.

http://www.youtube.com/v/4b2aGe8_Ag0?fs=1&hl=pt_PT

64 comentários »

  1. Excelente, ABM…hilarious o discurso do Steve…Para mais sobre a questão deixo aqui :

    http://www.amazon.com/Idea-Africa-African-Systems-Thought/dp/0253208726
    e ainda
    http://www.amazon.com/Invention-Africa-Philosophy-Knowledge-African/dp/0253204682

    Provavelmente até já conheces…:)

    Comentar por VA — 16/10/2010 @ 11:21 am

  2. até que enfim vejo alguém a malhar nesta piroseira do Bob Dylan! é como dizes, parece sacada para um postal turístico!
    (ãh… não é do álbum Desire, de 75?…)

    de cabeça não me lembro da ‘Toto’, e tou sem som no pc, que lhe deu a travadinha…😦

    Comentar por cg — 16/10/2010 @ 1:15 pm

  3. Carlos

    Eu suspeito que foi uma loira da Pide que seduziu e induziu o Bob a escrever aquilo para fazer propaganda da campanha das praias de Moçambique nos anos 60/70.

    Comentar por ABM — 16/10/2010 @ 1:26 pm

  4. Não gosto nada deste post, que é uma enorme confusão. Há alguns meses discutimos em várias entradas esta questão, e não me apetece voltar a ela. Ainda assim acho que te aquece e arrefece enormemente que se façam leituras analíticas das memórias que os colonos tenham de África. Acho que te aquece e arrefece enormemente que se interpretem as memórias das pessoas (que são sempre imaginações, já agora) tendo em conta a posição sociológica delas (que não é unipolar, mas que é sociológica).

    Acho também que é tão legítimo fazer a análise que o Almond faz (que está bem urdida, passe o tom negligente muito típico de uma oralidade académica insuportável, e para além das risadas imbecis que o embrulham) sobre um texto estereotipado (e exoticizador) como a canção em causa como fazê-la (a análise) sobre textos (canções, memórias, etc) que as pessoas que conhecem África, ou conheceram, que foram colonos ou post-colonos, que foram espectadores, que foram colonizados ou post-colonizados. Acho que criticar textos (desvendá-los) de textos que usam estereotipos assentes no total ausÊncia como a canção não é superior em nada do que fazê-lo sobre textos (memórias, imagens, por exemplo a horrorosa “arte realista” que os ex-colonos produzem ou gostam sobre Africa, aqueles ocres, aquelas palmeiras, aquelas mulheres com meninos ao colo) de gente que conheceu. Acho que negar isso, como este teu mal-disposto post faz, é mais uma vez o reclamar de um falso “empirismo”, nós que lá vivemos é que sabemos. Acho que a questão está suficiente e esclarecedoramente abordada e que só uma renitência anti-intelectual a poderá continuar a tornear.

    Acho que vais dizer que eu não percebi e que até estás de acordo comigo. Mas não estás, e sabes que não estás. As memórias são construídas, são reconstruídas, são pasto de uma posição biogrãfica que é sociológica, dessas posiçaõ produto. Mais do que isso são feitas de estereotipos, que estão sistematicamente a vir ao de cima. E que são absolutamente visíveis, audíveis, para quem não partilha da mesma posição (biográfica, sociológica, intelectual) [há meses falava aqui em Maputo com um gentil senhor que me afiançava que o melhor africano era o moçambicano, é um exemplo deste pensamento pobre, paupérrimo, que é tão típico, que foi tão tipico]. Os estereotipos não são monopólio da população ex-colona, claro. São recorrentes, diferentes mas recorrentes, nos diferentes grupos.

    Um dos estereotipos é este, o de estou-me nas tintas para o que vocês dizem (analisando-me) porque eu estava lá e eu é que sei. Dantes dizia-se que “vale um caracol”, mas agora como todos desataram a comer caracóis só se pode dizer “vale menos que um caracol”.

    E já agora, é perfeitamente despropositada a boca ao “Mozambique” do Dylan. Em tempos li, mas não encontro isso se calhar imaginei, que ele passou brevemente por LM. A canção (que não editada wikipedia é anunciada como fruto de um despique sobre rimas em “ique”) é apenas o eco de um fruir. É um estereotipo? Sim, mas deslocalizado, chame-se assim. E Ainda para mais é absolutamente descabido meter-lhe aspas no revolucionário Dylan. Pois foi, verdadeiramente, revolucionário. No compor de canções, na forma musical. Mas o que tu estás resmungar – porque te deu para aí – é com a sua dimensão de “contestatário”. E aí, desculpa lá a minha franqueza, escorrega-te o pezinho para o chinelo. Que é alias a minha opinião sobre o sumo do post.

    Comentar por jpt — 16/10/2010 @ 1:37 pm

  5. Gil, a canção é do Desire, e é um bocado parola. Mas não ofende ninguém. E é Dylan.

    Comentar por jpt — 16/10/2010 @ 1:39 pm

  6. Tenho agora uma saída, mas lá para o fim do dia ou amanhã meto uma referencia de leitura, obrigatória, para não se pensar que é da minha cabeça apenas que sai esta irritação.

    Comentar por jpt — 16/10/2010 @ 1:47 pm

  7. nunca gostei desta música por causa da letra. ligeirinha demais para um Dylan. afinal. fosse escrita no antes ou no pós: porra, só há/havia “isso” a dizer? nem que em loas…

    Comentar por cg — 16/10/2010 @ 2:39 pm

  8. cada povo tem a sua forma de enternizar as memorias que lhe são caras, uns marcam no corpo o sinal dos tempos outros contam historias, sagas ou lendas todas são legitimas quando vividas pelo sangue, os factos é que determinam o que é ou não verdade.Se a ideia é falar dos holandeses então é consultar os arquivos da Rainha, se é dos sul africanos e procurar nas universidade sul africanas se é portugueses e ir á torre do tombo e por ai, se é Moçambique é mais complicado mas talvez uma visão conjunta ajude.

    Comentar por Pott.Fraga — 16/10/2010 @ 6:37 pm

  9. VA

    Obrigado, vou ver.

    Jpt

    Agradeço o esforço visivelmente penoso de explanares o que sentes e espero o alívio de o teres dito.

    Que em nada me ofende pessoalmente, asseguro-te.

    E que me parece ser de uma extemporaniedade extrema em relação ao que acima abordo.

    Creio ser natural, estando na situação que estás e a vivência que tens, de manteres esta fixação na dialéctica da visão e dos estereótipos dos “colonos” e dos “colonizados”, e do que dizem, e do que pensam. Acontece-nos a todos e alguns mais que a outros. Pois sendo uma moeda corrente em certas esferas em Maputo e em Tugaland e que, se calhar por seres português, branco e estares em Moçambique, tal não ser algo que terceiros te deixem facilmente escapar dela, é essencialmente um diálogo hoje irrelevante, passadas que são quatro décadas sólidas desde a Independência.

    A não ser as instâncias em que a história é mal contada. Do meu ponto de vista, claro.

    Tema que para ti parece ser tema de análise sociológica e mais o resto que tu achares. Felizmente, há também mercado para isso.

    A mim preocupa-me a verdade histórica tal como eu a apreendo, e creio-me relativamente bem treinado e equipado para poder procurá-la. Nos meus termos.

    Parte da tua crítica literária inclui esta jóia do raciocínio analítico: “memórias são construídas, são reconstruídas, são pasto de uma posição biográfica que é sociológica, dessas posições produto. Mais do que isso são feitas de estereotipos, que estão sistematicamente a vir ao de cima. E que são absolutamente visíveis, audíveis, para quem não partilha da mesma posição (biográfica, sociológica, intelectual.”

    Sim? e….pergunto: so fucking what? um tipo não pode ter razão? não pode ter um ponto de vista? não pode ser esse o que acredita ser o ponto de vista válido? não pode expressá-lo, porque há sempre um Zé ou um John que tem pontos de partida diversos? estereótipos diferentes? então, calo-me? afinal não é esse o ponto de dialogar, de apresentar, de comparar, de conferir, de aquilatar factos e pontos de vista? o quê, estou errado porque não concordas? porque achas feio? porque achas a mundividência ou a argumentação intelectualmente abaixo dos parâmetros mínimos aceitáveis? porque se calhar os teus estereótipos são melhores que os meus?

    Eu não escrevo aqui no Maschamba porque isto é a Revista da Objectividade Analítca Não Estereotipada Afim à Visão Pós Colonial Luso Distante das Coisas e do Mundo.

    Se me recordo, escrevo o que me vem à real gana porque para tal fui desafiado e quase exactamente nos termos acordados e os que estão reflectidos algures na Casa. Porque considero ser este um fórum de diálogo específico e invulgar e em que me sinto à vontade. Com muitos portugueses e moçambicanos. Que respeito. E porque gosto muito de ler o que tu escreves sobre cá e lá, lá e cá. Onde quer que isso seja.

    É basicamente irrelevante escrever aqui em boa parte porque escrever aqui não é uma profissão, é um hobby, resultante duma certa vocação, tarefa a que voluntariamente me cometi. Como tomar conta das minhas roseiras em Alcoentre é. Não é irrelevante porque tenho a consciência de que me dirijo a gente muito real com temas que me ocorrem. Pessoas que, por razões que frequentemente me ultrapassam por completo, escolhem ler o que nós aqui colocamos à sua consideração. Com imenso respeito e com seriedade, se bem que não posso deixar de escapar a ironia ou o gozo com que encaro infelizmente tanta coisa neste mundo frequentemente sem qualquer lógica – que apenas sugiro e proponho aos leitores: que pensemos juntos e que considerem os pontos de vista que apresento – e que julguem por si próprios.

    Quem não concordar que o diga à vontade. Quem gostar que o diga, também se aprecia. Quem não quiser ler que mude de canal. Aqui não é a China comunista.

    E, nesse enquadramento e nesses termos, com denotado fair play, permite-me reiterar o básico do que referi:

    1. A canção I bless the rains down in Africa tem uma música bonita, e uma letra patética. Patética para mim, que sou de África, que tenho tanto direito como outro qualquer a sentir África como melhor achar, portanto acredito que tenho absoluta legitimidade para ter uma opinião formada sobre o assunto, e que esta seja a que aquilo é uma “larilada” com uma música que apanha o ouvido, mas que nada, mas nada, mas nada, tem que ver com nada que eu consiga congeminar sobre o continente e muito menos a minha terra. Mas o tal Senhor Almond, que não é africano,precisou apenas de ler a letra para lhe apanhar as inescapáveis e patéticas incongruências, numa alocução que considerei acertada, brilhante e hilariante (a ocasião não era para menos). Mas tu achas que aquilo é oralidade académica insuportável. Pois acho muito bem que aches.

    2. Sei perfeitamente que o Sr. Dylan, ídolo de toda uma geração americana mais rebelde que a média, grande figura da Grande Revolução Social Americana e que se considera “revolucionária”, é tido em grande respeito por, entre outros, aparentemente, tu. Eu não gosto duma única canção dele. Não aprecio o seu grande contributo, quer temático, quer musical. Prefiro o Louis Armstrong, o Oscar Peterson, o Frank Sinatra, o Dave Brubeck, Miles Davis, etc, etc. Lamento. E sei perfeitamente que “Mozambique” terá derivado de uma apostazeca qualquer que tem que ver com a rima e a palavra Marseilles, em que o Sr. Dylan se meteu (ainda faço alguma pesquisa antes de escrever) e na minha opinião não ganhou, pois dizem os entendidos que certamente esta não é a sua melhor música. É a menos má de uma fase má da carreira dele. E eu acho a música superficial, suporífera, algo irrelevante, uma porno-chachada. Portanto no Vasto Repertório do Grande Revolucionário Musical-Social norte-americano, o Grande Bob Dylan, consta uma canção, uma cançãozinha, sobre a minha terra, que, para variar, eu não gosto, acho insípida. Que de facto destoa do conjunto da sua obra que é tida como muito relevante para a história de uma certa música norte-americana. Mas com que eu, que sou de Mozambique, tive que me confrontar repetidamente quando vivi quinze anos nos Estados Unidos. Enquanto Moçambique estava a começar a ser dizimado por revoluções e guerra. Eu acho aquilo uma grandessíssima merda, e que tenha vindo de uma estrela de rock americana não me impressiona por um segundo. Mais: que eu tenha conhecimento, ele nunca esteve em África; e muito menos em Moçambique; e certamente jamais num hotel em Santa Carolina, onde certos sítios na internet se masturbam dizendo que ele compôs a canção, num certo piano no lobby do hotel de Santa Carolina (faz uma pesquisa gúgeleana e diverte-te). Inpirou-se em quê? num folheto do Turismo de Moçambique do tempo do Rita Ferreira?

    3. Portanto por considerar, depois de ouvir e analisar, que há duas canções que de forma evidente e ostensiva ficcionalizam de forma que considero grotesca a África das minhas memórias suspeitamente biográfico-colono-burgueso-estereotipadas, que são perfeitamente merecedoras de uma visão alternativa que se calhar nem todos os leitores (como eu próprio)tiveram o tempo, a paciência ou a oportunidade de considerar – e que eu considero marcadamente inferiores, e que escrevo sobre isso, faço o quê?

    Deito fora?

    Atiro-me ao rio Tejo?

    Submeto para aprovação prévia por uma Comissão do Estereótipo? ou simplesmente para ti, antes, para ver se gostas? se aprovas?

    4. Finalmente: quando compus aquilo lá em cima, estava super-bem disposto.

    E continuo assim.

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 1:38 am

  10. Sr Pott Braga

    A lucidez das suas palavras deixa-me sem palavras.

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 1:41 am

  11. Qual deles😉, Barradas eu não me chamo Pott Barradas é Fraga homem F,R,A,G,A (no Video não sou eu é o NEIL YOUNG eu não falo Ingles)A China é um mundo um continente imenso o maior e mais antigo pais do mundo ( a saber o que é a paciencia de chines, Eu creio que a palavra china quer dizer dinheiro pois em cantones diz-se AU CHINA”TEM DINHEI
    RO, MO CHINA, NÂO TEM DINHEIRO) eu gosto dos povos chines(os que eu conheci trataram-me muito bem)a china é mesmo muito grande toda a asia o é.
    mas eu ainda não percebi qual é o seu ponto de vista em relação ao que e depois que vive em Moçambique na ilha ai na ilha sim deveria de haver alguma cidade aonde é que eles colocariam os escravos antes de os embarcarem, em cabo verde ficavam os doentes e era feita a divisão uns para o brazil outros em cuba eram vendidos,ingleses,aos franceses, holandeses,etc, secalhar ficavam em Moçambique na ilha(tipo eu quero voltar pra ilha, malucos do riso)a questão do branco é complicada o Cecil dizia que os Portugueses eram mestiços para o apartaid o japones era branco o chines não, os portugueses diziam que havia havia pessoas de primeira de segunda e de terceira e estava escrito.

    Comentar por Pott.Fraga — 17/10/2010 @ 2:56 am

  12. o video coloquei aqui por engano era para colocar no post seguinte. mas ficou cá para não duplicar o comentario.

    Comentar por Pott.Fraga — 17/10/2010 @ 2:58 am

  13. Comentar por Pott.Fraga — 17/10/2010 @ 3:06 am

  14. Sr Pott Fraga (Fraga! Fraga! Fraga! com “F”)

    Sei exactamente do que fala. É de facto complexo. Obrigado. Seu avô Gerard Pott estaria muito orgulhoso de si. Muito obrigado.

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 3:09 am

  15. 1. Se leres bem o que eu escrevi, em comentário ao teu texto perceberás, estou certo, da incompreensão radical desse lado:
    a) eu refiro o teu texto. Onde te insurges (mais uma vez) contra quem – competente ou incompetentemente (mas essa é outra coisa. A qual nem sequer referes, pois não é o teu ponto) – analisa os pontos de vista sobre África produzidos no seio da população colona ou ex-colona. A questão coloca-la explicitamente no sentido da irrelevância dessas análises (ponto ao qual regressas neste teu comentário). E coloca-la também explicitamente num outro registo: o ponto de vista “experimentado” não é criticável (no sentido de analisável, ou dissecável) por via de ser assente numa vivência mas o ponto de vista inexperimentado (o imaginado) é criticável (como este belo trecho sobre a delicodoce música dos Toto). Mais uma vez, e acho que está pelo menos explicito no meu comentário (já para não falar em não sei quantos textos nos quais discutimos isso) regresso ao ponto de que todas as experiências, e todos os discursos, são analisáveis. E que é ridículo, ou risível, a estratégia de afirmar o “saber da experiência feita” autónomo a um olhar analítico, como se os discursos de quem viveu em Africa sobre Africa fosse isento de materialidade e os outros (repito, veja-se este texto) fossem matéria-prima analisável (e até criticável)
    b) quando avanças no sarcasmo sobre as minhas pérolas entras num mau terreno. entras no mau terreno ao reduzires a opinião (estúpida que seja) que defendo a uma qualquer adequação. Penso que será óbvio, e mais do que a todos a ti mesmo, que quem bota coisas no ma-schamba (coisas que não são critica literária, como me parece óbvio, ao contrário do que dizes) não o faz por qualquer intuito mercantil. Voltando à citação que fazes sobre a minha “pérola de crítica literária”. Já aqui no ma-schamba escrevi não sei quantas vezes, a interpretação é uma decisão. É tua decisão (mas é-o apenas neste campo, neste âmbito) embirrar e torcer as palavras. Quando eu digo que os pontos de vista colonos (e insisto na pluralidade, que é coisa sobre a qual já falámos aqui várias vezes, e também da urgência em colectá-los, trabalhá-lo, publicá-los, exactamente para evitar as simplificações a preto e branco) são analisáveis, contextuais, sociologicamente enquadrados não tem nada a ver com a tua invectiva, polvilhada de ingles, e de quem, repito, decidiu desinterpretar. Essa contextualização não é característica única destes pontos de vista (no meu comentário acima elenquei aliás várias situações sociológicas que aí se inscreviam) mas sim global: ou seja, é exactamente isso que funda um radical desconforto e discordância com a tua anunciada recusa de análise ao ponto de vista “teu”.
    PAra além disso esse enquadramento sociológico (e talvez te dês ao trabalho de reparar que nem sequer lhe chamo determinação sociológica) dos pontos de vista não lhes retira legitimidade, interesse, ou validade. Nem os faz menos válidos, operativos, do que outros. Fá-los analisáveis. Fá-los produzidos por estereotipos e por inovações. Dizer isso não tem nada a ver com o coro de iniquidades que decidiste atribuir-me.
    Insisto, a resposta absurda ao meu comentário tem um contexto. E ele está estabelecido no primeiro comentário que aqui fiz.

    c) sobre a objectividade. Não há, que eu saiba, aquela Objectividade de que me acusas procurar. Muito menos num registo assumidamente pessoal que é o de um blog. Que tu lês há anos, em que escreves há anos. Vires-me dizer isso é absurdo. Repito, é uma decisão. Só tem razão de ser porque estamos a falar de uma coisa que te é explicitamente complexa mas também difícil de dialogar.

    d) Dado que nos lemos aqui só por tua irritação em extremo posso compreender que me venhas dizer, aventar, que vejo aqui o ma-schamba como qualquer coisa etc etal “pós colonial”. Que saiba já aqui dei o suficiente pontapé, e nem ha muito tempo, nesse pobre termo, nessa pobre angústia, nessa coisa e causa. Mais uma vez a tua interpretação é uma decisão. Que seja irritada, tudo bem. Mas não tem qualquer fundamento.

    e) em resumo, e para além do Dylan, sobre o qual não elaborarei mais. O ponto é este. O teu pontapé (Bem dado) nos Toto é homólogo do que muito foi dado ao “complexo Toto” colonial, a um olhar colonial (não obrigatoriamente colono mas não obrigatoriamente exo-colono). Não há qualquer coerencia nem justificação em aplaudir o pontapé nos Toto e dizer que o olhar colono [e espero que não tenha que regressar a aulas de alfabetização a hipoteticos recomentadores, explicando-lhes a diferença entre este termo descritivo e outros com a mesma raiz] é isento de análise. Ou reduzir essa a análise a uma situação muito particular (um jpt no maputo por enquanto). É uma contradição de termos. Radical, absurda. Mas mais do que tudo censória. Censória antes, ao refutar a legitimidade de análise de um eixo anterior e actual de discursos. Censória agora ao reenviar esse interesse para um recanto biográfico. Já agora, qual o interesse deste gajo que aqui veio falar em ingles ao ma-schamba sobre uma canção antiga que já mal nos lembramos? É, independentemente do número de discos vendidos, exactamente o mesmo.

    Isto tudo, claro, se a decisão de interpretar for a de interpretar. Se for apenas a de exercer o sarcasmo e refutar claro que não há razão daqui. Siga-se, claro, para outro post. Que não, pelo menos desta parte, post-colonial. Nem Objectivo.

    Comentar por jpt — 17/10/2010 @ 3:29 am

  16. Há algo que não me parece que tenha ficado explícito. Por alguma razão que só tu poderás explicar tu, que praticas com gosto e gozo a análise do circundante, retiras da análise do discurso colono uma qualquer proclamação da sua ilegitimidade. Que isso tenha acontecido (e de forma particular em Portugal) é uma realidade. Que isso te tenha chateado é compreensível. Que essa tralha ocasione rituais públicos de exaltação de electras retornadas que te chateiam (e a mim) idem.
    Mas que isso implique um reflexo que, apenas para este caso, associe (como se equação) análise a ilegitimidade é um total descabimento (se é que há essa palavra). E, (não)desculparás, esse é um tropo do teu ponto de vista.

    Comentar por jpt — 17/10/2010 @ 3:37 am

  17. ABM,

    Não me aprofundei tanto no teu post quanto me ative ao debate entre si e o JPT, via comentários, que enriqueceu o mesmo.
    Mas venho acrescentar algo sobre o Bob Dylan, que penso não estar em jogo o gosto pela sua música para termos que reconhecer que, usando a sua obra, foi de fato um revolucionário. E não o foi, admitemos, um revolucionário só quando cantava mas também com as suas atitudes, em especial na década de 60.
    Sobre a Música “Mozambique”, é do álbum Desire de 1976, portanto já depois ou no decorrer da Independência de Moçambique, o que não deverá então ter magoado tanto os ouvidos do pessoal de Dar…
    É fato que o LP Desire, e não só a música “Mozambique”, é do seu conjunto da obra o que menos teve tom revolucionário, para não dizer que não teve nada de revolucionário. Depois de um bom tempo sem gravar nada o Bob Dylan voltou em uma linha mais para o religioso, ligth, com uma balada romântica. O que este LP teve de melhor foi a capa com a sua foto de perfil que foi por algum tempo algo como um pôster no quarto de um apartamento no Rio de Janeiro quando buscávamos ali a sobrevivência, a minha família e outras 3 famílias dentro, como resultado de uma troca de ditaduras lá no Moçambique das belas praias e gente simpática que talvez o Bob não tenha cantado…
    É que no Brasil, especificamente em Florianópolis, no estado de Santa Catarina, tem uma praia belíssima e também com gente bonita e simpática que se chama Moçambique. Será que o Bob teria por lá passado um fim de semana?
    Sim, também penso que tenho um pouco mais sorte do que tu, pois gosto imenso do Duke, do Amstrong mas também do Bob…tudo gente boa e amiga do meu gira-discos onde os vinil ainda por aqui rodopiam.
    Recebam, tu e o JPT, um abraço.

    Comentar por Zé Paulo — 17/10/2010 @ 3:57 am

  18. O Gerard Pott que eu estou a falar era meu Bisavo ele não precisa de defesa mas á muitos Gerard Pott neste momento eu sei de pelo menos dois vivos qualquer coisa eles que se defendam mas á outros agora e antes, que não têm nada para se balizar como as pessoas que eu recomendei que leiam o blog e que eventualmente voces estaram a confundir.
    Vou colocar um link que encontri na net só espero é que não seja da causa monarkika.

    [PDF] vol3nr3 23-24.pdf – Waar President Kruger in 1 89 5 en 1900 in …

    Comentar por Pott.Fraga — 17/10/2010 @ 5:34 am

  19. [PDF] vol3nr3 23-24.pdf – Waar President Kruger in 1 89 5 en 1900 in …
    Formato do ficheiro: PDF/Adobe Acrobat – Visualização rápida
    P. Kruger in Oktober 1900 in die huis van Gerard Pott in die Vasco da Gamatuin gewoon het. Verder word verhaal dat die Z.A.R. die huis …
    http://www.up.ac.za/dspace/bitstream/2263/…/2/vol3nr3%2023-24.pdf

    Comentar por Pott.Fraga — 17/10/2010 @ 5:36 am

  20. Meus caros,
    Como bem dizes, JPT, esta discussão já esteve presente em vários posts anteriores. Lembro-me bastante bem de me ter abespinhado contigo ABM a propósito do vôo dos flamingos (não o do Mia agora num cinema perto de si) da cena final do “Out of Africa” e de me ter até insurgido com a tua perspectiva de filho de colono, nascido em terras africanas.
    Nessa altura, e agora, considerei que para compreender África era necessário ter em conta a multiplicidade de olhares – os imaginados, os inventados e os vividos. Só assim é que se poderá perceber como é que África, ela própria, também se (re)inventou para mundo.
    É certo que nessa altura ainda não tinha estado em Moçambique…e é certo que depois de lá ter estado, o teu texto não me incomodou minimamente. Até achei engraçado…dentro de um certo tipo de olhar… absolutamente necessário para perceber Africa/Moçambique.

    Comentar por VA — 17/10/2010 @ 12:45 pm

  21. Jpt

    Creio que já esmiuçaste abundantemente o que consideras serem as minhas periclitâncias e que todo o mundo já está devidamente avisado e acautelado quanto a elas. E que eu já referi também o que penso sobre isso.

    Zé Paulo

    Por nunca ter gostado e não gostar de praticamente nada do que Dylan fez na vida (sorry) dei-me ao trabalho de tentar entender em que contexto ele se sai com uma canção sobre o país onde nasci e cresci. Creio que esse aspecto é suficientemente relevado na minha segunda nota, já que não o fora antes.

    Nunca tendo estado lá, tenho perfeito conhecimento da existência da Praia do Moçambique em Floripa, pois tenho um grande amigo brasileiro que é de lá e que passa a vida a convidar-me a visitar Floripa, que me parece ser uma cidade e uma terra maravilhosa. Confesso que me intrigou a designação da praia (se calhar mais do que as razões algo desconcertantes para a melodia do Dylan)mas o mais que encontrei foi que o nome deriva dum molusco semelhante à ostra ali encontrado, chamado Moçambique. Do que me dizem e do que leio, aquilo é um paraíso, a praia e a cidade. Um dia tenho que ir a Floripa.

    Não sei se o Dylan esteve alguma vez em Floripa. Mas quase certamente que ele nunca esteve em África, muito menos em Moçambique.

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 12:49 pm

  22. Olá VA

    Só agora vi a mensagem acima.

    Pois eu considero que as opiniões e perspectivas devem ser lidas e apreciadas pelo que valem e a informação que transmitem. Como dizem os americanos, “live and learn”. Se esta Casa apenas serve para regorgitar sobre o politicamente correcto no que concerne África e a Moçambique(há apenas uma, uma entrada no índice do Maschamba, para esse tópico e aplica-se a tudo)estaríamos então cintados num mundo algo redutor.

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 1:01 pm

  23. Como este teu último comentário usa dois tempos verbais eu prefiro aderir a uma interpretação fiel ao segundo, ao condicional. Não me parece, repito, que aqui seja o local do politicamente correcto (juizes na nossa casa, enfim). [nem de proposito eu a meter uma entrada sob essa categoria e tu a resmungá-la]

    Comentar por jpt — 17/10/2010 @ 1:12 pm

  24. Bom dia Zé

    Não resmungo mais. Está um dia lindo em Alcoentre. Vou plantar um lote de cactos iguais àqueles que estão do lado esquerdo da fronteira em Ressano Garcia para quem vai para a Á do Sul. Depois ler os jornais para ver se ainda há um Portugal, pelo menos fiscalmente.

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 1:16 pm

  25. Mas afinal não estamos todos a dizer quase, quase a mesma coisa?🙂
    Falta-me falar sobre o Dylan, que me destroçou a alma quando, aos dezasseis anos, tomei conhecimento que era sócio, ou algo do género, de uma fábrica de armamento.

    Floripa – Dois relatos de amigos que lá estiveram:
    1)É uma maravilha, capital do surf e fantástico, cheia de exotismo e tal.
    2)Uma estância balnear à europeia, mas com palmeiras. O exotismo é construído para turista ver.
    Estás a ver? Duas perspectivas bem diferentes mas válidas para perceber esse tal de paraíso.

    Bom domingo!

    Comentar por VA — 17/10/2010 @ 1:17 pm

  26. ABM,

    Penso que entendeste quando entrei com a “Moçambique” de Floripa. Foi só uma forma de me fazer entender que para a rima do Bob – Bob fica bem pessoal, não é? – tanto faz o nosso Moçambique, que ele se refere quase como uma praia e não como uma nação, como o a praia de Moçambique em Floripa ou outra qualquer que possa existir, sei lá, na costa do Pacífico da USA.
    Querer avaliar esta música com aspectos revolucionários porque vem de um revolucionário é querer se frustrar, como também o é ao se querer ver nela uma fotografia de África ou mesmo de Moçambique.
    Sobre Florianópolis, estás a demorar a aceitar o convite do teu amigo. É de fato uma cidade diferenciada, pelas suas características geográficas que fica distribuída entre o continente e uma ilha belíssima ligados por uma ponte, e pela sua gente.
    Como uma das particularidades do seu povo, aponto o seu sotaque que é o que fica mais próximo do português luso. É que por lá houve uma grande influência da colonização de açorianos que chegaram por lá mais fortemente entre 1748 e 1756 e em grande parte se assentaram na região do litoral. A arte da pesca, de pequeno porte, é bastante similar à que se vê nos Açores. Ali são vistos, até hoje, grandes artesãos de redes de pesca. Muitas vezes eu e a minha mulher somos confundidos por “catarinas” devido ao nosso sotaque português já um tanto suavizado, mas ainda bastante presente.
    O problema de Floripa fica somente por estar muito ao sul do hemisfério do sul, o que faz com que parte do ano seja muito frio e não se possa aproveitar tanto as suas praias. Quando vieres, não erres na estação do ano. Dezembro a Março será, pelo clima, o ideal.

    ———–

    VA,

    Não conheço, pessoalmente, balneários europeus para confirmar ou não se Floripa tem semelhnaças. Vejo Floripa como um nordeste brasileiro no sul do país, tanto pela floresta Atlantica, como pelas infraestruras presentes. Sé é o clima ou o se ver mais loiros em Florianópolis do que no Nordeste brasileiro, posso entender a comparação que faz.

    Comentar por Zé Paulo — 17/10/2010 @ 2:35 pm

  27. Zé Paulo

    O que sei de Floripa sem ter estado lá é que é deslumbrante. Sabia do povoamento por açorianos (sabia que toda a minha família até ao séx. XVI é de São Miguel? pois). Tem razão, é frescote esta altura do ano, mas mais do que compensa no verão brasileiro.

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 2:41 pm

  28. VA,

    Agora que já somos um pouco mais crescidinhos podemos perguntar ao Bob se seria verdade que ele teria sido sócio de uma fábrica de armas. Penos que ele vá desmentir.😉

    Comentar por Zé Paulo — 17/10/2010 @ 2:46 pm

  29. Zé Paulo

    O que eu acho é que ser uma celebridade tem a vantagem de nos dar dinheiro, mas de resto é uma deavassa sem fim. Não conheço nada sobre o assunto, mas que o Bob Dylan conscientemente investisse o seu dinheiro em negócios de fabrico de armamento é para mim surreal. Mas enfim.

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 2:51 pm

  30. ABM,
    Se este teu último comentário tivesse sido feito no Facebook, eu clicaria no “curti / gostei”.😉

    Comentar por Zé Paulo — 17/10/2010 @ 3:24 pm

  31. De Sºa Miglito olá familia como é, tudo.

    Comentar por Pott.Fraga — 17/10/2010 @ 3:32 pm

  32. Zé Paulo,

    Clica, clica.

    Sr Pott Fraga

    Tudo bem consigo?

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 3:39 pm

  33. Acho surreal que aqui surja a historieta da fábrica de armamento do Dylan (que é à escala uma espécie de “sá carneiro paga os 33 mil contos”). “Por amor de Deus”, diz o ateu. Depois há outra coisa, se se está discutir o artista, a obra, as deambulações dele. Ou se estamos a discutir as opiniões sobre ou as atitudes face a …

    Comentar por jpt — 17/10/2010 @ 4:34 pm

  34. O quê, ele tinha uma fábrica de armamento ?!! (…) pois nunca ouvi falar de nada até esta manhã pelo nosso amigo. Tenho um certo bloqueio mental no que concerne a informações sobre o Dylan para além do que já disse.

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 4:41 pm

  35. Caro Zé Paulo,

    Só mencionei Floripa a título de exemplo para explanar sobre o que podem ser duas visões diferentes sobre um mesmo local.
    Não tenho nada contra estâncias balneares, pelo contrário. A de Saint- Malo, no norte de França, é bestial. Mas também o são as das ilhas Phi-Phi, com exotismo ou sem ele. Não se tratava da qualidade das estâncias mas de visões do mundo.

    E Floripa é local a ir, ABM. Pessoalmente, interessa-me sobremaneira a qualidade de onda que apresenta.

    Comentar por VA — 17/10/2010 @ 4:44 pm

  36. JPT,
    Hoje estás para resmungar. Não se estava a discutir a obra do homem. Estava-se exactamente a discutir a visão do mundo do homem, ou melhor, a visão do mundo que ele pretendeu fazer passar e que todos nós consumimos como ícone revolucionário. E essa não pode ser dissociada da história do armamento…diz a afinal católica que pensava que era ateia.🙂

    Comentar por VA — 17/10/2010 @ 4:50 pm

  37. A visão do mundo do homem, do qual não sou paladino (nem mesmo quanto à música – reagi a uma atitude face a …) não tem rigorosamente nada face a essa tralha de história. Não estou a resmungar, acho absolutamente espantoso que em 2010 se levante face ao Dylan esse tipo de argumentação (o que nao quer dizer que não se lembre a história, mas não numa ligação directa com o homem)

    Já agora, a velha história que lembro difusamente (início anos 70s?) – e muito pré-Tea Party, dir-se-ia agora – levou alguém a referir (e não me lembro quem) que Dylan não fazia a gestão do seu dinheiro e que o gestor tinha adquirido pacotes de acções nas quais se incluiam acções de uma empresa de armamento. Estou tipo Chile, a pescar muito fundo na memória. O que tem isso a ver com a cosmovisão do Dylan? O que tem a ver no sentido de que relevo terá para ser referido agora?

    Comentar por jpt — 17/10/2010 @ 5:01 pm

  38. Depreende-se que o homem era(é) uma empresa capitalista e revolucionária, logo fantástica para conjecturar…de relevo só terá o facto de ser uma das únicas referências que retive (sim, apesar de ter ouvido e até visto documentários sobre a personagem) porque sempre me chateou a sua voz ensonada e mal articulada. Finalmente porque não lhe reconheço virtuosismo de monta na guitarra e porque me apeteceu…e mais nada!

    Comentar por VA — 17/10/2010 @ 5:19 pm

  39. Jpt

    A ter acontecido, suspeito que foi isso mesmo.

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 5:46 pm

  40. Seria revolucionário sinônimo de pobre ou comunista?

    Comentar por Zé Paulo — 17/10/2010 @ 6:50 pm

  41. Seria revolucionário sinônimo de pobre ou comunista?
    Agora deu-me mesmo um nó!…

    Comentar por Zé Paulo — 17/10/2010 @ 6:53 pm

  42. VA,

    Penso que entendi quando falas de duas visões sobre um mesmo local. Isso acontece até mesmo em uma mesma pessoa que em um fim de semana se instale em uma pousada mais rústica, aproveitando-se do amibeente natural que o lugar lhe oferece, e em outro fim de semana se instale em um hotel 5 estrelas onde no meio do salão tenha uma palmeira impotada do Hawaí. Sem deixarem, provavelmente, os dois endereços de ser boas alternativas, é possivel que se passe a ter duas ou mais visões de um memso lugar, ou até que se consiga concluir ser o lugar um conjunto de alternativas.
    Mas estás certo numa coisa. As ondas das praias serão as mesmas para o turista da pousada e do hotel 5 estrelas e se ambos gostam de surf vão aproveitar.

    *Fugindo de filosofias e figurações, em momento algum achei que não gostavas de balneários, só não consegui assimilar a comparação de Floripa com balneários europeus. Talvez por ignorância minha, por desconhecer Saint- Malo, entre outras maravilhas que sei existirem na Europa. Por fotos e videos não consegui ver uma Floripa nelas, nem vice-versa.

    Comentar por Zé Paulo — 17/10/2010 @ 7:14 pm

  43. Disto retenho que tenho que ir a Floripa (onde é) e ouvir o velho Dylan. E, concedo, voltar a fumar. Vou ali ao piripiri comprar um maço de peter

    Comentar por jpt — 17/10/2010 @ 7:32 pm

  44. […] entrada anterior chispou polémica interna (entre bloguistas do ma-schamba e entre comentadores residentes). Quero […]

    Pingback por A ideologia: Dylan et al | ma-schamba — 17/10/2010 @ 7:46 pm

  45. Gosto tanto quando me “colam” ao género masculino. Será do discurso????🙂

    Comentar por VA — 17/10/2010 @ 7:50 pm

  46. VA

    Não. É das iniciais. Toda a gente sabe que VA quer dizer “Vítor António”.

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 8:11 pm

  47. não é o venceslau?

    Comentar por jpt — 17/10/2010 @ 8:42 pm

  48. ahahahah
    Mas também pode ser “Validation Authority”, “Value Added” ou, simplesmente, Vários Artistas..

    Comentar por VA — 17/10/2010 @ 8:52 pm

  49. Se tivesse um “I” antes ficava “IVA”. Muito na moda estes dias…

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 9:48 pm

  50. ABM nem mais a VA fica escolhida como a nossa IVA. our own private VAT

    Comentar por jpt — 17/10/2010 @ 9:54 pm

  51. Tem piada:

    IVA parece um nome feminino, até agradável.

    Mas em Portugal é “o” IVA.

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 10:14 pm

  52. Desculpa, Va.
    Mas podes ter a certeza que não tem nada a haver com o discurso, até porque não acredito nessa divisão.
    Mais uma vez as minhas desculpas.

    Comentar por Zé Paulo — 17/10/2010 @ 10:57 pm

  53. ABM,
    Há feminino desagradável, não “esterotipes” a coisa, por favor.

    JPT,
    Private VAT dá direito a honorários por cada comentário em conformidade com o espírito do post ou antes exige a prática de algum tipo de censura? Ou será ainda aquela máxima da estupidez que paga imposto?

    Zé Paulo,
    Desculpado, não podia adivinhar a minha promoção a imposto maschambeiro.

    Comentar por VA — 17/10/2010 @ 11:19 pm

  54. Our own private VAT é divisa para comentador(a) amado(a)

    Comentar por jpt — 17/10/2010 @ 11:21 pm

  55. ABM eu devia ter começado por esta crítica. A fotografia que encima este texto (e que presumo não ser, infelizmente, da tua autoria) é … como dizer? … apreciável. “Apreciável”, é isso

    Comentar por jpt — 17/10/2010 @ 11:22 pm

  56. Sabes que já me lembrei disso? De dizer qualquer coisas sobre a fotografia…é que tem um não sei que de Leni Riefenstahl. Uma África inventada, pois então.

    Comentar por VA — 17/10/2010 @ 11:29 pm

  57. É dum qualquer, fotógrafo adiantado mental, espectacular, daquele que assina as fotografias.

    Comentar por ABM — 17/10/2010 @ 11:41 pm

  58. IVA inventadas podem ser. Mas que belas invenções

    Comentar por jpt — 17/10/2010 @ 11:55 pm

  59. Abençoados sejam! Estava eu para aqui, como boi a olhar p’ra palácio, sem entender tanta teoria à volta do Bob Dylan e do “seu” Mozambique, quando o mistério se revela ao 55º comentário: a fotografia que encima a crónica de ABM… o pomo. Mas viva a polémiva. Eu sou a favor!

    Comentar por ERFERREIRA — 18/10/2010 @ 12:08 am

  60. Sr ER Ferreira

    Trata-se de uma velha técnica que aprendi com o Correio da Manhã de Lisboa há uns anos. Dá-se as notícias e o resto, e no caso daquilo tudo ser uma treta e os leitores não gostarem, mete-se uma mulher nua no meio. Não interessa quem é. Nunca falha. Mas o Jpt anda sempre tão embrulhado nos prismas estereotipo-analítico-sociológicos que só deu por ela depois do 54º comentário.

    O que quer dizer que falhei. Se tivesse metido a menina estancada no meio do texto, como manda a Regra Dourada do Correio da Manhã, não havia discussão.

    Comentar por ABM — 18/10/2010 @ 1:18 am

  61. ABM acabas de desvendar aos prezados leitores e comentadores o drama da minha vida. Desde a mais tenra idade que só atento no fundamental (e quando atento) à 55ª hipótese

    Comentar por jpt — 18/10/2010 @ 1:26 am

  62. Jpt

    A minha mãe ensinava que o sucesso derivava tanto do génio como da tentativa.

    Comentar por ABM — 18/10/2010 @ 2:10 am

  63. Sim, mas eu não me referia à 55ª tentativa. Sim à 55ª hipótese. A Senhora tua Mãe haveria de me invectivar, com toda a legitimidade.

    Comentar por jpt — 18/10/2010 @ 2:40 am

  64. Mais um caso de crucificação de Dylan por não ser revolucionário ou engagé. A canção é do album Desire, de Janeiro de 1976: já não havia guerra colonial.

    Comentar por João Aldeia — 15/03/2011 @ 9:55 pm


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