THE DELAGOA BAY REVIEW

27/10/2010

FUMO NEGRO NA CHAMINÉ

Fumo negro a sair da chaminé da Capela Sistina no Vaticano: ainda não há Papa. Em Lisboa, não há acordo quanto ao orçamento para 2011.

por ABM (27 de Outubro de 2010)

Depois de cinco dias de negociações à porta fechada entre duas equipas representando o PS de José Sócrates e o PSD de Pedro Coelho, um agitado Eduardo Catroga, que liderava a equipa do PSD, apareceu na televisão portuguesa ao vivo às 11 horas da manhã de hoje (hora de Lisboa) com uma longa, longa, longa diatribe, tentando explicar em detalhe minucioso afinal o que se passou lá dentro na mesa das negociações.

Da sua descrição, aquilo foi uma “barraca” desde o primeiro momento, uma confrontação entre um suspeito desassambramento dos PSD’s e o já habitual orçamentismo cha cha cha cor de rosa dos PS’s.

A conclusão de Catroga: o PSD não detectou no PS a vontade política de chegar a um acordo, especialmente no que concerne a cortes nas despesas.

Falta ouvir a choradeira do PS e entender se o PSD vai ou não vai vetar a proposta de orçamento.

A situação, assim, agrava-se e sobe mais a pressão sobre Portugal. Nos mercados internacionais hoje vai ser uma festa. Estejam atentos aos impactos.

Não posso deixar de salientar a gravidade do que aqui se está a passar. Isto é mau, mau, mau, muito mau.

Poderei voltar ao assunto em adenda, pois o filme de hoje ainda não acabou. No jogo comunicacional, o PSD ganhou um ponto por aparecer primeiro na televisão a apontar o dedo. Mas falta ouvir os raciocínios dos senhores do PS.

4 comentários »

  1. ABM,

    Não se preocupe. Isto está tudo controlado.

    Os Portugueses confiaram mais uma legislatura ao PS porque acreditam no Primeiro Ministro.

    E este ano o Ministro das Finanças não pode cortar nas despesas porque “tem de ser rigoroso”. Mas é só este ano.

    O PSD ainda não se percebeu muito bem o que quer.

    Estamos “no processo”.

    Comentar por Pedro Silveira — 28/10/2010 @ 12:31 am

  2. Sr Silveira

    Sim, sim, o incêndio ainda não passou da cozinha para a sala de estar….

    Comentar por ABM — 28/10/2010 @ 12:38 am

  3. Mas também não há crise porque na sala a mobilia é toda do banco………., e o mesmo no resto da casa e a própria casa.

    Comentar por Pedro Silveira — 28/10/2010 @ 12:56 am

  4. Sr Silveira

    Nos dias que correm, a falência de (mais) um banco de porte médio em Portugal seria quase catastrófico. Esse cenário colocaria sob uma pressão intolerável o sistema financeiro. Portanto se a casa arder, os reflexos não seriam só no ou nos bancos: teria um efeito significativo sobre toda a sociedade.

    Mas creio que entendo onde quer chegar.

    Comentar por ABM — 28/10/2010 @ 1:08 am


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