THE DELAGOA BAY REVIEW

28/10/2010

ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DA UNIV. DE LOURENÇO MARQUES, 1974

Filed under: História Moçambique, João Costa (Funcho), ULM em 1974 — ABM @ 9:07 pm

Estudantes da Associação Académica da Universidade de Lourenço Marques, 1974.

por ABM (28 de Outubro de 2010)

Um exmo. Leitor fez-me chegar estas fotografias, tiradas em meados do ano 1974, de manifestações dos estudantes da Universidade de Lourenço Marques. Para além do lúdico de eventualmente algum exmo. Leitor se rever ou os amigos e inimigos naqueles tempos de enorme transição, têm a particularidade de transmitir parte da efervescência que se viveu em certos meios da então ainda capital colonial.

Para além do que parece uma bandeira da China comunista, o resto parece indicar que estavam a exigir uma maior autonomia na gestão da universidade.

Eu na altura nadava e jogava ao berlinde e por isso pouco sei sobre o assunto. Nem sabia que havia assim tantos estudantes universitários naqueles tempos.

Ums niquinhos de informação:

1. O presidente da Associação Académica era um miúdo chamado Ivo Garrido.

2. Havia lá um outro míudo chamdo Mia Couto, em medicina. Mas não gostava e mudou para biologia.

As fotografias serão da autoria do consagrado João Funcho, que na altura geriu a Associação Académica de Fotografia na então ULM, mas não tive forma de o confirmar.

AAULM 1974 101

AAULM 1974 102

AAULM 1974 104

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AAULM 1974 120

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25 comentários »

  1. na foto 116, é uma Honda SS 50 V. tive uma Z, mecânica e quadro iguais mas desde a óptica até ao final do assento (com um “côco”) era diferente, pró bonito
    em frente à residência univ. (fotos 112 – 116) era o Tico-Tico, café frequentado pelos estudantes e que tinha uns pregos trinchados óptimos.
    eu abancava no caramachão ao lado do campo de ténis da Casa das Beiras/cinema Nacional (óptimos bailes/filmes da treta), ali a trinta metros. em frente morava um senhor chamado Diamantino qualquer-coisa (esqueci), que uma noite, zangado com a música que ouvíamos (o volume? a selecção musical?) deu-se ao trabalho de vir cá abaixo para nos pregar um cagaço: entregou-nos um ‘cartão de visita’ que o apresentava como agente da Polícia Internacional e de Defesa do Estado. não se percebeu o que uma coisa tinha a ver com a outra, e lembro-me que tocou-se o “Smoke on the Water” dos Deep Purple e o abliblabi borbulhou e fumegou mal ele virou costas, oyé

    é o que as memórias dão…

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    Comentar por cg — 28/10/2010 @ 9:43 pm

  2. Em frente à Casa das Beiras, de nome próprio Diamantino deveria ser Galamba [irmão da Sra. D. Belmira (casada com o Sr. Sanches Dias e Mãe da Maria Elvira e do Carlos Alberto) e do Sr. Américo Galamba (sócio (?) da firma A. Teixeira na Av. República, adiante da F. Bridler, Pai da Dadinha que foi casada com o Carlos Alberto Tavares, filho do Sr. Manuel Tavares (do Martha da Cruz & Tavares) e da Sra. D. Natália. Uffff… Cansei!]

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    Comentar por Lucília Vieira — 28/10/2010 @ 11:23 pm

  3. ó Cila, tu és demais eheheh bolas, ainda está para vir uma refª laurentina algo enevoada que se faça e tu não a esclareças ehehehe já to disse n vezes, mas repito-o: admiro essa capacidade de memorizar ao pormenor!

    há um erro mas foi meu: não era “em frente” da CdB que o polícia insone morava. teria dito mais correctamente “ao lado”: morava “em frente” ao campo de ténis, portanto do outro lado da av. que vinha lá da Pinh. Chagas e passava à frente da resid. universitária e do Tico-Tico, falha-me o nome mas essa para ti é fácil 🙂

    beijinho 🙂 o que eu me ri com a tua descrição da família Galamba ehehe tu és demais ehehe

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    Comentar por cg — 28/10/2010 @ 11:39 pm

  4. A coincidência do nome tramou-nos! E olha que encontrar dois Diamantinos (quase) no mesmo quarteirão não deve ser tarefa fácil. (rsss)
    Precisemos então, Carlitos:
    Mesmo em frente à CdB era a moradia do Sr. Diamantino Galamba. Se bem me recordo – permaneci em Maputo até 79 – foi integrada no complexo da embaixada da então URSS.
    A artéria de que falas era a Pêro de Alenquer – hoje Amílcar Cabral. E o Tico-Tico tinha sido a “velha” cervejaria Sacadura, de muitos e renomados méritos, de acordo com o pessoal (ainda) mais antigo que eu.

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    Comentar por Lucília Vieira — 29/10/2010 @ 12:13 am

  5. Exmos

    Porreiro mas…então e….sobre a revolta dos estudantes….nada?

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    Comentar por ABM — 29/10/2010 @ 12:26 am

  6. Eu é mais toponímia e outros detalhes.
    Depois, à data dessa revolta, frequentava o ICLM, pese embora fizesse do self a minha sala de estudo.
    Em todo o caso, permiti-me recomendar o post a jovens um nadinha mais idosos que eu. Aguardemos o contributo.

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    Comentar por Lucília Vieira — 29/10/2010 @ 12:33 am

  7. estas fotos sao do Funcho (Joao Costa)

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    Comentar por teresa moreira de carvalho — 29/10/2010 @ 12:55 am

  8. fotos de Funcho (joao Costa)

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    Comentar por teresa moreira de carvalho — 29/10/2010 @ 12:56 am

  9. Teresa,

    Muito obrigado. Ele era/é fotógrafo?

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    Comentar por ABM — 29/10/2010 @ 12:58 am

  10. Isto levanta uma questão ABM (passo ao email).

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    Comentar por jpt — 29/10/2010 @ 1:14 am

  11. Respondido Jpt (passado ao email).

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    Comentar por ABM — 29/10/2010 @ 2:05 am

  12. Sobre João Costa: http://www.iluminandovidas.org/pages/joao.html

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    Comentar por Lucília Vieira — 29/10/2010 @ 12:15 pm

  13. O Funcho é fotografo sim e estas fotos foram tiradas numa Assembleia Magna da AAda ULM em 1974

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    Comentar por teresa moreira de carvalho — 29/10/2010 @ 8:53 pm

  14. Não consigo ver um negro nestas fotos…Onde está o Wally? é caso para dizer…

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    Comentar por VA — 30/10/2010 @ 4:05 am

    • VÁ VA não comeces com coisas, que ainda explode a eterna discussão sobre o lusotropicalismo. TMC, idem, e o teu veneno ainda por cima é mais específico, letal, com menos acesso a antídoto …

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      Comentar por jpt — 30/10/2010 @ 7:23 pm

  15. negros ?!! Poucos muito poucos ;( e a maior parte dos estudantes destas fotos também desconseguiu aguwentar a REVOLUTION

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    Comentar por teresa moreira de carvalho — 30/10/2010 @ 11:52 am

  16. Gostei das fotos fez-me reviver um passado distante, já lá vai tanto tempo.
    Na altura ainda era um miúdo de 11 anos, no entanto a minha mãe trabalhava no INE ali mesmo ao lado.
    Recordar é viver…

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    Comentar por Kafe Kultura — 01/11/2010 @ 5:57 pm

  17. Só whites

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    Comentar por Luis Trabulo — 07/01/2011 @ 2:32 pm

    • ah ah ah – pensei isso tambm….

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      Comentar por Antonio Botelho de Melo — 07/01/2011 @ 4:57 pm

  18. Tempos dificeis de enorme confusão em que muitos,a maioria nada sabia o que se passava mas “ficava feio” não ir pelo menos assistir a estas RGAs AM etc. Uns quiseram tirar partido da sua revolucionarite(doença desses tempos.Poucos conseguiram usufruir, outros passaram um mau bocado mas estão “bem”, a maioria não conseguiu aguentar a passada e desistiram rápido, outros ainda tentaram por uns tempos mas desistiram igualmente. A maioria para não dizer totalidade da malta que vejo nas fotos queriam ficar a viver e a dar o seu contributo a Moçambique, terra que os viu nascer a eles e por vezes já aos Pais e Avós. Tudo se podia ter evitado se na altura tivesse havido o bom senso de no mínimo ouvir o que muitos apelaram, mas que eram imediatamente mal tratados e por vezes enxovalhados. Todos perderam mas especialmente aqueles que se dizia defender por ser os mais fracos e terem menores condições de se livrarem do mau viver.

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    Comentar por Jose Crespo de Carvalho — 14/09/2011 @ 10:12 am

  19. Quantos destes patetas revolucionários ficaram em Moçambique???
    Esta malta pseudo-reviolucionária na ex-URSS seriam chamados de “os tontos úteis”…

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    Comentar por José Correia — 03/07/2014 @ 1:54 pm

  20. Às vezes, por mero acaso, descobrem-se estes tesouros fotográficos de que gostei muito.

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    Comentar por João Nogueira da Costa — 08/08/2015 @ 1:55 pm

  21. A grande maioria dos retratados é branca, mas se as fotografias forem vistas com atenção conseguem-se avistar alguns negros, mulatos, indianos e até chineses, logo a Universidade de Lourenço Marques não era segregada. Pena que a maior destes brancos, sobretudo os que hastearam a bandeira com a foice e o martelo não tenham sido coerentes com o seu ideário e daí a menos de um ano já estivessem de abalada a maioria para a a ex-Metrópole, outros ainda para a Rodésia, a África do Sul, a Austrália e o Brasil.

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    Comentar por José Lima — 29/04/2016 @ 9:42 am

  22. Que saudades da nossa juventude!
    Na primeira foto desta série, atrás dos que estão sentados, em primeiro plano, à direita e de pé a ler um panfleto, está o Nuno Bulhão Pato, então acabado de se formar em Engenharia Electrotécnica; atrás dele, quase encostado e mais ou menos de perfil, o nosso saudoso amigo Eduardo Barroso; mais atrás ( só se vê a parte superior da cabeça dele, por trás do braço do Barroso) tenho quase a certeza que é o Júlio Neto, Engº de Minas, que hoje vive na Austrália. E eu, a sentada mais atrás, de cabelos longos bem lisos, do lado do Nuno, então meu marido e pai de meus três filhos – Nuno, Raul e Márcia Estela. Se alguém conseguir identificar mais pessoas dessa foto, ficarei agradecida, pois os rostos me são familiares, mas não me lembro dos respectivos nomes. Bons tempos!

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    Comentar por Maria Manuela da Encarnação Oliveira — 08/12/2016 @ 2:03 pm

    • Olá Maria Manuela e obrigado pela visia aqui ao blogue 🙂 ABM

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      Comentar por ABM — 08/12/2016 @ 2:10 pm


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