THE DELAGOA BAY REVIEW

28/10/2010

OFENSIVA POLÍTICA E ORGANIZACIONAL DA FRELIMO, 1980

No âmbito da Ofensiva, o Presidente Machel aparece de surpresa com a sua comitiva numa escola de Maputo. À sua esquerda vê-se Carlos Cardoso. À sua frente o José Cabaço, mais à direita Miguéis Lopes Júnior. Mesmo no canto do lado direito vê-se Graça Machel.

O Presidente Machel dirige-se aos alunos e professores. Atrás dele vê-se Calane da Silva. No extremo direito da foto, de óculos, é Luis Bernardo Honwana.

por ABM (28 de Outubro de 2010)

Até recentemente não fazia a mínima ideia do que fora a Ofensiva Política e Organizacional da Frelimo nos anos 80, apenas considerava que as fotos eram o máximo.

No entanto, a chamada Ofensiva Política e Organizacional foi um marco, um evento crucial na evolução do sistema e – principalmente, no pensamento político e económico de Samora Machel em termos da dialéctica do conflito interno da Frelimo de então e do Presidente moçambicano no que concerne ao futuro.

O insigne académico José Negrão, da Universidade Eduardo Mondlane (infelizmente falecido em 2005) deixou-nos um verdadeiro tesouro, na forma de um texto intitulado Samora e Desenvolvimento, datado de Maio de 2001, que na minha humilde opinião devia ser leitura obrigatória para todos os estudantes, apreciadores e analistas (até os de bancada) do percurso económico-político moçambicano dos primeiros dez anos após a Independência. Tem as vantagens de uma leitura erudita mas fácil de seguir, e de permitir ao seu leitor uma perspectiva particularmente reveladora do pensamento do presidente Machel.

O texto do prof. Negrão situa e descreve claramente o que foi a OPO e o contexto em que se insere.

E por o exmo. Leitor estar a ler aqui o Maschamba, pode ler o texto premindo AQUI.

Totalmente grátis e nem sequer precisa de se pré-registar.

(grato ao LL)

7 comentários »

  1. O LL não é o emérito comentador residente Lowlander (aka LL) pois não?

    Comentar por jpt — 28/10/2010 @ 11:39 pm

  2. Jpt

    Credo cruzes.

    Não, é outro.

    Comentar por ABM — 28/10/2010 @ 11:41 pm

  3. Ok, fica o LL b

    Comentar por jpt — 28/10/2010 @ 11:50 pm

  4. SM já foi canonizado?!

    “Erava” um santo, perdão, santinho!

    O culto da personalidade, a glorificação, a fabricação e (re)construção histórica, também sobressaeam, mas não ofuscam – convém óculos de sol, mesmo chineses.

    Mas, como também escreve, e bem, um insigne Moçambicano, “Moçambique precisa de heróis”, arrematando, “infelizmente”.

    Não destes, escrevo eu.

    Comentar por umBhalane — 29/10/2010 @ 9:36 am

    • É ridículo. Não chega a ser injusto porque é ridículo. É ridículo por faltar informação, formação, cultura, educação… Samora não é santo porque é ser muito do humano. Samora não podia nunca ser santo: não há altar para o seu tamanho. Não há altar para pessoas do tamanho de Samora. Podes não ser as ideias de Samora. Podes discordar delas. És livre de optar, de opinar… és até livre de pensar! Também és livre de não querer saber de nada só falar… por falar… é até um bocado por isso que é muito ridículo tratar Samora com o desrespeito próprio de gente mal educada, de gente que acha que liberdade e apetite se equivalem… logo, ser livre é fazer o que apetece… e se apetece dizer calinadas… claro, diz-se que para isso é que a liberdade existe. Pois. Mas para mim, e ‘desconfio’ que para Samora, liberdade é como tesouro, como pedra preciosa, como raridade muito rara e única. Não é coisa de esbanjar conforme os apetites. É que há gente, muita gente, que, tal como em tempo de Samora, tem fome de liberdade. Por favor: estima, aprecia, não estraga, não? Obrigada.

      Comentar por Teresa Mufe — 20/10/2014 @ 6:19 pm

    • Teresa Muge e não ‘Mufe’

      Comentar por Teresa Muge — 20/10/2014 @ 6:25 pm

      • É ridículo. Não chega a ser injusto porque é ridículo. É ridículo por faltar informação, formação, cultura, educação… Samora não é santo porque é ser muito do humano. Samora não podia nunca ser santo: não há altar para o seu tamanho. Não há altar para pessoas do tamanho de Samora. Podes não ser as ideias de Samora. Podes discordar delas. És livre de optar, de opinar… és até livre de pensar! Também és livre de não querer saber de nada só falar… por falar… é até um bocado por isso que é muito ridículo tratar Samora com o desrespeito próprio de gente mal educada, de gente que acha que liberdade e apetite se equivalem… logo, ser livre é fazer o que apetece… e se apetece dizer calinadas… claro, diz-se que para isso é que a liberdade existe. Pois. Mas para mim, e ‘desconfio’ que para Samora, liberdade é como tesouro, como pedra preciosa, como raridade muito rara e única. Não é coisa de esbanjar conforme os apetites. É que há gente, muita gente, que, tal como em tempo de Samora, tem fome de liberdade. Por favor: estima, aprecia, não estraga, não? Obrigada.

        Comentar por Teresa Muge — 20/10/2014 @ 6:27 pm


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