THE DELAGOA BAY REVIEW

PRETO AQUI NÃO ENTRA

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No tempo colonial – que, note-se, acabou há quase quarenta anos – pode ser que estas coisas existissem e nem sequer fizessem notícia. Mas estamos no ano da Graça de Deus de 2011. E, com vénia, isto é o que sai hoje no magnífico Diário do País, que se publica em Maputo: cidadão quer ir à praia, mete-se à estrada, e unicamente porque é preto, correm com ele da praia. O cidadão é de Moçambique, e o país onde está é Moçambique.

O chato é que eu acho que isto é tudo verdade.

Algo está mal aqui. Seriamente mal. Os moçambicanos negros, que são quase todos os moçambicanos (não é) devia ser capazes de ir a um raio duma praia no seu país, a um parque, a um restaurante, sem terem que sentir que são olhados ou tratados diferentemente, ou ainda por cima preteridos. Unicamente porque são da raça esmagadoramente maioritária no país.

Em 2011, não fosse isto tão trágico, seria quase cómico.

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