THE DELAGOA BAY REVIEW

22/01/2011

NADA MUDOU AINDA

O futuro próximo: Portugal o terceiro a contar do fim em crescimento do PIB, com uma estimativa de -1 por cento em 2011.

Na ante-véspera da eleição presidencial portuguesa, inquéritos de última hora, como antecipado, prevêm que Aníbal Cavaco Silva seja re-eleito presidente para mais um mandato de cinco anos. Nada de novo aqui, para além de alguma indigestão por uma campanha particularmente devassa de conteúdo.

José Sócrates ainda é primeiro-ministro e Pedro Passos Coelho ainda está à espera de uma oportunidade.

Entretanto, como sempre sem explicação aparente, um litro de gasolina de 95 octanas vende a um euro e cinquenta e oito cêntimos à porta da minha casa e já se notam os efeitos do IVA de 23 por cento a penetrar em tudo o que se compra ou se paga.

Esta semana, os funcionários públicos estão a abrir com alguma incredulidade os seus comprovativos de salários e a ver o início da razia que pouco mais que é o começo da factura por 35 anos de “socialismo”.

Ainda que as notícias indiquem que as vendas automóveis tiveram em Dezembro um pico de 30 por cento em relação ao ano anterior. “Antecipação da compra por razões fiscais”, foi a razão apontada.

As notícias indicam também o maior número de residentes desempregados desde há muitos anos, e a confirmação da tendência para uma cada vez mais crescente desigualdade entre os que ganham mais e os que ganham menos em Portugal, o que não deixa de ser curioso tendo em conta o tal de “socialismo”.

E uma vacina contra a febre amarela passou de uma penada de 15 cêntimos para cem euros. “Actualização”, foi a explicação.

Os bancos portugueses mantêm a habitual postura esfíngica, mas cada vez mais se denota um certo desesperozinho em arranjar funding para manter as suas operações. Este não vai ser um ano fácil, apesar do aparente tsunami de crédito mal parado, das taxas de juro cada vez mais punitivas e da fiscalidade usurária que cada vez mais se abate sobre quem trabalha para o que ganha e para quem poupou e tem que gerir essas poupanças.

Na televisão, o lixo falante culpa os alemães e exige indignado o que em Moçambique se chama, algo eufemísticamente, “cooperação”. Cooperação essa que, dependendo de quem se leia, vai dos 50 aos 100 mil milhões de euros. Para não falar dos espanholes, e, surpreendentemente, dos belgas, que parece que precisam de muito mais “cooperação”.

Isto tudo muito interessante, pois quando Barack Obama criou uma linha de dois mil mil milhões de dólares para segurar a economia americana há quase dois anos, os europeus andaram armados em carapaus de corrida a dizer que no seu continente não havia dessas coisas e que agora é que era a Era do Euro. Pois parece que as Instâncias e os treinadores de bancada, estão a falar de um fundo de apoio de … dois mil mil milhões de euros.

Se os alemães deixarem, claro.

Tirando tudo isto, que apenas empobrecerá o português médio este ano entre 15 e 25 por cento, e estar fazer um pouco mais frio do que o habitual esta semana, rigorosamente nada mudou.

Ainda.

 

PS- Para variar, o “ainda” em cima é no sentido português, não o moçambicano.

1 Comentário »

  1. Ok, todos sabemos que é a Alemanha que manda na Europa. A economia alemã cresceu 2.3 porcento na Europa. quanto a Portugal e aos portugueses…coitados…Portugal, Grécia, Espanha, Irlanda receberam 53 bilhões de euros cada um. Sim, que Portugal fez estradas e projectos. Isso tudo bem, Infraestruturas. Hoje passam fome dois milhões de portugueses de classe média . Antes, coisa que nunca se passou em portugal. Nem depois do 25 de Abril, quando os cofres portugueses foram roubados pelos governos e juntas…de esquerda. Quanto aos milhões da Europa ???? aonde estão…..vocês pensaram que a Alemanha e a Comunidade Europeia continuava a dar esmolas a portugal?? Agora, estão 200 mil portugueses educados com cursos de medicina e tecnologia avancada na África do Sul . Esses mesmos, mais educados, que falam mais que uma língua, vão emmigrando para a Austrália, EUA, Canadá e Nova Zelândia. Com tanto dinheiro…que Portugal recebeu deviam ter criado indústrias com futuro na área médica, de medicina e de tecnologia, pois era só ir buscar à África do Sul esses técnicos…que falam português mas que já têm a mentalidade de um mundo global. Nos EUA há cursos de todo o campo médico , desde todo tipo de assistência médica, cursos que levam dois anos e que criam postos de trabalho, desde assistência médica em todos os ramos , a assistência a enfermeiros/as na parte farmacêutica. Clínicas ou postos em policlinicas. Só aí cada português não tinha falta de assistência médica. e por menos um milhão de portugueses tinha trabalho na área de medicina. Eu vivo em Las Vegas, a cidade hoje tem dois milhões de habitantes, 14 hospitais, um em cada subúrbio, não incluindo os postos médicos aonde se atendem situações que não são emergências, como gripes, infecções. cortes , diarreas etc. PORTUGAL TEM CHANCE SÓ QUE OS POLITICOS…VIVEM NO PASSADO, NO VELHO TEMPO…E PENSAM QUE A EUROPA ESTÁ AÍ PARA AUXILIAR PORTUGAL. ALÉM DISSO OS EMPRESARIOS PORTUGUESES EM VEZ DE INVESTIREM NAS EX COLONIAS E ASSIM CONSEGUIR TRAZER NOVAS DIVISAS PARA PORTUGAL, ANDAM OS ALEMÃES, HOLANDESES, CHINESES E SUL-AFRICANOS…A SACAR..SERÁ QUE CONTINUAM ATRASADOS EM PORTUGAL COM A VELHA MENTALIDADE. GOOD LUCK PORTUGAL…BOA SORTE …

    Comentar por anthony alpoim manesa — 22/01/2011 @ 8:21 am


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