Após a quase agonizante fase de espera para tirar isto das presidenciais da agenda, lá se procedeu ao ritual da eleição, num domingo com um frio e vento de rachar. Metade do eleitorado ficou em casa, talvez para poupar na gasolina, que está a 1 euro e 67 cêntimos o litro. Uma parte também não saíu de casa porque não tinha maneira de saber onde é que iria votar (eu falhei por uma nesga). No fim, 23 por cento do eleitorado, ou 54 por cento dos que se incomodaram a votar, elegeu Aníbal Cavaco Silva para mais um mandato.
As surpresas:
1. O tamanho da sova eleitoral que Manuel Alegre levou. Talvez seja desta que ele desaparece de vez da política portuguesa.
2. O tamanho do voto do Dr. Fernando Nobre. Metade protesto, metade simpatia pela sua pessoa, presumo.
3. O grau de ressabianço de um dos candidatos perdedores, que, por ter tido direito a menos de um por cento dos votos, não tem direito a ser mencionado aqui.
4. O maior grau de ressabianço de Cavaco Silva no seu discurso protocolar de vitória. Parece que ficou mesmo chateado com os belisques à sua reputação. Andam muito sensíveis, os nossos políticos.
5. A sensação com que fiquei, ao vê-lo falar, de que Marcelo Rebelo de Sousa começou ontem a sua campanha para presidente quando Cavaco sair de cena. Este é o único cargo que eu sei que ele gostaria de ter na vida. Boa sorte!
Acabadas as festividades, volta-se à crise. Que, apesar de tudo, ainda não se abateu a sério sobre o país.
E José Sócrates ainda a residir no palácio de São Bento.

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