THE DELAGOA BAY REVIEW

08/11/2017

100 ANOS DE INFÂMIA E 50 ANOS DE MOÇAMBIQUE

Completam-se hoje – dia 7 de Novembro de 2017 – cem anos em que, num golpe palaciano, o radical comunista russo Vladimir Lenine assumiu o controlo do império russo e instaurou uma ditadura comunista. Esse regime, que praticaria as mais inenarráveis barbaridades, viria a durar, formalmente, cerca de 73 anos e a sua história divide-se em duas partes. A primeira, decorre desde este golpe até ao final da II Guerra Mundial, sendo nesta fase o alvo das atenções da ditadura comunista os povos do antigo império russo. A segunda, decorre desde o final da II Guerra Mundial e estende-se até ao final dos anos 80, quando o regime finalmente implodiu, sendo no entanto substituído pelo que parece ser um novo regime autoritário.

É na segunda fase do percurso comunista soviético que a coisa se torna verdadeiramente interessante para o resto do mundo. Tendo abocanhado metade da Europa à laia de espojo de guerra, a União Soviética, uma formidável e mortífera máquina de repressão, acha em si a motivação para confrontar o Ocidente, até então o dono virtual de quase tudo (exceptuando os Estados Unidos, a então nova superpotência) ferido de morte pela evolução das sociedades e pela quase absoluta devastação de duas guerras fratricidas no espaço de 30 anos.

Começou pela Ásia, onde, providencialmente, já decorria uma longa guerra civil entre Mao e Chiang, vencida pelo primeiro em 1949. Seguiram-se muitas outras oportunidades de “libertar” povos, frequentemente com o apoio de países que já constituíam – seguindo o rito soviético – “zonas libertadas da humanidade”.

África – e Moçambique – não seriam excepção. Mas os soviéticos (e, depois, os chineses) chegaram relativamente tarde. Em meados dos anos 60, bem ou mal, a maioria dos países africanos já era nominalmente independente.

Excepto, notavelmente, os territórios sob administração portuguesa, administração essa, por sua vez, sob o controlo de um regime curiosamente autoritário e de partido único, sob a gestão uninominal do sublime e enigmático Dr. António de Oliveira Salazar, para quem o desígnio nacional passava precisamente por deter essas colónias, no que, à primeira vista, parecia ter o suporte dos portugueses. Mas não se sabe bem pois não havia muito debate sobre o assunto. Era uma ditadura e quem não concordasse ia dentro.

Pesem os relatos mais ou menos dourados que agora está na moda citar, os primeiros independentistas moçambicanos eram mulatos aburguesados dos arredores de Lourenço Marques, nos anos 20 e 30, cultos e abertos ao mundo, que claramente viam o que estava para vir. Ficaram os escritos, os poemas e os relatos.

Na segunda metade dos anos 50, começou a efectivamente a história moderna de Moçambique independente, quando um punhado de activistas negros de Moçambique se mobilizou para constituirem grupos de pressão com o objectivo de concretizarem a almejada independência, numa altura em que era por demais evidente que os anos 60 seriam a década das independências e que de repente já havia dinheiro para estas coisas. Até os americanos limparam a toalhinha imperial e se lembraram que também foram uma colónia e que tinham algures no seu DNA uma matriz anti-colonial. Mas, por mais bem intencionados que fossem, a maioria eram grupos regionais, tribais, étnicos, metade do tempo chocavam uns com os outros e aquilo simplesmente não funcionava, para delírio do regime português, uma vez que Salazar obviamente achava que iria levar mais 200 anos para se atingir a “maturidade”, como supostamente levou o Brasil, mais ou menos um Bragança. Até para os regimes comunistas (por sua vez racistas inveterados mas encapotando tudo sob a áurea ideologia socialista) que viam no fenómeno do desmoronamento dos antigos impérios europeus uma oportunidade dourada para conquistar terreno e influências, a conflitualidade era ingerível, tornando quase inexequíveis esquemas de apoio a uma guerrilha.

Importa realçar que a independência de Moçambique tem três figuras incontornáveis, apenas, e nesta ordem: 1. Julius Nyerere; 2. Marcelino dos Santos; e o Dr. Eduardo Mondlane.

Nyerere

Julius Nyerere é pouco estudado, infelizmente, pois é uma figura paradigmática no que concerne o seu país e em relação a Moçambique. Muito do que sucedeu à Frelimo se deve à sua perspectiva e intervenção – e tiques ideológicos. Primeiro uma colónia alemã e depois britânica, entre 1919 e 1962, Nyerere era um professor quando ascendeu à liderança do Tanganhica em Dezembro de 1962. Já antes liderava o principal movimento pela independência, que lhe foi fleugmaticamente entregue pelo último governador e a sua mulher (há um filme excelente desse dia na internet). Na altura, já andavam várias pessoas e “movimentos” pelo Norte (no Sul estavam os Rodesianos e os Sul-Africanos, pouco predispostos a suportar independências africanas). Durante algum tempo, Nyerere assistiu à cena enquanto tentava ligar-se a Zanzibar, e basicamente impôs a ideia que um movimento em favor da independência do território vizinho teria que ser só um. Sendo a Tanzânia o santuário desse movimento, ele podia impôr as regras.

Mas faltava um líder.

Julius Nyerere preside a uma reunião em Dar, em 1974, aquando da visita de um grupo de notáveis de Lourenço Marques. À esquerda vê-se Samora e o Sr. José Craverinha, à direita Marcelino e Malangatana.

E não havia um, apesar de já se conhecer Mondlane, uma lenda num país de essencialmente camponeses analfabetos e desesperadamente pobres.

(Nyerere gastaria os anos 60 e parte dos anos 70 com teorias comunizantes como a Ujamaa e flirts dictatoriais).

Mondlane

Nessa altura, Eduardo Mondlane, que se educara a pulso com o apoio da Missão Suíça, entre outros, tinha 40 anos, casara com uma americana branca meio pimba (casamentos entre raças naquela altura eram um evento, especialmente nos Estados Unidos, onde o casal vivia). Era um professor universitário com uma vivência americana e parecia inclinado para fazer uma vida pacata com a sua Janet.

Mas dois eventos alterariam isso radicalmente.

O primeiro foi o impacto, em Eduardo, de uma visita que fez a Moçambique em 1961 (ele era de Manjacaze, um bastião com memórias vívidas das derrotas do tempo de Mouzinho). Se para a pequena comunidade branca e portuguesa a sua passagem foi notada (ele foi o primeiro negro de Moçambique a doutorar-se) a comunidade mulata e negra ficou siderada. Alto, belo, corajoso, erudito – e um deles. Este era o líder que faltava.

O Dr. Eduardo Mondlane. Um intelectual e um académico.

Mas Eduardo não estava convencido que isso era o que queria fazer na vida. Na altura ainda não se falava em guerra mas a perspectiva de passar anos a tentar tirar teimas com o regime português, que dava todos os sinais de querer resistir a sequer discutir autonomia, não lhe parecia ser o melhor plano. Ainda assim, com algum mexer dos cordelinhos por parte de alguns padrinhos americanos “progressistas” que nele viam o potencial de vir a liderar uma nova nação em África, arranjou um emprego na ONU em Nova Iorque.

Segundo o próprio Nyerere – e este foi o segundo evento seminal – é precisamente durante uma visita de Julius Nyerere a Nova Iorque para reuniões anuais, que eles se encontram e Nyerere desafia Mondlane para liderar uma organização unificada de moçambicanos, baseada no seu país. Mondlane aceita ir a Dar es Salaam para ver se está interessado. O resto é história.

Marcelino

Não questionando os sentimentos nacionalistas de ninguém, a meu ver “o” primeiro moçambicano “de gema” foi Marcelino dos Santos. Marcelino foi realmente o primeiro a articular a gíria da independência, o primeiro a pressintir ser aquele o momento histórico para agir, pois enquanto os “outros” futuros líderes seguiam percursos mais ou menos convencionais, ele, que nascera e crescera em Lourenço Marques, filho dum casal remediado, foi parar a Paris no início dos anos 50. A sua experiência, conhecimentos e contactos, adquiridos na capital francesa, seriam de valor incalculável no futuro. Ele não só tinha a visão estratégica mas também os contactos e a forma de chegar à logística para de facto fazer alguma coisa. E fazer fez.

Marcelino poderia e deveria, por mérito próprio, liderar directamente o combate para a independência, quer diplomaticamente, quer no terreno (ele era fisicamente corajoso, algo que o Dr. Mondlane simplesmente não era). Mas tinha um problema insanável: era mulato (casado com uma sul-africana branca e judia de Joanesburgo, a encantadora Pamela) o que era quase universalmente tido como um obstáculo intransponível para um movimento que pretendia galvanizar um país cuja população era 98% negra e cujos membros de base eram todos negros. A raça com que nascemos tem estas coisas. Durante todo o seu longo percurso político, apesar de ser o cérebro do movimento, Marcelino será o eterno Número 2. Mas um Número Dois Imprescindível. Aceitou a liderança de Mondlane e mais tarde, com o apoio do então jovem Joaquim Chissano, orquestrou a ascendência de Machel, na sequência do (a meu ver) inexplicável e suspeito assassinato do Dr. Mondlane.

Alberto Chipande e Marcelino durante os bons velhos tempos da ditadura comunista de partido único, em que se mandava matar pessoas e se legislava por decreto. Marcelino está no fim da vida. Chipande ainda é hoje um kingmaker.

Marcelino tinha outro aspecto que o distinguia: era tanto como nacionalista como um professo e implacável comunista da velha escola, o que, de facto, o favorecia: historicamente, os países comunistas foram aliados sólidos da luta anticolonial. Mondlane não era anti-comunista no sentido em que tinha que engolir sapo após sapo para obter a ajuda “oferecida” pelos países comunistas, de que necessitava desesperadamente, mas de resto, efectivamente, preferia mil vezes liderar uma Frelimo suportada pelo Ocidente e pelos americanos, num contexto de implantação de um regime supostamente mais convencional e – digamos – democrático. Só que os americanos, a partir mesmo de Kennedy, driblados por Salazar com as Lajes, cortaram-lhe as pernas. Ainda assim, a mulher dele, Janet, fez os impossíveis para obter ajuda não militar dos países escandinavos, especialmente da Suécia, com algum sucesso.

Mas fez pouca diferença. Na verdade, quem pagava a conta da guerrilha, quem formava os quadros, quem controlava as coisas, quem impunha a disciplina e vendia a ideologia, eram os países da órbita soviética e chinesa. Com Marcelino a promover os contactos e (presumo) a gozar com os “amigos” de Mondlane, que falavam muito e bem mas nada faziam em relação aos portugueses e limitavam-se a dar umas bolsinhas de estudo, era uma questão de tempo até que acontecesse uma situação em que Mondlane ficaria isolado na sua perspectiva. Em 1969, ideologicamente, a Frelimo tornou-se efectivamente uma organização com uma matriz marxista-leninista, que foi a base ideológica de tudo o que veio a acontecer a seguir.

Em 1974, o Ano Zero da Independência para a Frelimo, independência e comunismo eram sinónimas. O nascente país saíria directamente de uma ditadura colonial para uma ditadura comunista primária, com toda a linguagem, folclore e instrumentos repressivos associados.

E isso traz-nos de volta ao início deste artigo. Muita gente ainda não distingue entre um país se tornar independente e o regime sob o qual ascende a essa independência. Claramente, ela existe. E se por um lado os apoios dos países comunistas apressaram ligeiramente o momento da sua independência, ela veio contaminada por uma ideologia, e as instituições a ela associados, que causaram danos de proporções titânicas a um povo já de si empobrecido e pouco apto a enfrentar os desafios da modernidade. Após uma série de guerras, de uma guerra civil que matou um milhão de pessoas e destruiu as vidas de milhões, e de variadas reformas tendentes a devolver a Moçambique às supostas práticas normais de qualquer país, a herança da estrutura mental do comunismo permanece e pesa sobre toda a nação moçambicana, mantendo-se na prática a dialéctica política do exercício do poder via um partido único e a ausência “activa” do mero conceito de pluralismo. Moçambique hoje é um dos países mais pobres do mundo, com um curioso punhado de ricos, metade indianos, metade membros da nomenclatura da Frelimo.

Penso que, apesar das diferenças, nem Mondlane nem Marcelino alguma vez sonhariam que as coisas iriam acabar assim.

 

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19/10/2010

SAMORA MACHEL: A HISTÓRIA EM FOTOGRAFIA

A imagem do primeiro presidente idealizada, estilo "Grande e Querido Líder"

por ABM (19 de Outubro de 2010)

Há muita gente que já não se lembra bem de Samora Machel, e a maior parte dos moçambicanos hoje já nasceu depois dele morrer. Eu, por exemplo, nunca o conheci.

Em seguida, imagens que retratam o segundo presidente da Frente de Libertação de Moçambique e o primeiro presidente de Moçambique. Legendas de ABM.

Então cá vai.

Samora na Tanzânia, a base de operações da Frelimo, com Valeriano Ferrão e o filho dum apoiante do movimento. Valeriano mais tarde foi o primeiro embaixador moçambicano nos Estados Unidos da América, onde o conheci. Através da Ndjira, escreveu um livro sobre a sua experiência.

Josina Machel. Foi a primeira mulher oficial de Samora. Bonita. Morreu durante a guerra da Independência. Santificada pelo regime, deram o seu nome ao velho Liceu Salazar em Maputo.

Samora o Senhor da Guerra, já antes da estranha morte de Mondlane e a depuração que se seguiu. A "Frente" deixou de ser uma frente e passou a ser politicamente uma - e marxista-leninista.

Com o seu fato de El Comandante, Samora discursa no mato (não sei a quem).

Após a morte de Eduardo Mondlane, e com o apoio de Marcelino dos Santos, Samora despacha a oposição.

Socialista e sem qualquer margem negocial, Mário Soares entrega as chaves da casa a Samora em Lusaka, 7 de Setembro de 1974. Fez-se da data um feriado nacional.

A Independência em Junho de 1975 foi uma espécie de orgasmo colectivo. A Frelimo mandava, e Samora mandava na Frelimo. E a sua palavra de ordem? "A Luta Continua". As acções: despachar os colonialistas, controlar as cidades, libertar a Rodésia e a África do Sul. Resultado: a economia desmoronou-se e a Rodésia começou a desfazer Moçambique.

O povo a caminho de (mais) um comício. Os moçambicanos veneravam o seu líder, em quem confiavam para lhes trazer um novo futuro. Dizia-se que cada vez que discursava eram mais três aviões de colonialistas a voar na Tap para Lisboa. Mas o povo adorava, especialmente quando ele dizia; "é ou não é?" (a resposta colectiva: "ééé´...")

As Forças Populares de Libertação de Moçambique, os novos Donos da terra. Em Maputo, entre outros mimos, batiam à porta das pessoas às 5 da manhã e mandavam-nos ir varrer as ruas.

Ian Smith, primeiro-ministro da Rodésia até 1980. Abandonado pelos sul-africanos logo em 1975, respondeu à decisão de Samora de constituir Moçambique como santuário para a Zanu-PF com uma guerra. Num dos primeiros ataques, uma base perto da Beira, os rodesianos mataram mais gente num fim de semana que os portugueses num ano de guerra. E a situação só piorou.

A senhora que se segue: Samora casa com Graça Simbine, uma discreta chope, hoje a grande Graça Machel.

Samora o Presidente. Com os rapazes, posando para a posteridade.

O Presidente no palácio, em família, num intervalo de pausa.

O carisma de Samora era apercebido como 80% da força do regime. Até 1984.

A deusificação do Líder. Aqui, Samora com Eduardo Mondlane, liderando a gloriosa luta do povo moçambicano.

Samora e Julius Nyerere com as respectivas. Nyerere, Fidel e Stalin parecem ter sido as grandes inspirações de Samora.

Nujoma, Kaunda, Samora, Nyerere, Mugabe e, segundo o nosso leitor Sr. Jongomoz, José Eduardo dos Santos: A aliança chamada "Países da Linha da Frente". Contra a África do Sul.

Nujoma, Samora, Kaunda e Mugabe. Dos quatro países, só Moçambique foi dizimado, primeiro pelos rodesianos e depois pelos sul-africanos e pela Renamo. Angola era outra loiça.

Samora o Estadista africano na Cortina de Ferro. Até quis entrar na COMECON (não foi aceite). Aqui com um dos seus ídolos, Fidel Castro.

Samora o Estadista, outra vez com Fidel (não sei quem é o sr, à esquerda).

O líder mundial: Samora com Chou en Lai, o homem forte da China após a morte de Mao em 1976.

Samora na Roménia com o ditador Ceaucescu: a amizade socialista foi essencialmente um gigantesco fiasco. Em Maputo, havia um novo tipo de apartheid: a praia dos americanos, a praia dos russos, a praia dos alemães da RDA, etc.

Samora dá uma palmada nas costas de Yasser Arafat, líder guerrilheiro palestino. A amizade entre os Libertadores.

O Presidente, de farda militar numa visita à Alemanha comunista, dá uma dose de charme a uma alemã gorda. Curiosamente, a sua visita a Portugal nos anos 80 foi nada menos que triunfal.

O Presidente, num momento de descontracção. Em 1983, Samora já se tinha apercebido no buraco em que Moçambique se tinha metido. Os sul-africanos demoliam o país e os apoios de Leste eram insuficientes. Estava encostado contra a parede.

Samora solitário. Em 1983, dá-se a grande viragem no homem, que chocou e alienou a liderança da Frelimo e de quase todos os líderes com quem estivera: introduzir práticas "capitalistas" e assinar um tratado de paz com Pretória. Era a negação de tudo o que havia sido feito em dez anos. Mas ainda era o chefe indisputado dos moçambicanos.

O impensável acontece: Samora, com a sua farda, assina um tratado de paz e não agressão com o Velho Crocodilo. Mas a máquina do apartheid já estava fora de controlo e não ligou ao papel assinado. Em Maputo, em surdina, as dúvidas eram mais que muitas.

Samora em Komatipoort, a dez quilómetros de onde viria a morrer dois anos e meio depois. Aqui com Graça, Botha e Pik (um notório bêbado e ministro dos negócios estrangeiros de Pretória). O pacto fracturou perigosamente a unidade na elite da Frelimo. Mas os efeitos da guerra eram piores.

O Impensável 2: Samora na Casa Branca com Ronald Reagan, o arquitecto do fim do Comunismo. Sem qualquer margem de dúvida, a ideologia do Regime foi posta de lado por Samora. Mas nem assim a África do Sul e a Renamo pararam. Para o encontro com Reagan, que já estava com indícios da doença de Alzheimers, avisaram Samora para dizer o que tinha a dizer de importante nos primeiros cinco minutos, senão Reagan esquecia-se.

O Charlie-Nine-Charlie-Alfa-Alfa. O avião presidencial despenha-se na noite de 19 de Outubro de 1986. Samora, que estava sentado na frente do avião, morre. Foi sucedido por Joaquim Chissano, que exigiu um avião e tripulação que não fossem russos. No 5º Congresso da Frelimo em 1989, o da Volta dos 180 graus, o comunismo foi abandonado. Chegou a Era do capitalismo cortesia do FMI e dos Doadores. E os Empresários de Sucesso. E, segundo Carlos Cardoso, a Corrupção à escala industrial.

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