THE DELAGOA BAY REVIEW

08/10/2010

A MELHOR EQUIPA DE SEMPRE

Filed under: Desporto, Futebol, Sporting — ABM @ 6:51 pm

Por ABM (8 de Outubro de 2010)

A visitar o Sul de África. Em 1954.

Agora esta do folheto ser em inglês não cabe na cabeça de ninguém.

27/12/2009

RESSACA DE NATAL

Ribbon

por ABM (Cascais, 27 de Dezembro de 2009)

Tirando a oportunidade fortuita de ter uma desculpa para uma espécie de apresentação de cumprimentos anuais a quem de outro modo basicamente nada se disse durante todo o ano, já há muito tempo que não gosto do circo do Natal. Gasta-se dinheiro demais basicamente em coisas que de outro modo ningém no seu perfeito juízo compraria e muito menos ofereceria – e para isso já temos aniversários, sendo que o meu, em Janeiro, vem logo a seguir ao Natal, o que em termos logísticos me deixa em overdose nestes meses e depois em descanso obrigatório durante os restantes dez meses do ano.

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Camarões tigre e bacalhau com natas misturado com bocados de camarão - uma novidade da Patroa

Além disso, apesar de ser tudo divino, nesta altura há comida a mais para tão pouco tempo. Eu gosto de comer tanto como qualquer pessoa, mas gosto de comer bem comedidamente. Hoje já não há nada de comedido na altura do Natal. Os jantares são de arromba e a casa transforma-se temporariamente numa pastelaria conventual de tal forma que constitui um perigo para quem não pode ou não deve comer uma série de coisas e que tenta manter um nível de peso normal.

Mais importante, o episódio do Natal ilustra de forma singular a evolução das relações familiares (nenhuma, alguma ou muita) e a entrada do consumismo ao nível familiar.

Normalmente, se as relações familiares não são de comentar durante o ano, no Natal tudo de alguma forma se exacerba – o bom mas especialmente o mau. Eu, infelizmente, sempre fui particularmente sensível ao mau, que tende a contaminar o (pouco de) bom. Um gesto, uma palavra, uma atitude basta, para me fazer pensar que tão bom seria se eu estivesse, em vez de naquele convívio meio forçado, a pescar sózinho com um esquimó no Pólo Norte e a falar do degelo glacial. A ocasião acaba por ser o mesmo que durante o resto do ano, só que mais assim e com as pessoas e as situações à nossa frente para o confirmar.

Quanto ao consumismo, representado pelos “presentes” que se dão e recebem nesta altura, pelo menos no meu caso, já há muito tempo que se passou daquilo que eu considero razoável, e tenho a impressão que isso se passa com muita gente. Para além do caro, do supérfluo, do inútil, do despropositado e do exagerado (os miúdos tipicamente recebem um absurdo em termos de brinquedos, gadgets e equipamento electrónico), muita gente gasta o que não tem ou o que não deve nestes tempos incertos, num frenesim que no fim de contas não passa disso – uma espécie de febre que passa depressa.

Imagino que para muitos crentes cristãos todo este carnaval deve ser no mínimo desconcertante.

As boas notícias é que isto passa sempre e que acabamos por sobreviver este regurgitar colectivo mais ou menos como dantes.

Portanto, mais do que desejar aos exmos leitores que tenham tido um bom Natal, mais desejo que o tenham sobrevivido.

No meu caso, passei uma boa parte do meu tempo quietinho a criar uma coisa chamada The Delagoa Bay Company, um pequeno blogue sobre desporto de Moçambique e de “moçambicanos” quase todo antes da independência. Quase tudo só fotografias, do que apanhei dos tempos, desavergonhadamente incidente sobre o velho Grupo Desportivo Lourenço Marques. Mas tenta ter um pouco de tudo, desde imagens do Frank Martiniuk a meter um cesto pelo Desportivo, à Dulce Gouveia nos seus tempos de combate na piscina e no campo de basquetebol, e ao Mário Albuquerque a encestar pelo Sporting Clube de Lourenço Marques.

E acima de tudo tive o raro e grato prazer e a honra de ter pessoalmente oferecido ao JPT, Senador do Maschamba, as prendas que lhe eram devidas. Que foram reciprocadas com duas magníficas obras, uma delas da sua autoria, sobre Moçambique, o ficheiro dá pelo nome de pimmentel2003 mas a obra dá pelo mais prosaico título de Matuga no Mato: imagens sobre os portugueses em discursos rurais moçambicanos. Leitura de Natal neste blogue.

Esta, sim, uma ocasião de festa.

Pai Natal Sporting e Senador

O pai Natal entrega uma dose de Reserva Sporting para o JPT enfrentar o resto da época futebolística do maior clube de futebol português a usar a côr verde

Agora tenho que me preocupar novamente com as coisas comezinhas da vida, tal como a enorme destruição que o temporal de alguns dias atrás trouxe ao meu reduto no Ribatejo, em que telhados, muros e árvores voaram com os ventos sentidos naquela zona.

Como dizem os franceses, Ah, la vie est belle mais les hommes dont cábe delle…

02/12/2009

Sportingofilia

Filed under: Desporto, Sporting — ABM @ 2:52 pm

sportinguistas no estádio

por ABM (Cascais, 3 de Dezembro de 2009)

Não sei como esta escapou à atenção do JPT. Deve ter sido a absorvente questão dos minaretes suíços.

Há dois dias, na televisão, fiquei a conhecer que os chefes do Sporting Clube de Portugal, munidos de um manancial de estatísticas, proclamaram que havia poucas mulheres entre as suas hostes de adeptos – cerca de 30% da lotasção dos estádios. Então uma solução para ajudar a encher o seu estádio com um maior número de mulheres foi criar uma promoção em que um sócio podia trazer, ou de graça ou com desconto, uma mulher para um jogo.

Claro que imediato apareceram aquelas questões difíceis de responder. Pode uma mulher que não é sócia trazer um homem? (sim) Pode uma mulher trazer outra mulher para ver um jogo ? (sim, “retiradas as devidas ilações”, foi a misteriosa resposta) mas se for assim isso não é descriminar contra um homem que queira trazer outro homem para um jogo e ter acesso ao mesmo benefício? (de acordo com o Sporting, não).

A conclusão é:

Lésbicas sportinguistas de todo o mundo, uni-vos!

24/11/2009

We Wish You a Merry Christmas

Filed under: António Botelho de Melo, Sporting — ABM @ 11:20 pm

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por ABM (Cascais, 24 de Novembro de 2009)

Devido à minha digressão norte-americana, para mim o calendário natalício só começa realmente depois do feriado americano do Thanksgiving, que é na última semana de Novembro. Do que me lembro lá, só depois desse dia é que de repente se começam a ver decorações de Natal um pouco por toda a parte e ouvir We wish you a merry Christmas encanados pelos sistemas de som  nos corredores dos centros comerciais.

Mas este ano em Portugal não é assim. Há pelo menos duas semanas que, para quem andar nas ruas e nas lojas já vê árvores e outras decorações de Natal e ouve aquela música empacotada de Natal.

Confesso que sou do tipo que gosto de dar prendas mas não de ocasião. Ter que andar a magicar que outra bugiganga posso embrulhar e dar a alguém pelo Natal é quase uma tortura, pois regra geral não consigo vislumbrar o que é que pode ser ou útil ou até simpático para oferecer a alguém – que não me coloque na bancarrota, isto é – e que seja adequado ao espírito natalício. É um exercício de burguesia rasca que pago para não ter que enfrentar, ao contrário da Patroa, que num ápice saca do Visa card e numa tarde no Cascais Shopping compra tudo para toda a gente, até um chocolatinho para o carteiro com um cartãozinho personalizado e ração especial para o cão, o gato e o piriquito.

Claro que quando chega o extracto do cartão dela em Janeiro é “Christmas all over again”.

Outra mudança desde há uns anos é que acabei com o envio dos cartões de Natal. Para além de ser caro e complicado em termos de logística (eu hoje já não tenho literalmente os endereços físicos da maior parte das pessoas que conheço), só de pensar em ir para a bicha dos correios nessa altura para mandar tudo a tempo dá-me dores de barriga. Havia ainda o psico-drama de decidir a quem mandar e a quem não mandar, depois a quem mandei e que não mandou, a quem não mandei que mandou, a quem mandei e que mandou mas que mandou já em Março num gesto de cortesia falhada.  E finalmente o que fazer com esses cartões todos depois de acabadas as festividades (caixote do lixo).

Felizmente que a internetização dos protocolos sociais sobrepôs-se a tudo isto e de repente toda a gente começou simplesmente a mandar um e-mail com uns bonequitos de Natal e já está. Imagino que o feicebúque este Natal vai parecer um presépio com árvores cintilantes e copiosa neve virtual.

Afinal o que conta é o espírito natalício, não é? e uma mensagem de Natal sempre é uma mensagem, certo?

Portanto este ano, devido à crise e a um futuro incerto, não há nada para ninguém.

Bem, abri apenas uma excepção pois não consegui resistir.

JPT, se vieres à tua terra, o que está lá em cima é para ti. Merry Christmas!! Antecipadamente.

(de notar que tirei a foto em que as garrafas do Sporting Reserva Alentejana 2006 Encostas do Alqueva estão em cima do livro do Bill Bryson…)

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