THE DELAGOA BAY REVIEW

04/10/2010

GORONGOSA ARRASA EM BARCELOS

O Embaixador de Moçambique em Portugal, Miguel Mkaima, e o filantropo norte-americano Greg Carr, agradecem o aplauso da audiência ao receber o grande prémio do festival ART & TUR em Barcelos

Foto de grupo dos vencedores e participantes no Art & Tur 2010 em Barcelos. Da equipa da Gorongosa podem-se ver Greg Carr e, à direita, Vasco Galante, segurando dois troféus

por ABM (4 de Outubro de 2010)

Da mão de Sónia Sá, do Gabinete de Comunicação do Parque Nacional da Gorongosa (com destilação minha) saiu o seguinte:

O filme “Africa’s Lost Eden”, da National Geographic, sobre o Parque Nacional da Gorongosa, venceu o Grande Prémio do Festival Internacional de Filmes de Turismo, em Barcelos, designado Art&Tur 2010.

O documentário ilustra o esforço que está a ser desenvolvido para restaurar um dos ex-libris naturais daquele país e destaca o trabalho do filantropo norte-americano Greg Car, que tomou a seu cargo a recuperação da Gorongosa, um parque criado em 1960 mas que posteriomente foi devastado pela guerra civil.

“Africa’s Lost Eden”, arrecadou também os prémios para Melhor Filme nas Categorias “Biodiversidade” e “Planeta Saudável”.

Assim, Greg Carr, a sua equipa, todo o quadro do Parque Nacional da Gorongosa e a equipa da National Geographic estão mais uma vez de parabéns.

E gostava de mencionar também o governo moçambicano, que ultimamente tem andado a levar na cabeça como nunca se viu, mas que também faz coisas boas: há pouco tempo, à laia de comemorar os 50 anos de existência do Parque, formalmente legislou no sentido de integrar a Montanha da Gorongosa no Parque Nacional da Gorongosa. Um gesto louvável que espero que seja seguido de outros, imprescindíveis para que futuras gerações de moçambicanos (e nós todos no resto do mundo) possam apreciar e preservar um dos mais belos e invulgares eco-sistemas no planeta.

O incrível gesto de Greg Carr em relação a Moçambique e aos moçambicanos (para não falar da flora e fauna, que não têm direito a opinião) foi generoso e oportuno. Infelizmente e injustamente descontado (na cultura lusófona, ninguém entende os ricos, e muito menos os americanos, creio ser parte do problema). Mas faz parte de uma nova geração de pessoas e organizações a intervir para salvar a natureza e as suas criaturas.

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