THE DELAGOA BAY REVIEW

15/08/2017

MEMORANDO SOBRE O PRIMEIRO COMBATE DA FRENTE DE LIBERTAÇÃO DE MOÇAMBIQUE, 25 DE SETEMBRO DE 1964

Filed under: Alberto Chipande — ABM @ 7:21 pm

Material original guardado na Torre do Tombo em Portugal.

Trata-se de um memorando secreto, datado de 12 de Dezembro de 1967 e originado pelos serviços de inteligência das forças militares portuguesas, situados em Porto Amélia (actualmente, Pemba), que traduz e depois comenta um relato publicado em Agosto desse ano pela Frente de Libertação de Moçambique num seu orgão de propaganda externa em língua inglesa – Mozambique Revolution – que terá sido da autoria de Alberto Chipande e que até esta data é identificado, em Moçambique, como tendo sido o iniciador da guerrilha contra as autoridades coloniais portuguesas, liderando um ataque na localidade de Chai, em Cabo Delgado, no dia 25 de Setembro de 1964, uma sexta-feria, data afixada no calendário (e no imaginário) moçambicano como feriado nacional.

O comentário de quem analisou e assinou o documento indica que a versão oficial e oficiosa do evento, tal como foi apresentada e tem sido mantida pela Frente de Libertação de Moçambique, é completamente falsa.

Um conhecido refrão da Frente de Libertação de Moçambique, indicando que afinal a Independência em 1974 era apenas uma etapa na revolução que a sua liderança de seguida encetaria no nascente país.

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14/12/2011

SOBRE O DIA EM QUE SAMORA MACHEL MORREU, 25 ANOS DEPOIS

Tão novinhos que eles eram. E lá estão os dois. À esquerda, a Sombra. Para os ver em tamanho gigante e a cores em sua casa, prima na imagem acima duas vezes com o rato do seu computador.

Para comemorar um ano de andar a escrevinhar aqui no The Delagoa Bay Blog, cuja leitura por uma leal mão cheia de -espero – espíritos livres que gostam de ver como as coisas são e porque é que são assim, reproduzo em baixo, com vénia, uma nota um tanto cáustica mas eminentemente legível e possivelmente plausível, que encontrei quase por acaso na internet, num blogue muito interessante chamado Tempos Modernos, assinado por um Sr. que se auto-designa Marx e que se parece mesmo muito com o homónimo mais conhecido de outras eras. Ao seu texto chamou O Ano das Cobras e aqui vai, menos uma ou outra gralha e a sua reversão para o velho português, felizmente ainda em vigor em Moçambique:

Um exemplo de estatuária norte-coreana moderna, estilo "querido líder", muito na moda estes dias.

Numa jogada de puro oportunismo político, Armando Emílio Guebuza resolveu fazer de 2011 o «Ano Samora Machel».  À primeira vista, tudo pareceria justificado: afinal, Samora foi o primeiro Presidente de Moçambique independente e, os seus discursos sempre falavam da abolição da exploração. Relembrar Samora à juventude moçambicana seria, portanto, natural.

Acontece que, com Guebuza, a história não é essa.

Samora e Guebuza odiavam-se. Samora e os demais, sabiam do carácter ambicioso de Guebuza e vigiavam-no permanentemente.

Veloso, Guebuza e Machel brindam.

Mas Guebuza era um rapaz trabalhador e esperava a sua vez. À frente do Ministério do Interior, começou laboriosamente a montar um exército paralelo que lhe obedecesse. Para isso, serviu-se da Polícia para a equipar com blindados e carros de assalto. Fazia desfiles de demonstração da sua força.

Em 1984, dirige a “Operação Produção”, que lança milhares de compatriotas na selva de Niassa e Cabo Delgado e subsequente morte ou fuga para a Renamo.

Alimentada com esses novos reforços, o movimento dos “bandidos armados”, inflige derrotas sucessivas no exército governamental e desarticula a economia moçambicana.

Samora desespera e sente-se cada vez mais cercado: afasta Guebuza para a Beira e impõe-lhe residência fixa. Cada vez mais isolado, despromove Sebastião Mabote por suspeita de traição e entendimento com a Renamo. Numa cimeira de chefes de estado no Malawi, ameaça bombardear esse país por suspeita de dar guarida à oposição.

É neste ponto, a caminho de Maputo para demitir mais uns tantos, que se dá a queda do avião em viajava Samora: uma sucessão de erros de navegação aérea, de incompetência da tripulação e de conivência de adversários internos e externos (África do Sul, URSS) provocam um acidente imprevisto.

Mas havia quem sabia e desejava o acontecimento. Samora queria provocar um confronto Leste-Oeste em Moçambique. O confronto não interessava a ninguém e foi preciso acelerar a queda de Machel.

Chissano foi o senhor que se seguiu. Mas Guebuza, aguardou a sua vez e impôs-se, ameaçou contar o que sabia e fez-se eleger como presidente.

Mas que fique claro: Samora e Guebuza sempre se temeram e sempre se odiaram. Vigiavam-se mutuamente no tabuleiro do xadrez moçambicano.

Samora, brought to you by Guebuza, North Korea and The Pepsi-Cola Company.

É por isso que o «Ano Samora Machel» é uma hipocrisia mas, em todo o caso, serve a estratégia guebuziana de propaganda e de demonstração de força.

Mas para melhor humilhar Samora, nada como uma mistela feita com uma estátua norte-coreana bem regada por Pepsi-Cola sul-africana, na praça que foi do Mouzinho de Albuquerque. Agora, sem cavalo e rodeado dos crocodilos que Samora avisava terem que ser mortos no ovo …

Veneno perfeito!

(fim)

28/10/2010

FRELIMO ALL STARS FUTEBOL CLUBE, ANOS 60

A equipa do Frelimo All Stars Futebol Clube: em cima, da esqª - Mabote, Chipande, Chissano ,(?), Mondlane, Machel, (?). Em baixo, não sei quem são mas quem souber se faz favor que mande os nomes para cá.

(eternamente grato a LL)

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