THE DELAGOA BAY REVIEW

17/11/2010

PRÉMIO ORA DIGA LÁ ISSO OUTRA VEZ

por ABM (17 de Novembro de 2010)

Reproduzo na íntegra, e com vénia, a peça publicada ontem na secção de desporto do jornal O País, que circula em Maputo, sobre um caso de alegada corrupção no futebol moçambicano (estamos todos chocados, chocados, com isto).

Apenas realço em bold (em português: “a negrito”) duas frases. Para os exmos Leitores lerem melhor e poderem meditar sobre a sofisticação da conceptualização do que ali se está a tentar dizer.

Realmente o português é uma língua lixada.

Cá vai. O texto é do genial Lázaro Mabunda.

DENÚNCIAS DE SALVADO JÁ ESTÃO NA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA

A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) decidiu remeter as denúncias de Arnaldo Salvado ao Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).

Trata-se de um caso em que o treinador, Arnaldo Salvado, denuncia a existência de esquemas de corrupção no Moçambola, a principal prova futebolística nacional, envolvendo dirigentes desportivos, jogadores de futebol e equipas de arbitragens, o que ensombra a verdade desportiva no nosso futebol.

“O Conselho de Disciplina reunido em sessão ordinária, no dia 11 de Novembro – última quinta-feira – do ano em curso deliberou: remeter ao Gabinete Central de Combate à Corrupção cópias das denúncias apresentadas à Liga Moçambicana de Futebol, sobre alegados actos de corrupção desportiva”, lê-se no Comunicado Oficial n.º 149/LMF/DE/2010, de 12 de Novembro passado, última sexta-feira.

A Liga Moçambicana de Futebol decidiu, igualmente, remeter o caso à Federação Moçambicana de Futebol e a “resposta da notificação feita ao sr. José Arnaldo Salvado, pelo Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol, referente ao alegado envolvimento da arbitragem na corrupção”.

Dificuldades de ouvir os acusados

Ontem, o nosso jornal procurou as figuras que são citadas nas cartas de Salvado, para ouvir as suas versões, mas foi em vão. Os dois dirigentes da Liga Muçulmana, nomeadamente, Rafik Sidat e Cássimo David, encontram-se fora de Maputo.

O futebolista, também acusado de ter participado no aliciamento dos colegas do Atlético Muçulmano, neste caso Alcides Chihono, mais conhecido por Cantoná, declinou pronunciar-se em torno do caso, prometendo fazê-lo “no momento oportuno”.

A Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF) disse à nossa equipa que muito oportunamente irá pronunciar-se sobre a carta “bomba” de Salvado, que atingiu também alguns membros da CNAF, nomeadamente, Arão Júnior, António Massango, Ainad Hussene, Mateus Infante, o próprio presidente do organismo, Venilde Mussane, e João Armando.

Liga reúne-se hoje.

A Direcção da Liga Moçambicana de Futebol (LMF) reúne-se hoje, em Maputo, para analisar vários assuntos, dos quais a polémica em torno da eventual viciação de resultados desportivo. Em relação à homologação do campeão nacional, o presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, negou que ainda não tenha sido homologado o vencedor do Moçambola. “Em princípio, foi homologado, porque os resultados foram homologados. Não tenho informação de tal não tiver acontecido, até porque já entregámos a taça. Mas a reunião da direcção é amanhã” (hoje).

Liga-Atlético em inquérito

Num outro comunicado, com data de 11 deste mês, o Conselho de Disciplina da LMF analisou a denúncia relativa a alegados factos ocorridos na véspera do referido polémico jogo entre o Clube Atlético Muçulmano e a Liga Desportiva Muçulmana de Maputo, e deliberou “instaurar um processo de inquérito para efeitos de inequívoca qualificação e determinação das ocorrências, eventualmente, integrativas de infracção disciplinar e seus autores”.

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