THE DELAGOA BAY REVIEW

09/01/2012

A HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA DE MOÇAMBIQUE – EM FOTOGRAFIA

Fotografia de Sérgio Santimano, gentilmente cedida.

Encontro de repasto moçambicano na portuguesa Costa da Caparica, 2011. Da esquerda: Bruno, Paula, Luis Carlos Patraquim, Joaquim Carlos Vieira, Kok Nam,Ângelo, José Luis Madeira e mulher, Alexandre Pomar e Sérgio Santimano.

20/01/2010

Patraquim by Patraquim

Filed under: Luís Carlos Patraquim — ABM @ 7:02 pm

por ABM (Cascais, 20 de Janeiro de 2010)

Para passar um bom e erudito momento, proponho ao exmo. leitor que beba um chá verde enquanto escuta esta excelente entrevista de Luis Carlos Patraquim, que foi gravada na noite de 25 de Março de 2009 na estação da rádio TSF em Lisboa.

São trinta e seis minutos de puro prazer. Moçambicano.

21/12/2009

Café no British Bar e Visita à Cordoaria

Filed under: Desporto, Fernando Lima, Kok Nam, Luís Carlos Patraquim — ABM @ 12:40 am

IMGP4770 BRITISH BAR SM

por ABM (Cascais, aos 20 de Dezembro de 2009)

Um convite inesperado.

Uma tarde agradável, de conversa, uns pregos, uma Coca Cola e umas cervejolas pelo meio no British Bar, seguida de uma visita à exposição do fotógrafo cubano Alberto Korda no Museu da Cordoaria. Depois, regresso ao mesmo bar e mais conversa, mais pregos e mais bebidas. As chamussas são provocatoriamente “africanas”.

Mais tarde, descubro que o British Bar é ponto de encontro informal de alguma diáspora moçambicana às sextas-feiras ao fim do dia. Os sobreviventes seguem depois para um restaurante ali perto, baratusco, a que chamam afectuosamente “a palhota”.

Lá, encontro o Parcídio, meu vizinho quando eu tinha 6 anos e que não via desde então. Deu-me conta dele, do Jó e do Janeca, os irmãos.

Quase estranhei. Essa África, que já só vive na minha cabeça e nos livros, raramente é de carne e osso.

Nada demais para uma tarde, não tivesse o convite que me foi dirigido vindo de nada menos que S.Exa JPT, o “Senador” do Maschamba (dixit CG) de momento em digressão por Olivais e arredores, não fosse perder a verve lusa.

Ainda assim, revelando a sua crescente espiritualidade moçambicana, pediu sem pensar nem hesitar uma 2M ao barman do British Bar, que ficou a olhar para ele. Como é possível não haver uma 2M em Portugal?

Ao lado dele, o grande Kok Nam, aqui passando uma temporada para uma cura de águas. Ao vê-lo mais tarde passear-se no legado de Korda, pensava no dele próprio, para mim mil vezes mais interessante, desde que os seus antepassados largaram Cantão no fim do século XIX e, quiçá via Macau, acabaram em Lourenço Marques. Kok viu a LM colonial crescer e metamorfosear-se em Maputo, a colónia a transformar-se em país, de que ele, um pouco como Korda, fotografou, mas de que até ao momento quase nada se viu. É altura, todos concluímos. Mas falta conspirar. Entretanto, com o Fernando Lima, patrocina o Savana, que a meu ver é de longe o melhor e o mais sério semanário moçambicano.

Do outro lado da mesa, Luis Carlos Patraquim, que só conhecia de nome e das letras, até que a Dulce Gouveia me segredou há algumas semanas que a mulher dele é a Paula Pussolo, a grande jogadora de básquetebol do Desportivo e uma das estrelas da excelência do meu clube de infância. “A primeira grande jogadora de basquetebol em Moçambique a encestar com uma só mão”, assegurou Kok Nam.

Havia mais gente connosco, como o Fernando Florêncio, antropólogo amigo do JPT (ele dá-se com uma perigosa e suspeita quantidade de antropólogos) e o Nuno Kok Nam, o filho de Kok Nam, que apareceu mais tarde.

Desta vez fui eu o fotógrafo. E aqui ficam umas fotografias.

IMGP4771 BW

(JPT pontifica enquanto Patraquim e Fernando escutam e Kok suspira)

IMGP4775 crop bw(Pose tipo Os Vencidos da Vida para o barman do British Bar)

IMGP4779 MNP KOK E PAT AT KORDA(Kok Nam e Patraquim revisitam Korda)

IMGP4792 crop(K,K&K – Kok Nam Korda e Kodak)

Last but not least:

2009.12.18 Kok e Nuno Nam no British Bar Cais do Sodré BW

(Kok Nam e Nuno Kok Nam – duas gerações)

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