THE DELAGOA BAY REVIEW

21/12/2011

NATAL EM CASCAIS

 

Cascais, junto da Cidadela, há maningue tempo mesmo. Não é bem Moçambique mas este ano serve. Foto do arquivo histórico municipal de Cascais, agora disponível na internet. Para ver esta fotografia em tamanho máximo, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

19/11/2011

COMO VENDER ROUPA DE MARCA

Filed under: Benetton, Fotografia — ABM @ 1:12 pm

Os beijos daquela marca de roupa. Aquela, sabem qual é...

A Bennetton, uma marca italiana de roupa, e que inovou o negócio da roupa pronto-a-vestir nos anos 80 e 90, já teve melhores dias. Hoje em dia, parece que já só é conhecida pela forma meio interessante, meio escabrosa, como se promove, e à roupa que tenta vender através da sua rede de lojas. Por mim, nada contra, só retenho alguma curiosidade é em entender se esta metodologia comunicacional se traduz em lucro.

Esta semana, a empresa lançou a sua mais recente campanha, que consiste em, através de fotografias manipuladas, apresentar líderes nacionais conhecidos a beijarem-se na boca. Numa delas, pode-se ver o líder da igreja católica no acto com o chefe muçulmano da mesquita do Cairo (creio que é ele). O Vaticano mandou-se ao ar quando tomou conhecimento daquele (ab)uso da imagem do Santo Padre e no fim do dia a imagem foi retirada da campanha.

Apesar de nunca ter comprado rigorosamente desta marca, sigo com alguma curiosidade as suas sucessivas mensagens político-humanitário-publicitárias. Que mais não seja porque algumas mensagens são tão politicamente correctas como outras são incorrectas.

A ver onde é que isto vai dar.

Esta foto considerei não só de uma grande beleza, como evocativa do enorme problema que existe em partes de África, nomeadamente na África Oriental, com os albinos africanos, que são alvos de chacota e violência, tendo-se registado casos graves em que vários já foram assassinados pelo mero facto de terem esta aparência.

Esta coloco apenas porque o jovem com os cabelos em bico é um modelo português. E como se sabe, quase tudo o que é português é bom.

17/04/2011

LISBOA NUM SÁBADO DE PRIMAVERA

No topo do Elevador da Glória, junto ao Bairro Alto.

Vista para a Praça da Misericórdia. À esquerda fica a Igreja de São Roque.

Uma pensão na Travessa do Fala-Só. Na encosta que desce do Bairro Alto para os Restauradores.

Rampa do Elevador da Glória, que liga o Bairro Alto aos Restauradores.

A mesma rampa, vista para cima.

A Rua da Glória, que desemboca para a rampa do Elevador da Glória. Almocei ali à esquerda, onde estão os vasos a entupir o passeio...

Quando ia para Cascais pela Avenida da Índia, depois de visitar um alfarrabista, apanhei uma enorme bicha e tirei esta foto enquanto esperava ao sol. Afinal a bicha de carros devia-se a um semáforo que estava avariado e que só ficava verde durante quatro segundos. E o pessoal parava todo "mesmo". Absolutamente patético. Portugal já não é o que era....

19/10/2010

SAMORA MACHEL: A HISTÓRIA EM FOTOGRAFIA

A imagem do primeiro presidente idealizada, estilo "Grande e Querido Líder"

por ABM (19 de Outubro de 2010)

Há muita gente que já não se lembra bem de Samora Machel, e a maior parte dos moçambicanos hoje já nasceu depois dele morrer. Eu, por exemplo, nunca o conheci.

Em seguida, imagens que retratam o segundo presidente da Frente de Libertação de Moçambique e o primeiro presidente de Moçambique. Legendas de ABM.

Então cá vai.

Samora na Tanzânia, a base de operações da Frelimo, com Valeriano Ferrão e o filho dum apoiante do movimento. Valeriano mais tarde foi o primeiro embaixador moçambicano nos Estados Unidos da América, onde o conheci. Através da Ndjira, escreveu um livro sobre a sua experiência.

Josina Machel. Foi a primeira mulher oficial de Samora. Bonita. Morreu durante a guerra da Independência. Santificada pelo regime, deram o seu nome ao velho Liceu Salazar em Maputo.

Samora o Senhor da Guerra, já antes da estranha morte de Mondlane e a depuração que se seguiu. A "Frente" deixou de ser uma frente e passou a ser politicamente uma - e marxista-leninista.

Com o seu fato de El Comandante, Samora discursa no mato (não sei a quem).

Após a morte de Eduardo Mondlane, e com o apoio de Marcelino dos Santos, Samora despacha a oposição.

Socialista e sem qualquer margem negocial, Mário Soares entrega as chaves da casa a Samora em Lusaka, 7 de Setembro de 1974. Fez-se da data um feriado nacional.

A Independência em Junho de 1975 foi uma espécie de orgasmo colectivo. A Frelimo mandava, e Samora mandava na Frelimo. E a sua palavra de ordem? "A Luta Continua". As acções: despachar os colonialistas, controlar as cidades, libertar a Rodésia e a África do Sul. Resultado: a economia desmoronou-se e a Rodésia começou a desfazer Moçambique.

O povo a caminho de (mais) um comício. Os moçambicanos veneravam o seu líder, em quem confiavam para lhes trazer um novo futuro. Dizia-se que cada vez que discursava eram mais três aviões de colonialistas a voar na Tap para Lisboa. Mas o povo adorava, especialmente quando ele dizia; "é ou não é?" (a resposta colectiva: "ééé´...")

As Forças Populares de Libertação de Moçambique, os novos Donos da terra. Em Maputo, entre outros mimos, batiam à porta das pessoas às 5 da manhã e mandavam-nos ir varrer as ruas.

Ian Smith, primeiro-ministro da Rodésia até 1980. Abandonado pelos sul-africanos logo em 1975, respondeu à decisão de Samora de constituir Moçambique como santuário para a Zanu-PF com uma guerra. Num dos primeiros ataques, uma base perto da Beira, os rodesianos mataram mais gente num fim de semana que os portugueses num ano de guerra. E a situação só piorou.

A senhora que se segue: Samora casa com Graça Simbine, uma discreta chope, hoje a grande Graça Machel.

Samora o Presidente. Com os rapazes, posando para a posteridade.

O Presidente no palácio, em família, num intervalo de pausa.

O carisma de Samora era apercebido como 80% da força do regime. Até 1984.

A deusificação do Líder. Aqui, Samora com Eduardo Mondlane, liderando a gloriosa luta do povo moçambicano.

Samora e Julius Nyerere com as respectivas. Nyerere, Fidel e Stalin parecem ter sido as grandes inspirações de Samora.

Nujoma, Kaunda, Samora, Nyerere, Mugabe e, segundo o nosso leitor Sr. Jongomoz, José Eduardo dos Santos: A aliança chamada "Países da Linha da Frente". Contra a África do Sul.

Nujoma, Samora, Kaunda e Mugabe. Dos quatro países, só Moçambique foi dizimado, primeiro pelos rodesianos e depois pelos sul-africanos e pela Renamo. Angola era outra loiça.

Samora o Estadista africano na Cortina de Ferro. Até quis entrar na COMECON (não foi aceite). Aqui com um dos seus ídolos, Fidel Castro.

Samora o Estadista, outra vez com Fidel (não sei quem é o sr, à esquerda).

O líder mundial: Samora com Chou en Lai, o homem forte da China após a morte de Mao em 1976.

Samora na Roménia com o ditador Ceaucescu: a amizade socialista foi essencialmente um gigantesco fiasco. Em Maputo, havia um novo tipo de apartheid: a praia dos americanos, a praia dos russos, a praia dos alemães da RDA, etc.

Samora dá uma palmada nas costas de Yasser Arafat, líder guerrilheiro palestino. A amizade entre os Libertadores.

O Presidente, de farda militar numa visita à Alemanha comunista, dá uma dose de charme a uma alemã gorda. Curiosamente, a sua visita a Portugal nos anos 80 foi nada menos que triunfal.

O Presidente, num momento de descontracção. Em 1983, Samora já se tinha apercebido no buraco em que Moçambique se tinha metido. Os sul-africanos demoliam o país e os apoios de Leste eram insuficientes. Estava encostado contra a parede.

Samora solitário. Em 1983, dá-se a grande viragem no homem, que chocou e alienou a liderança da Frelimo e de quase todos os líderes com quem estivera: introduzir práticas "capitalistas" e assinar um tratado de paz com Pretória. Era a negação de tudo o que havia sido feito em dez anos. Mas ainda era o chefe indisputado dos moçambicanos.

O impensável acontece: Samora, com a sua farda, assina um tratado de paz e não agressão com o Velho Crocodilo. Mas a máquina do apartheid já estava fora de controlo e não ligou ao papel assinado. Em Maputo, em surdina, as dúvidas eram mais que muitas.

Samora em Komatipoort, a dez quilómetros de onde viria a morrer dois anos e meio depois. Aqui com Graça, Botha e Pik (um notório bêbado e ministro dos negócios estrangeiros de Pretória). O pacto fracturou perigosamente a unidade na elite da Frelimo. Mas os efeitos da guerra eram piores.

O Impensável 2: Samora na Casa Branca com Ronald Reagan, o arquitecto do fim do Comunismo. Sem qualquer margem de dúvida, a ideologia do Regime foi posta de lado por Samora. Mas nem assim a África do Sul e a Renamo pararam. Para o encontro com Reagan, que já estava com indícios da doença de Alzheimers, avisaram Samora para dizer o que tinha a dizer de importante nos primeiros cinco minutos, senão Reagan esquecia-se.

O Charlie-Nine-Charlie-Alfa-Alfa. O avião presidencial despenha-se na noite de 19 de Outubro de 1986. Samora, que estava sentado na frente do avião, morre. Foi sucedido por Joaquim Chissano, que exigiu um avião e tripulação que não fossem russos. No 5º Congresso da Frelimo em 1989, o da Volta dos 180 graus, o comunismo foi abandonado. Chegou a Era do capitalismo cortesia do FMI e dos Doadores. E os Empresários de Sucesso. E, segundo Carlos Cardoso, a Corrupção à escala industrial.

01/07/2010

COMEÇOU O VERÃO EM PORTUGAL

Filed under: António Botelho de Melo, Fotografia — ABM @ 9:29 pm

por ABM (Quinta-feira, 1 de Julho de 2010)

O Cabo da Roca, a seguir a Cascais, esta tarde

A parte de trás da Praia do Abano, junto ao Guincho, esta tarde

22/04/2010

NICK BRANDT VAI A ÁFRICA

Filed under: Nick Brandt — ABM @ 9:05 pm

por ABM (23 de Abril de 2010)

O Nick, que é um fotógrafo nascido em Londres, tirou umas fotografias nas Áfricas que são de arrepiar e de que a de cima são apenas um modesto exemplo de um impressionante conjunto. Ele agora vive na Califórnia.

Através da Young Gallery, que creio que fica em Bruxelas, ele vende as fotos por um pequeno balúrdio, mas para os monetariamente deficientes como eu, ver o que já se viu aqui encanta sem depauperar. Para quem comprar e que está está dentro da União Europeia, não esquecer os 21 por centozinho para a Dona Iva.

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