THE DELAGOA BAY REVIEW

21/12/2011

SOBRE A COMUNICAÇÃO SOCIAL EM MOÇAMBIQUE DESDE A INDEPENDÊNCIA

Fernando Lima, dos tempos de Areosa Pena, que, com Kok Nam, encontra-se entre os fundadores do Savana. Aqui recebendo o Prémio de Jornalismo da CNN em 2008.

 

A propósito de uma série de interessantes documentos sobre José Carlos Areosa Pena, dois exmos Leitores acharam por bem disputar duas afirmações as quais considero meramente contextuais, por demais evidentes, respeitantes à imprensa que se fez em Moçambique após o dia 20 de Setembro de 1974, a data efectiva da Independência daquele país, e até o final dos anos 1980.

No sentido de procurar explicitar e sustentar mais adequadamente essas duas afirmações, que a meu ver não beliscam necessariamente nem o mérito nem a obra feita do acima visado, reproduzo em seguida um curto e insuspeito trabalho do Senhor Dr. Eduardo Namburete, trazido à luz em 2003, intitulado “A comunicação social em Moçambique: da Independência à Liberdade” e que foi apresentado no Anuário Internacional de Comunicação Lusófona, 2003.

Mais curto e grosso na sua aferição foi o Sr. Fernando Guerra Manuel Laranjeira, nome de caneta Guerra Manuel, um dos primeiros jornalistas negros de Moçambique, numa crónica muito rica em conteúdo cuja leitura sugiro vivamente. E que resume o tema daqui a esta frase: “se for a considerar os períodos áureos do jornalismo em Moçambique apenas encontra dois. Nomeadamente, o período anterior à independência e o período democrático iniciado em 1994.”

1 de 13

2 de 13.

3 de 13.

4 de 13.

5 de 13.

6 de 13.

7 de 13.

8 de 13.

9 de 13.

10 de 13.

11 de 13.

12 de 13.

13 de 13.

Anúncios

20/12/2011

JOSÉ CARLOS AREOSA PENA: QUATRO CRÓNICAS, 1967-1981

Filed under: Imprensa Moçambique, José Carlos Areosa Pena — ABM @ 10:34 pm

Muito grato a José Orlando de Areosa Pena, filho de José Carlos Areosa Pena.

José Carlos Areosa Pena marcou toda uma geração de jornalistas em Moçambique, antes e depois da Independência. Um dos mais prestigiados prémios de jornalismo moçambicano porta o seu nome.

Em baixo, quatro crónicas de Areosa Pena, publicadas, respectivamente, em Outubro de 1967, Maio de 1968, Janeiro de 1971 e Fevereiro de 1981, esta última pouco antes de falecer.

LEMBRAS-TE, MARIANA? (Outubro de 1967, in Notícias)

Mariana 1 de 3

Mariana 2 de 3.

Mariana 3 de 3.

A GORJETA (2 de Maio de 1968, in Notícias)

Gorjeta 1 de 2.

Gorjeta 2 de 2.

NASCE UM ANO, NASCE UMA CRIANÇA (3 de Janeiro de 1971, in Tempo)

Nasce Um Ano 1 de 3.

Nasce Um Ano 2 de 3.

Nasce Um Ano 3 de 3.

BUROPITHECUS (22 de Fevereiro de 1981 in Tempo)

Buropithecus 1 de 5.

Buropithecus 2 de 5.

Buropithecus 3 de 5.

Buropithecus 4 de 5.

Buropithecus 5 de 5.

JOSÉ CARLOS AREOSA PENA: EM 13 FOTOGRAFIAS

Muito grato a José Orlando de Areosa Pena, filho de José Carlos Areosa Pena.

José Carlos Areosa Pena marcou toda uma geração de jornalistas em Moçambique, antes e depois da Independência. Um dos mais prestigiados prémios de jornalismo moçambicano porta o seu nome.

Aqui, um conjunto de fotografias, que tentei restaurar o melhor possível. Se por acaso o exmo. Leitor conseguir identificar algumas das pessoas nas fotografias com José Carlos, por favor escreva para aqui com os detalhes e o número da fotografia e eu completarei na legenda respectiva.

Foto 1: José Carlos Areosa Pena.

Foto 2: P1, José Carlos Areosa Pena, P2 e P3.

Foto 3: P1, José Carlos Areosa Pena.

Foto 4; P1, José Carlos Areosa Pena.

Foto 5: P1, José Carlos Areosa Pena, P2, P3, P4, P5, P6 e P7.

Foto 6: Rui Cartaxana e José Carlos Areosa Pena.

Foto 7: P1, José Carlos Areosa Pena, P2, P3, P4, P4, P6, P7, P8, P9, P10, Miguéis Lopes, Jr e Graça Félner.

Foto 8: José Carlos Areosa Pena, P1, P2, P3, P4 e P5.

Foto 9: José Carlos Areosa Pena.

Foto 10: P1 e José Carlos Areosa Pena.

Foto 11: José Carlos Areosa Pena e P1.

Foto 12: P1, P2, P3 e José Carlos Areosa Pena.

Foto 13: P1 e José Carlos Areosa Pena.

18/12/2011

JOSÉ CARLOS AREOSA PENA E O JORNALISMO MOÇAMBICANO APÓS 1975

Filed under: Imprensa Moçambique, José Carlos Areosa Pena — ABM @ 4:49 pm

Muitíssimo grato a José Orlando Areosa Pena, filho de José Carlos Areosa Pena, por ter acedido ao meu pedido de mais informação sobre o seu pai, em baixo contida.

Esta é a primeira de algumas crónicas com fotos e textos de Areosa Pena.

Areosa Pena, aqui numa pose à Ernest Hemingway. Para visionar a fotografia em tamanho máximo, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador. Esta e as restantes fotos restauradas por mim.

A internet tem destas coisas. Se o exmo. Leitor procurar o nome de José Carlos Areosa Pena no Google, provavelmente o que vai reparar é que o Mia Couto em 1989 ganhou em Maputo o prémio de jornalismo Areosa Pena.

Areosa Pena merece ser recordado aqui, por várias razões, entre a quais a de que um dos mais prestigiados prémios de jornalismo em Moçambique tem o seu nome.

A versão mais curta vai em baixo.

Aqui, a minha versão ultra-curta. Areosa Pena nasceu na cidade nortenha portuguesa do Porto. Em 1949, com 12 anos, foi com os pais viver para Moçambique. Começou a escrever cedo e nunca mais parou. Em meados anos 60, foi trabalhar para o Notícias, o principal jornal da então província portuguesa. Em 1970, mesmo no fim do breve delírio marcelista, fez parte da equipa que funda a revista Tempo em Lourenço Marques, de onde sai em 1973, indo trabalhar para os SMAE e operando de Lourenço Marques como correspondente do então não menos estridente Expresso, de Lisboa, e o mais maleável A Capital, também de Lisboa. Após o golpe militar em Lisboa, no final de Abril de 1974, torna-se o chefe de redacção do Notícias de Lourenço Marques, que nos seis meses que se seguem foi um dos palcos de excelência do debate e pressões em redor do tema da Independência (não quando, mas mais como). Ficou no posto durante três anos, depois saíu, desempenhando cargos diversos não relacionados com a sua vocação de excelência, voltando brevemente à profissão em 1980 a pedido do então presidente. No entanto não permaneceu por muito tempo. No final de Março de 1981, morreu de doença.

O pequeno José Carlos com a mãe no Porto, 1939. Dez anos, depois conhecia Moçambique pela primeira vez.

Obviamente, Areosa Pena distinguiu-se pelo seu gosto pela escrita e pelo trabalho que foi desenvolvendo ao longo da sua vida. Espero poder ter acesso a algumas das suas crónicas e textos, que nunca li.

Mas, principalmente, Areosa Pena é recordado hoje em Moçambique pelo facto de ter sido ele uma das referências que iniciou e formou as primeiras fornadas de jovens talentos jornalísticos moçambicanos após a Independência, que mais tarde evoluíram para serem figuras de referência da recente e actual imprensa moçambicana.

Claro que é quase caricato falar-se de “jornalismo” entre 1975 e 1992 em Moçambique. Tal como se dizia que sob a ditadura portuguesa se praticava um jornalismo manietado, direi que igualmente se fazia algo que se parecia com jornalismo “comprometido” após o dia 20 de Setembro de 1974, a data efectiva da Independência de Moçambique. Em que a linha partidária da cúpula da Frelimo de então era tudo o que contava.

Creio, no entanto, que o importante é que gerações de então jovens iniciaram os seus percursos profissionais sob a alçada de Areosa Pena, aprendendo um ofício e desenvolvendo vocações que estiveram na génese do que mais tarde evoluiu para o actual jornalismo moçambicano.

São essas vivências, e a sua recordação, que presumo estejam na base de se ter instituído um prémio de excelência na escrita em Moçambique.

O tal que um então quase anónimo Mia, recebeu em 1989.

Após a sua morte, Sol Carvalho, um dos seus colaboradores, escreveu o prefácio de um pequeno livro, onde foram reunidos alguns dos escritos de Areosa Pena. Nele, são recordados com óbvio afecto, os tempos de convívio pessoal e profissional entre os dois homens. Escreveu Sol: ” No curto período da sua vida profissional em que trabalhou pela segunda vez na Tempo (da qual havia sido fundador) todos o sentíamos como um ponto de referência para o nosso trabalho profissional. O “velho” (em idade e profissão) era mais do que isso: aceitou receber estagiários a seu cargo e trabalhar com eles muitas vezes em prejuízo do seu próprio tempo que, na altura, ele já sabia curto.”

Mais há a dizer sobre Areosa Pena.

A seu tempo.

O jovem recruta José Carlos Areosa Pena faz a tropa em Moçambique, 1956. Excepto em Dadrá e Nagar Haveli, o império ainda dormia. Craveiro Lopes, então presidente português, visita Lourenço Marques.

O esboço biográfico curto, acima referido, creio que preparado pouco depois da sua morte:

P. 1 de 3

P. 2 de 3

Areosa Pena creio que no final dos anos 60. Em Lourenço Marques.

P. 3 de 3

Create a free website or blog at WordPress.com.